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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Audiolivro está inserido no conceito de desenho universal para acessibilidade

Atualizado em 13/12/2016 Lançado em outubro de 2014, o Ubook é o primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming do Brasil. Ele funciona como o Netflix para vídeos ou o Spotify para música: por um valor mensal, ou semanal, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através do aplicativo.  Muitas pessoas e entidades, há um bom tempo, chamam a atenção da sociedade para a questão da acessibilidade, mas - de uma forma mais abrangente - com foco no desenho universal. O conceito nada mais é que promover a acessibilidade de forma universal, para todos, sem limitação de grupos ou especificações. Por exemplo: as calçadas das ruas precisam ser pensadas para garantir o ir e vir com segurança de todas as pessoas e não só de idosos e deficientes visuais. Agindo assim, haverá uma sociedade mais humana e cidadã. “Esse serviço é democrático e pode ser usado por qualquer pessoa - com ou sem deficiência visual”, diz Eduardo Albano, diretor de conteúdo do Ubook, maior serviço de audiolivros por streaming da América Latina. “Esse é o avanço da acessibilidade, serviços e produtos que sirvam e tragam benefícios para todos, sem nenhum tipo de segregação”, completa. Os audiolivros têm conquistado cada vez mais adeptos, pois, na correria do dia a dia, é prático, cômodo e acessível ouvir um livro enquanto caminha, no trânsito ou na academia, por exemplo. “A ideia é mostrar para as pessoas como é fácil incluir o hábito de ouvir um livro ou revista em seu cotidiano”, comenta Albano.  Entre as vantagens está o de poder começar a ouvir no smartphone, por exemplo, e continuar de onde parou no tablet. Além disso, depois de baixar o audiolivro, não é mais necessário ter conexão com a internet para conseguir ouvi-lo.   Para saber mais acesse: www.ubook.com Fonte: Revista incluir http://revistaincluir.com.br/noticia-1902_audiolivro-esta-inserido-no-conceito-de-desenho-universal-para-acessibilidade

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Oportunidade: Empresa oferece serviços para crianças com TEA e outras síndromes

A JUJUBA é uma empresa que oferece serviços e materiais pedagógicos para crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizado, autismo (TEA) e outras síndromes. Com o objetivo de levar informação e aprendizado por meio de serviços e produtos e contribuir para que essas pessoas e suas famílias tenham uma vida mais independente, autônoma e integrada à sociedade, prezando pela acessibilidade, pela conscientização social e pela formação de uma comunidade atuante, unida e acolhedora. “Tudo começou com um sentimento de gratidão, e depois uma ideia. Pensei: por que em vez de fazer tudo isso somente para minha filha não faço para mais gente? Seria uma forma de agradecer a Deus todas as condições que eu tive de melhorar a qualidade de vida da Ju.”, explica Carol.A, idealizadora do projeto. Carol percebeu que sua filha Júlia tinha dificuldade de aprendizagem logo nos primeiros anos de vida, buscou ajuda na área de neurologia.  Foram muitos os diagnósticos e o autismo era sempre uma possível resposta para os sintomas, mas nunca a conclusiva. Em meio essa busca, ela teve a oportunidade de conviver com grandes especialistas e pesquisadores que a ajudaram, e decidiu dividir sua experiência e seus conhecimentos com outra família através da Jujuba. A Jujuba não fornece consultoria nem serviços nas áreas médicas ou jurídicas, somente informações gerais sobre autismo, como um serviço à comunidade. As informações não substituem as orientações dos profissionais das áreas de saúde, jurídica ou educacional. Para conhecer os produtos e serviços ou saber mais, acesse: http://www.juju.ba/ Fonte: Revista incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1871_empresa-oferece-servicos-para-criancas-com-tea-e-outras-sindromes

Vamos?: Instituições culturais participam da 7ª Virada Inclusiva com programação especial

Instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo participam, nos dias 3 e 4/12, da 7ª edição da Virada Inclusiva, iniciativa que realiza atividades culturais, esportivas e de lazer voltadas à inclusão da pessoa com deficiência. A Virada Inclusiva é coordenada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e conta com extensa programação gratuita e acessível para deficientes visuais, auditivos e físicos em todo o Estado de São Paulo. Confira os detalhes da programação: BIBLIOTECAS Biblioteca de São Paulo Sábado, dia 3 11h00 às 12h30 – Oficina de Artes Por meio do movimento, da música e das artes visuais, os participantes irão produzir desenhos, inspirados na natureza. A atividade contará com audiodescrição para deficientes visuais e pessoas com baixa-visão, além da Língua Brasileira de Sinais, para deficientes auditivos. Indicado para crianças de 6 a 14 anos. 11h00 às 13h00 – Jogos para todos! Oficina de xadrez: Os participantes aprendem as regras, os movimentos das peças e algumas táticas do xadrez, além de disputar partidas. Pessoas com deficiência visual dispõem de tabuleiros adaptados. 16h00 – Hora do conto Mirella Estelles e Amarilis Reto narrarão O pássaro encantado, conto de tradição oral.  Atividade será narrada em português, com tradução em Libras. 14h30 às 16h30 – Sarau na BSP A atividade, que envolve literatura, canto e poesia, será com o Grupo de Poetas Cantores e Declamadores Independentes de São Paulo. Domingo, dia 4 11h00 às 12h30 – Oficina de Artes Por meio do movimento, da música e das artes visuais, os participantes irão produzir desenhos, inspirados na natureza. A atividade contará com audiodescrição para pessoas com deficiência visual e baixa-visão, além da Língua Brasileira de Sinais, para surdos. Indicado para crianças de 6 a 14 anos. 16h00 – Hora do conto O Grupo Mãos de Fada narrará O pequenino grão de areia, do grupo Girasonhos. A contação será em Libras com interpretação para o Português. Biblioteca Parque Villa-Lobos Sábado, dia 3 11h00 às 13h00 – Segundas Intenções O convidado do mês, para um bate-papo com o público é o escritor Lira Neto, especialista em biografias. Já escreveu livros sobre diversas personalidades como Castello Branco, Maysa e uma trilogia sobre Getúlio Vargas. O bate-papo será realizado na Oca e terá interpretação em Libras. 15h00 às 17h00 – Jogos para todos! Oficina de xadrez: os participantes aprendem as regras, os movimentos das peças e algumas táticas do xadrez, além de disputar partidas. Pessoas com deficiência visual dispõem de tabuleiros adaptados e também podem jogar. 15h30 às 17h00 – Viagem Gastronômica A atividade que mistura gastronomia com literatura homenageará o escritor mineiro Guimarães Rosa. No encontro será explorada a genialidade literária do autor sob o olhar dos costumes alimentares dos personagens de sua obra no sertão de Minas Gerais. O programa ainda dá dicas de como preparar os pratos: canjiquinha com costelinha de porco, doce de mamão, doce de goiaba e bom-bocado de mandioca, que os participantes terão a oportunidade de degustar no final da atividade. A atividade terá interpretação em Libras. 16h00 – Hora do conto O Grupo Mãos de Fada narrará Cinderela Surda, de Carolina Ressel, Fabiano Rosa e Lodenir Karnopp. A contação será em Libras com interpretação para o Português. Domingo, dia 4 16h00 – Hora do conto O Grupo Êba narrará Maria vai com as outras, de Sylvia Orthof. Contação será em português com interpretação em Libras. Museu Afro Brasil Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Parque Ibirapuera - Portão 10 (acesso pelo portão 3) - São Paulo Telefone (11) 3320-8900 - www.museuafrobrasil.org.br Horário de funcionamento de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até às 18hs. Museu do Futebol Endereço: Praça Charles Miller, s/nº - Estádio Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu - São Paulo-SP Telefone (11) 3664-3848 - www.museudofutebol.org.br Funcionamento: terça a sexta-feira, das 9h às 17h (Bilheteria até às 16h). Sábados, domingos e feriados das 10h às 18h (bilheteria até às 17h) Pinacoteca do Estado de São Paulo Endereço: Praça da Luz, 02 – Luz, São Paulo – SP Telefone: (11) 3324-1000 - www.pinacoteca.org.br Quarta a segunda das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h) Museu de Arte Sacra de São Paulo Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo – SP Telefone (11) 3326.3336 –  www.museuartesacra.org.br De terça a domingo, das 9h às 17h Memorial da Resistência de São Paulo Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz - Auditório Vitae – 5º andar Telefone: (011) 3335-4990/ faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10 às 18h. Biblioteca de São Paulo Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – Estação Carandiru do Metrô – Linha Azul Telefone: (11) 2089-0800 Funcionamento: terça a domingo e feriados, das 9h30 às 18h30 horas. Biblioteca do Parque Villa-Lobos Endereço: Av. Queiróz Filho, 1.205, Alto de Pinheiros. Telefone: (11) 3024-2500 Funcionamento: terça a domingo, das 9h30 às 18h30 Para conhecer a programação cultural de todo o estado, acesse a plataforma SP Estado da Cultura – www.estadodacultura.sp.gov.br.  Fonte: Revista Incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1867_instituicoes-culturais-participam-da-7-virada-inclusiva-com-programacao-especial

Pelo Brasil: São Paulo sedia Paralimpíadas Escolares

Começou nesta quarta-feira, 23/11, em São Paulo, as Paralimpíadas Escolares 2016. Com mais de 900 atletas de 12 a 17 anos competindo, o evento será uma verdadeira peneira de talentos para formar a delegação brasileira que disputará o Parapan de Jovens, em março, também na capital paulista. As provas das Escolares 2016 seguem até sexta-feira, 25, em oito modalidades: atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas.   Para os treinadores e coordenadores das modalidades paralímpicas em disputa na edição 2016, o grande número de inscritos possibilita a detecção de atletas novos com mais facilidade. Para isso, prestam atenção em diferentes fatores. "O desempenho é importante. Mas como são muito jovens, também se desenvolvem muito rápido. Então quando tem um bom perfil de classe, nada todas as provas, levamos esses atributos em consideração na hora de formar uma equipe", opina Leonardo Tomasello, técnico-chefe da Seleção Brasileira de natação paralímpica.   E como ainda há vagas para o grupo do Parapan de Jovens, a chance de ter atletas desta Escolar nas Seleções juvenis em março é alta. "A gente olha se tem o estilo, um biotipo de um bom esportista. Não estamos aqui só para convocação. Nosso objetivo é detectar futuros talentos. Mas acho que daqui vai sair o grosso que vai disputar o Parapan de Jovens", disse Amaury Veríssimo, técnico da Seleção de atletismo.   Outro treinador que veio às Escolares com objetivo de buscar esportistas jovens foi Wagner Melo, técnico na Seleção de jovens de futebol de 7. "Nossa intenção é renovar a Seleção principal, então é importante ver esses novos jogadores. Há quatro vagas abertas para o Parapan e o objetivo é preencher com novidades. Nossa procura maior é com jogadores de linha. Acho que um para cada setor será ideal para o Parapan", contou Melo. Fonte: Revista incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1870_sao-paulo-sedia-paralimpiadas-escolares

domingo, 20 de novembro de 2016

Pelo Brasil: Alunos de MT desenvolvem projeto de bengala ultrassônica para cegos

Equipamento deve virar um protótipo, que alerta sobre obstáculos na rua. Alunos cursam ensino técnico no Senai de Várzea Grande. Do G1 MT Alunos do ensino técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, criaram uma bengala ultrassônica para cegos. O equipamento, que deve virar um protótipo, irá alertar os deficientes visuais sobre obstáculos na rua. A ideia foi apresentada na 13ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), que foi realizada na Arena Pantanal, em Cuiabá. Além da bengala, uma jovem da mesma unidade de ensino levou até o evento o projeto de uma pulseira médica de baixo custo que mede os batimentos cardíacos. A bengala ultrassônica - que funciona com o auxílio de um celular e um fone de ouvido - foi desenvolvida pelos alunos do curso técnico de eletrotécnica Cleiton Amaro dos Santos, Felipe Dias e João Paulo Francisco de Oliveira e pela aluna de logística Mariana Cristina Bispo da Silva. A ideia dos jovens foi concebida em um evento interno da escola. A missão dos alunos era pensar em uma alguma inovação que pudesse melhorar a vida de pessoas deficientes ou com algum tipo de problema médico. Felipe Dias explicou que o projeto consiste em equipar uma bengala comum com um sensor ultrassônico, que captura a distância entre objetos, um ardoino, que irá processar a informação do objeto se aproximando e mandará um sinal de vibração para o aparelho celular utilizado pelo cego. Com o fone de ouvido, ele saberá a distância que está do obstáculo. De acordo com Felipe, o próximo passo é construir esse protótipo e realizar testes para que os pontos fracos do projeto sejam observados. Ele ainda defendeu que tudo isso surgiu por que para os alunos a ideia é uma forma de “tentar ajudar as pessoas que têm algum tipo de dificuldade de locomoção. Eu já vi deficiente caindo na rua porque o movimento da bengala falhou. Nada mais justo do que tentar de alguma forma melhorar a vida dessas pessoas”. Pulseira visa diminuir o número de pessoas com ataque do coração que ficam sem socorro (Foto: Carlos Palmeira/ G1) A pulseira médica está sendo desenvolvido por Bruna Tavares Francisco, que é aluna do curso técnico de manutenção e suporte técnico em informática no Senai. A jovem contou que a intenção é “diminuir o número de pessoas com ataque do coração que ficam sem socorro”. A pulseira funcionaria junto com um aplicativo de celular e ficaria medindo os batimentos cardíacos do usuário. Assim que os batimentos estivessem em um número considerado crítico, o aplicativo mandaria automaticamente uma mensagem para o serviço de saúde. Meu avô morreu de um ataque fulminante do coração. Essa pulseira de baixo custo poderia ter salvado a vida dele, acredito eu" Bruna Tavares Francisco, aluna do Senai Além dos benefícios práticos da ideia, outro aspecto do objeto seria o baixo custo e a segurança da portabilidade do equipamento. Bruna argumentou que já existem dispositivos parecidos no mercado, mas disse que eles custam em média R$ 1 mil e que por isso são muito visados por assaltantes. A versão da jovem está programada para ser constituída de silicone e o preço deverá ficar por volta dos R$ 200. Parte da concepção do projeto teve um aspecto pessoal, relatou a aluna. “Eu penso que esse pode ser um negócio que pode melhorar e mexer muito com a vida das pessoas. Meu avô morreu de um ataque fulminante do coração. Essa pulseira de baixo custo poderia ter salvado a vida dele, acredito eu”, disse. Bruna disse que a experiência de expor o equipamento ao público lhe trouxe muitos benefícios. Essa é a primeira vez que ela realizou atividade parecida e o medo inicial das críticas se tornou em  crença de que ela seria uma boa oportunidade de testes para o futuro da pulseira. “Eu comecei a enxergar isso [a exposição da ideia para o público] como uma coisa extremamente positiva. A sugestão de algumas pessoas, que às vezes nem são da área, te ajudam muito a melhorar a ideia. Já me sugeriram, por exemplo, uma funcionalidade offline para a minha pulseira, que hoje é uma negócio que ela não tem. A partir de agora vou começar a pensar nessa possibilidade”, defendeu. A professora de eletrotécnica, mecatrônica e automação Jenifeer Duarte, coordenadora dos dois projetos, ressaltou a importância dos jovens participarem de experimentos práticos e científicos. Para ela, esse tipo de vivência gera aos alunos um incontável legado. “A gente e até eles próprios descobrem uma capacidade de pensamento analítico e de proatividade que nem eles imaginavam que tinham. Os que seguem com o projeto em frente, ficam tão motivados a aprender mais, a se informar mais que acabam melhorando em todos os aspectos”, defendeu. Fonte: G1 Mato Grosso: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/11/alunos-de-mt-desenvolvem-projeto-de-bengala-ultrassonica-para-cegos.html

terça-feira, 15 de novembro de 2016

praticidade e vida independente: Jovem cria 'luva' que identifica obstáculos e avisa deficientes visuais

Protótipo está sendo testado em Palotina, na região oeste do Paraná. Equipamento identifica objetos que estiverem acima da cintura da pessoa. Do G1 PR, com informações da RPC Cascavel Um jovem de Palotina, no oeste do Paraná, está desenvolvendo um protótipo que identifica obstáculos e avisa deficientes visuais. O equipamento é usado na mão e se assemelha a uma luva. Adonis Araújo de Oliveira, de 21 anos, começou a desenvolver o protótipo há dois anos, durante o trabalho de conclusão do curso de Desenvolvimento de Sistemas. "Eu não queria fazer uma coisa comum, queria fazer algo diferente. Pesquisando, encontrei um dispositivo que auxiliava deficientes visuais, decidi fazer aquilo e implementei algumas mundaças que achei que seriam interessantes para melhorar o projeto", conta. A "luva" usa sensores eletrônicos para identificar obstáculos que estiverem acima da cintura da pessoa, porém não substitui o uso de bengala. "Ele emite um sinal no ambiente. Quando esse sinal encontra um objeto ele retorna para o sensor em forma de eco e realiza a emissão de um alerta sonoro de acordo com a distância que está do objeto", explica o jovem. O equipamento está sendo testado pelo vizinho de Adonis, o bibliotecário Leandro Furtado. "Eu acho que vai me ajudar bastante. Eu não tenho nem palavras para falar o quanto vai ser útil para os deficientes. Para mim será um espetáculo", ressalta. O equipamento está em fase de teste e deve passar, ainda, por alterações. "O próximo passo é deixar menor e melhorar a autonomia da bateria também", comenta Adonis. Fonte: G1PR: http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2015/09/jovem-cria-luva-que-identifica-obstaculos-e-avisa-deficientes-visuais.html?utm_source=facebook

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Inclusão Três pontas completa a marca de mais de 10000 acessos: tem presente!

Inclusão Três pontas Completa a marca de mais de 1000 Acessos: e quem ganha o presente, é você leitor, confira! Atingimos No dia de Hoje a marca de mais de 10000 Acessos: Queremos agradecer a todos os nossos leitores por nos dar o privilégio da sua preferência. Então o Blog Inclusão três pontas, está fazendo uma pesquisa de que forma podemos presentear vocês! Pode nos dar um momento da sua atenção? Link de pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSemMa_Wu-vvzw7RHebX7l5jlWJEZ8b2KUKjtf7XdRBZhugz9A/viewform

Pelo Brasil com informações do Portal Vitória: Deficiente visual cai em bueiro de Vitória e receberá R$ 10 mil de indenização

Segundo o processo, o homem caiu após tropeçar em um bueiro quebrado enquanto passava pela calçada de uma maternidade da região e, por conta da queda, sofreu várias escoriações Folha Vitória Redação Folha Vitória A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça. Foto: Divulgação A justiça determinou que o município de Vitória deverá pagar indenização no valor de R$ 10 mil por danos morais a um homem com deficiência visual que caiu em bueiro localizado no bairro Forte São João.    De acordo com as informações processuais, em outubro de 2013, enquanto caminhava pela Rua João Bosco, o homem, enquanto passava pela calçada de uma maternidade da região, tropeçou no bueiro, que estava com a tampa quebrada. Por conta da queda, o autor sofreu várias escoriações. Em sua contestação, a Prefeitura disse que a manutenção dos bueiros, neste caso, seria de responsabilidade da Cesan. No entanto, o juiz entendeu que “o dever de manter os bueiros, localizados em vias de circulação devidamente tampados, de modo a evitar acidentes com veículos e pedestres, está mais afeto ao serviço de conservação das ruas municipais”. Link da matéria: http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2016/11/deficiente-visual-cai-em-bueiro-de-vitoria-e-recebera-r-10-mil-de-indenizacao.html

Imperdível: WORKSHOP SOBRE AUDIODESCRIÇÃO NO ITAÚ CULTURAL

Com informações do Blog da áudio descrição. O Itaú Cultural promove em dezembro a segunda edição do "Entre Arte e Acesso", evento que tem como tema acessibilidade, arte e cultura. As atividades reúnem artistas com diversos tipos de deficiência e de diferentes áreas de expressão para explorar os universos da arte e da cultura sob o viés da acessibilidade. Nesta edição, destaque para o Workshop sobre audiodescrição com Zoe Partington. Na programação, além de mesas de debate, performances, apresentações de música, dança e teatro, acontecem workshops dedicados a artistas e profissionais interessados em audiodescrição. O Workshop sobre audiodescrição Será ministrado por Zoe Partington, artista e uma das diretoras da Architecture Inside Out (AIO) – organização que desenvolve arte em colaboração com artistas com deficiência a fim de explorar a acessibilidade em lugares públicos. Ela defende que conteúdos visuais podem excluir parte do público e questiona como transformar imagens e informações em palavras que as descrevam e passem o mesmo significado que chega às pessoas que podem enxergá-las. Workshop sobre audiodescrição com Zoe Partington A artista Zoe Partington ministra o workshop sobre audiodescrição Na atividade, o objetivo é explorar as diversas opções de audiodescrição. Em um primeiro momento, Zoe fará uma explicação teórica e conceitual sobre os fundamentos e princípios da audiodescrição e, em seguida, os participantes serão instruídos a desenvolver abordagens para descrever diferentes tipos de trabalho, como peças de teatro, filmes e exposições. Para participar, é preciso se inscrever pelo e-mail atendimento@itaucultural.org.br até o dia 22 de novembro. Há 30 vagas disponíveis e os selecionados serão divulgados no dia 1º de dezembro. Workshop sobre audiodescrição com Zoe Partington sexta 9 e sábado 10 de dezembro de 2016 10h às 13h piso -2 30 vagas disponíveis [Inscrições até terça 22 de novembro pelo e-mail atendimento@itaucultural.org.br.] Fonte: Itaú Cultural Com informações do blog da áudio Descrição. Link da matéria Fonte secundária: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2016/11/workshop-sobre-audiodescricao.html

Pelo sul de minas: Em Três pontas: Rio 2016 Doa Bens Adquiridos Para A Realização Dos Jogos; Apae De Três Pontas Está Entre As Entidades Beneficiadas

Com Informações do Portal Sintonize Aqui: www.sintonizeaqui.com.br 11 de novembro de 2016 Por Arlene Brito. É grande a expectativa da Apae de Três Pontas quanto à chegada de cinco climatizadores que tornarão salas de aula ainda mais confortáveis. Os aparelhos são um presente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos – Rio 2016 e foram conseguidos pela equipe apaeana, que está sempre atenta às boas oportunidades. Apae de Três Pontas completa 43 anos 20 Coordenador de Comunicação e do SUS da Apae de Três Pontas e Conselheiro Regional Sul II das Apaes, Nuno Augusto Alves acompanhado da Diretora Rozilda Gama De acordo com o Coordenador de Comunicação e do SUS da Apae de Três Pontas e Conselheiro Regional Sul II das Apaes, Nuno Augusto Alves, passado o evento esportivo, o Comitê decidiu doar milhares de bens adquiridos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos – dentre eles, materiais de escritório, móveis, equipamentos de informática e de esporte. A iniciativa, conforme divulga o Comitê, tem como objetivo promover a vida útil desses itens, potencializando assim, o legado dos Jogos. Para determinar as entidades aptas a receber as doações, o Rio 2016 estabeleceu as pessoas jurídicas que poderiam pleitear as doações, baseando-se em três normas: Lei Federal nº 12.780/2013, Lei nº. 6.423/2013, do Estado do Rio de Janeiro e Convênio ICMS nº. 133/08. Entre os possíveis beneficiários estão organizações da sociedade civil que são vinculadas à prática do esporte, à assistência social, ao desenvolvimento social, à proteção ambiental ou à assistência da criança e do adolescente. Foi aqui que a Apae de Três Pontas se cadastrou. “Enviamos toda a documentação e por atendermos aos critérios fomos agraciados com os climatizadores. Isso mostra a seriedade do trabalho da nossa instituição, inclusive em relação às finanças”, comenta Nuno Alves.  Ainda de acordo com o Coordenador, a Apae reconhece a importância da iniciativa e parabeniza o Comitê Rio 2016 por impedir que os bens pereçam sem utilização e também por ajudar o próximo através de uma distribuição justa e transparente. apae-rio-2016 (A apae de Três Pontas completa 43 anos Finaliza. Arlene Brito Jornalista formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (Unis-MG). Atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa de Três Pontas (MG): TV Cidade, Rádio Três Pontas, Jornal Tribuna, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, Jornal Correio Trespontano e agora está à frente do site Sintonizeaqui. Indicada para compor a equipe de assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais (2003/2010), optou por continuar em sua Terra Natal registrando os principais fatos e acontecimentos e, assim, ajudar a escrever a história do Município conhecido internacionalmente como a Capital da Música e do Café. Fonte: http://www.sintonizeaqui.com.br/rio-2016-doa-bens-adquiridos-para-a-realizacao-dos-jogos-apae-de-tres-pontas-esta-entre-as-entidades-beneficiadas/

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Encontro de Reabilitação busca soluções para promover inclusão:

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, promove a partir desta sexta-feira dia 11/11, às 8 horas, o Encontro de Reabilitação da Rede Lucy Montoro. O evento acontece até 13/11, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP) com palestras, cursos e debates entre profissionais de saúde com o objetivo de promover maior a qualidade de vida às pessoas com deficiência no processo de reabilitação. Avanços científicos calcados em pesquisa sobre áreas relativas à saúde e reabilitação da pessoa com deficiência, como amputados, dor incapacitante, esporte adaptado, lesão medular, órteses e próteses, planejamento terapêutico baseado em metas funcionais, prescrição em cadeira de rodas e termografia serão debatidos por profissionais especializados ao longo do evento. Durante os três dias de evento acontece o TOM São Paulo 2016, que propõe a elaboração de projetos/protótipos capazes de aperfeiçoar ajudas técnicas já existentes ou de criar novas soluções, viáveis e replicáveis, para as pessoas com deficiência. A iniciativa reunirá engenheiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, designers, profissionais de TI, arquitetos, entre outros, além do próprio público-alvo do projeto, as pessoas com deficiência, na discussão da viabilidade de implantação dessas propostas. Entre os convidados, estarão especialistas de diversas instituições de ensino e pesquisa do Estado, de diferentes áreas de atuação Para mais informações, acesse : http://www.redelucymontoro.org.br/encontrodereabilitacao/  ou http://tom-sp.sedpcd.sp.gov.br/ Fonte: Revista incluir: http://www.revistaincluir.com.br/noticia-1850_encontro-de-reabilitacao-busca-solucoes-para-promover-inclusao

Notícia: Vivo anuncia atendimento inovador a surdos.

A Vivo realiza testes internos para promover atendimento acessível a pessoas surdas a partir de 2017. A empresa implantará o primeiro aplicativo de atendimento ao cliente com mediação de um intérprete de Libras via smartphones e tablets. O cliente poderá agendar atendimento com antecedência e será apoiado na comunicação com a central de atendimento por um intérprete de Libras. Atualmente, a legislação prevê obrigatoriedade do atendimento a surdos, mas o recurso adotado são as conversas via chat. No entanto, estatísticas indicam que 70% da população com deficiência auditiva no Brasil – cerca de 9 milhões de pessoas segundo o último censo do IBGE –, não utiliza a língua portuguesa. A comunicação entre os surdos-mudos fica restrita ao grupo que tem a mesma deficiência ou a familiares que conhecem Libras, configurando uma espécie de isolamento social. “Ao oferecer atendimento com intérprete garantimos às pessoas com deficiência auditiva o direito de exercer sua autonomia e cidadania. É mais um benefício viabilizado pela tecnologia e a transformação digital”, diz o vice-presidente de Qualidade e Atenção ao Cliente da Vivo, Ciro Kawamura. A data de lançamento do serviço ainda não está definida, mas a plataforma já está em fase de testes com funcionários. O projeto prevê desenvolvimento de sistemas, treinamento e integração. Fonte: Revista incluir: http://www.revistaincluir.com.br/noticia-1851_vivo-anuncia-atendimento-inovador-a-surdos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Pelo País: Juíza condena Banco do Brasil a indenizar cego Em 40000 Reais: Confira!

Banco do Brasil deverá reparar consumidor com deficiência visual ANA FLÁVIA CORRÊA DA REDAÇÃO O Banco do Brasil deverá indenizar o cuiabano R.R.S., que possui deficiência visual, no valor de R$ 40 mil, por danos morais, em razão de ter sido discriminado em uma das agências da instituição bancária. A decisão, do dia 4 de outubro, é da juíza Tatiana Colombo, da 6ª Vara Cível de Cuiabá. No processo, R.R.S. relatou que em outubro de 2014 foi até sua agência do Banco do Brasil, acompanhado pela sua esposa e filho, para abrir uma conta poupança ao seu filho, no intuito de receber um auxílio do órgão em que trabalha. Resta caracterizada a falha na prestação do serviço e, por consequência, o ato ilícito O cliente afirmou que o banco se negou a abrir a conta e exigiu uma procuração registrada em cartório por pessoa sem deficiência para a abertura da conta. Segundo o deficiente, este fato lhe causou "sofrimento, sentimento de inutilidade e vergonha", pois ele se sentiu discriminado perante os demais consumidores que aguardavam o atendimento. Ele afirmou, ainda, que é capaz de praticar todos os atos da vida civil, mesmo com sua deficiência. No processo, ele requereu que sua conta fosse aberta sem a necessidade da procuração registrada em cartório e, ainda, a indenização no valor de R$ 40 mil. Por outro lado, o banco alegou que o atendimento em questão ocorreu de acordo com as políticas estabelecidas e que não houve a violação de lei ou contrato. A instituição afirmou que a agência possui profissionais qualificados para melhor atendimento dos consumidores e que R.R.S. não comprovou os danos morais sofridos. No entanto, o Banco do Brasil solicitou que, em caso de condenação, seja observada a condição econômica do requente. Constituição A juíza Tatiane Colombo relatou que o fato de o Banco do Brasil exigir a procuração registrada por pessoa sem deficiência visual para abertura da conta fere a principal garantia da Constituição Federal, que é a dignidade da pessoa humana. “É de saber público e notório que pessoas sem nenhuma deficiência não necessitam registrar a mencionada procuração”, afirmou Colombo. Juíza Tatiane Colombo A juíza Tatiane Colombo, autora da decisão A magistrada afirmou que caberia à instituição, ao invés de requerer a procuração, disponibilizar ao consumidor um contrato para abertura de conta em braile ou um preposto especializado para que as informações do contrato fossem esclarecidas em voz alta ao cliente. “A adoção destes métodos nos contratos bancários estabelecidos com consumidores deficientes visuais, como na espécie, consubstancia o único modo de conferir-lhes tratamento isonômico aos demais consumidores, pois os deficientes visuais terão liberdade de fazer suas próprias escolhas, com a devida acessibilidade à comunicação e à informação”, explicou. Tatiane Colombo entendeu que o ato do banco dificultou o acesso à comunicação e às informações essenciais aos indivíduos nesta condição. "Uma vez que a instituição financeira impôs obstáculos na realização do serviço, bem como, não garantiu a acessibilidade do deficiente visual de forma adequada, resta caracterizada a falha na prestação do serviço e, por consequência, o ato ilícito”, afirmou a magistrada. Quanto à alegação do banco de que o atendimento ocorreu de acordo com as políticas estabelecidas, Colombo afirmou que “se tratar deficientes visuais de modo discriminatório for política da empresa, entendo que o banco requerido deve revê-la, a fim de garantir a dignidade da pessoa humana”. Desta forma, a condenação no valor de R$ 40 mil, segundo ela, é uma punição ao banco por não cumprir a legislação vigente e desrespeitar os consumidores Fonte: MidiaNews http://www.midianews.com.br/judiciario/juiza-condena-banco-do-brasil-a-indenizar-cego-em-r-40-mil/279768

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Pelas Américas: Conheça a jornalista argentina Verónica González Bonet, a única âncora de TV com deficiência visual

Ela nasceu há 38 anos na Argentina e é mãe de gêmeos de 5 anos, Ignacio e Nahuel e de Lautaro, de 7 meses de idade. Ela mora na província de San Martín, Buenos Aires. verogperiodista Verónica González Bonet. Photo via Twitter Verónica González Bonet é a única jornalista de televisão na Argentina e na América Latina cuja deficiência visual não tem sido um empecilho para seu desenvolvimento profissional. No final de setembro, a jornalista foi convidada pelas Nações Unidas (ONU) para o Fórum Social sobre Deficiência e Direitos Humanos realizado em Genebra, na Suíça. Neste evento, Bonet falou sobre sua experiência profissional como jornalista. "Meu discurso foi sobre a relação das pessoas com deficiência, com informação, seja como consumidoras, como parte das notícias ou, dado o meu trabalho, como produtoras", explicou González sobre o fórum, em conversa com o Centro Knight. Ela acrescentou que foi interessante contar o que acontece nos bastidores da mídia, os desafios de trabalhar na TV quando se tem uma deficiência e como abordar tópicos do ponto de vista jornalístico. González Bonet recebeu vários prêmios nacionais reconhecendo seu trabalho jornalístico. Em 2012, a jornalista ganhou o Prêmio Lola Mora por passar "uma imagem de uma mulher que desafia estereótipos de gênero" na coluna, ou segmento especial, que apresenta na principal estação de televisão estatal. Em 2013, González Bonet ganhou o prêmio Isalud na categoria Comunicação e Saúde Individual por suas reportagens sobre deficiência. Em 2015, recebeu também o Prêmio Mario Bonino da União de Trabalhadores da Imprensa de Buenos Aires (UTPBA na sigla em espanhol). "Bonino foi um jornalista que foi morto por suas investigações, por isso foi uma honra receber um prêmio que leva o seu nome, que também me foi dado por colegas jornalistas. Foi muito forte, e estava na companhia de colegas militantes dos direitos humanos, da minha família. Além do orgulho dos meus filhos", disse uma González emocionada. González trabalha desde 2009 como jornalista no Canal 7 da televisão pública argentina na capital, abordando gênero e deficiência. Até fevereiro deste ano, González apresentava um segmento especial ao vivo no programa Televisión Pública Noticias, no canal estadual. No entanto, com a nova administração do canal, suas reportagens são transmitidas com o resto do noticiário, sem qualquer horário especial. "Eu acho que isso é bom, porque eles tratam as minhas reportagens como qualquer outra notícia, mas ao não mostrá-las em um dia específico, em um hora específico, as pessoas com deficiência interessadas ??podem perdê-las", disse González. A jornalista graduou-se em Ciência da Computação pela Universidade Argentina de la Empresa (UADE). Eventualmente, estudou Jornalismo em seu país de origem e depois se especializou em questões de gênero no Instituto Internacional José Martí em Havana, Cuba. Atualmente, ela está cursando Criminologia na Universidade Siglo XXI em Córdoba, Argentina, por correspondência. Foi trabalhando na área de reclamações da empresa de telecomunicações Telefónica - na gestão de bases de dados e no desenvolvimento de quadros estatísticos para a gerência - que González descobriu sua vocação jornalística. Em 2005, após participar de um programa de treinamento para jovens líderes latino-americanos com deficiência, ela liderou um projeto financiado pela Fundação Telefónica, a pedido de seus empregadores. González fez uma série de mini programas de rádio, que ela também produziu, com o objetivo de aumentar a conscientização pública sobre a forma como a mídia mostra as pessoas com deficiência. "Descobri, quase sem saber, que o que eu gostava era de trabalhar na mídia e comecei a estudar o campo", admitiu González. Quando chegou a hora de buscar estágios em jornalismo, González enfrentou muitos preconceitos por causa de sua deficiência visual. "Eu tinha trabalhado em empresas de desenvolvimento de sistemas e não tinha encontrado tanta resistência quanto na mídia, que muitas vezes tem um discurso cheio de palavras como inclusão, direitos humanos, igualdade de oportunidades, etc.", disse. Nesse sentido, encontrar emprego como jornalista foi um desafio para González, que apesar de sua cegueira nunca frequentou escolas especiais. Por isso, ela destaca que as possibilidades que uma pessoa com deficiência tem para se desenvolver têm muito a ver com ambiente a seu redor, a família, a renda e o incentivo recebido, entre outras coisas. "No meu caso, acho que eu não seria como sou se não fosse pela minha família: tenho pais muito envolvidos na minha educação, uma mãe que é professora e duas irmãs e um irmão mais velhos que sempre me trataram como uma deles", disse González. Antes de trabalhar na televisão estatal, a jornalista passou por uma agência de notícias sobre a infância, onde ganhou muita experiência no campo. Isso a fez se sentir mais segura de suas habilidades profissionais. Para González, trabalhar na televisão significa "ser capaz de contrariar muitos preconceitos sobre pessoas com deficiência". Uma das principais ferramentas utilizadas por González em seu dia a dia é o leitor de tela JAWS. Ela também usa o software de leitura de tela do iPhone. Para editar os vídeos de suas reportagens, ela usa o programa VLC. A jornalista escreve em Braille com placa e caneta, e também trabalha em seu computador. A produtora do programa, Ambar Rusi, geralmente a ajuda e outros integrantes da equipe de pesquisa contribuem na localização de material visual. "Nós também temos trabalhado com questões de deficiência nas notícias por quase sete anos e isso significa que temos um banco de imagens variadas para as reportagens", disse ela. Bonet também gerencia o seu próprio blog, onde publica sobre questões sociais a partir de uma perspectiva mais pessoal. Além disso, González é membro ativo da Rede pelos Direitos das Pessoas com Deficiência (Redi), desde 2011. Ela também pertence à Rede de Jornalistas com Visão de Gênero da Argentina e recentemente se juntou ao Fórum Global sobre Mídia e Deficiência. A reconhecida jornalista argentina também dá palestras a colegas e ao público em geral sobre comunicação e deficiência, estereótipos de gênero, violência, inclusão social, busca de emprego, entre outros. No final de outubro, a jornalista deu uma palestra em seu escritório sobre como abordar questões de deficiência na mídia, de forma a padronizar critérios e tratar o tema corretamente e com respeito. Por exemplo, termos como "anão", "inválido", "aleijado" e "sofre de" não são apropriados para se referir a pessoas com deficiência, de acordo com as regras para jornalistas que González apresentou à Associação de Direitos Civis (ADC) e à Rede Regional para Educação Inclusiva (RREI). A deficiência é algo dinâmico, explicou González, porque é sempre baseado em um ambiente que coloca ou remove barreiras para as pessoas. Da mesma forma, a jornalista acrescentou que não é correto dizer que uma pessoa é deficiente, mas sim que ela têm uma deficiência como característica. Fonte: https://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/00-17728-conheca-jornalista-argentina-veronica-gonzalez-bonet-unica-ancora-de-tv-com-deficienci

sábado, 22 de outubro de 2016

#vídeo: MINISTÉRIO DO TURISMO LANÇA VÍDEO SOBRE TURISMO ACESSÍVEL

MINISTÉRIO DO TURISMO LANÇA VÍDEO SOBRE TURISMO ACESSÍVEL

João, Sabrina e Maristela nunca viajaram de avião. Além desse traço em comum, eles são pessoas com deficiência. João, 14 anos, perdeu os movimentos da perna em função de uma doença degenerativa; Sabrina, 17 anos, é deficiente auditiva, e Maristela, 49 anos, perdeu a visão há quatro anos. No dia 15 de setembro, eles embarcaram, a convite do Ministério do Turismo, para uma viagem registrada em um vídeo para a sensibilização da importância da acessibilidade no turismo. O filme foi apresentado nesta terça-feira (27), na cerimônia comemorativa do Dia Mundial do Turismo. Ministério do Turismo lança vídeo sobre turismo acessível A ação do Ministério do Turismo está alinhada ao tema definido pela Organização Mundial do Turismo (OMT) para a data especial este ano: Turismo para todos – promover a acessibilidade universal. Cada personagem foi levado a um destino com atrativos acessíveis: Bonito (MS), Socorro (SP) e Porto de Galinhas (PE). A última etapa aconteceu no Rio de Janeiro, onde todos se encontraram para participar de eventos paralímpicos e passear pela cidade. "A acessibilidade tem sido uma preocupação constante do Ministério do Turismo. Acredito que estamos no caminho certo, e o nosso planejamento para os próximos anos terá a acessibilidade como premissa, mas precisamos trabalhar juntos com empresários, parceiros e trade para alcançar o objetivo final de garantir que o turismo esteja ao alcance de todos", afirmou o ministro interino do Turismo, Alberto Alves. O diretor executivo da OMT, Márcio Favilla, relembrou o sucesso da Paralimpíada no Brasil e disse: "somente quem encontra as barreiras físicas e do preconceito no dia a dia sabe o que é necessário para superar e vencer os obstáculos, mas posso afirmar que o nosso setor está contribuindo de maneira muito significativa para essa luta". Os viajantes Sabrina Marques, estudante do ensino médio, viveu a emoção de viajar pela primeira vez de avião até ser apresentada aos encantos de Bonito (MS), como flutuar no Rio Sucuri e conhecer a Gruta do Lago Azul. "Andar de avião foi uma sensação estranha, não sabia se era frio na barriga ou bolinhas tipo cócegas. Estava andando nas nuvens", relembra animada. Em Socorro (SP), os hotéis fazenda Campo do Sonhos e Parque dos Sonhos ofereceram a Maristela Batista atividades de pura adrenalina. Tirolesa, rafting, arvorismo e passeio a cavalo a iniciaram no turismo de aventura acessível. "Andar a cavalo me emocionou muito, senti uma sensação de liberdade que não sentia desde que perdi a visão", diz Maristela que viajou acompanhada do marido, Adalberto, também deficiente visual. Aos 14 anos, o caçula do projeto, João Paulo, cadeirante, pôde viajar de avião e ver o mar pela primeira vez. Em Porto de Galinhas, experimentou a sensação de entrar na água, amparado pelo pai, também marujo de primeira viagem, e pela estrutura do projeto Praia sem barreiras. O projeto é uma iniciativa do governo de Pernambuco, premiada como boa prática pelo Ministério do Turismo. "Foi melhor do que eu esperava, balança menos que o ônibus de Brazlândia", comentou João ao desembarcar em Recife, numa alusão ao transporte que utiliza regularmente em Brasília. O projeto prosseguiu no Rio de Janeiro, onde os convidados desembarcaram às vésperas do encerramento dos Jogos Paralímpicos. Na programação, banho de mar na Barra da Tijuca com o projeto Praias para Todos; passeio no bondinho do Pão de Açúcar; competição de atletismo no Engenhão e cerimônia de despedida dos jogos no Maracanã. Assista o vídeo sobre turismo acessível https://www.youtube.com/watch?v=Kn0LpgN92Xw Fonte: Blog da áudio descrição: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2016/10/turismo-acessivel.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Pelo Brasil: Memorial da Inclusão recebe mostra Impressões Táteis com esculturas em cerâmica

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém o artista Rogério Ratão sorrindo ao lado esquerdo, usando um avental, e ao lado um fundo branco, escrito ao meio Rogério Ratão. Fim da descrição. O Memorial da Inclusão recebe até o dia 29/10, de segunda a sexta, das 10h às 17h, a exposição Impressões Táteis, do escultor  Rogério Ratão. Trata-se de 12 obras de cerâmica que podem ser tateadas por pessoas com deficiência visual produzidas entre 1994 e 2015. As esculturas apresentam influências de artistas como Victor Brecheret, Lasar Segall, Constantin Brancusi e Amedeo Modigliani. O espaço fica na sede da secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, localizada na Barra Funda (SP). O processo criativo de Ratão, que tem deficiência visual, é pautado na busca por referenciais artísticos adquiridos especialmente em visitas a museus, exposições e no rigor do aprimoramento de sua técnica, por meio da intensa produção, pesquisa e em sua atuação como professor de escultura de cursos para diferentes públicos no Museu de Arte Moderna de São Paulo.  Além das exposições temporárias, o Memorial da Inclusão tem um acervo fixo que aborda cada uma das quatro deficiências - auditiva, visual, intelectual e física – e conta com atrações como a Sala Preparatória dos Sentidos: um local escuro com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e olfativos. Fonte: Revista Incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1819_memorial-da-inclusao-recebe-mostra-impressoes-tateis-com-esculturas-em-ceramica

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Pelo Brasil: Alemã cria 1ª escola do Ceará que capacita cegos para uma vida independente

Criada pela deficiente visual Anja Pfafenzeller, a ONG “Morcegos em Ação” ajuda crianças e adultos cegos Por Matheus Ribeiro Pelo menos 20 voluntários ajudam cegos a conquistarem independência (FOTO: Reprodução) Superar preconceitos e ultrapassar as barreiras diárias é um sacrifício que qualquer deficiente visual sofre cotidianamente. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o ano de 2010 o Ceará possuía cerca de 2,3 milhões de deficientes em todo o estado. Contudo, para ajudar uma pequena parcela dessas pessoas, uma Organização Não Governamental (ONG) em Ubajara, município a 340 quilômetros de Fortaleza, aberta por uma alemã, criou um projeto para dar independência a quem possui essa deficiência. Fundada pela deficiente visual Anja Pfafenzeller em 2013, a ONG “Bats in Action – Morcegos em Ação” busca ensinar crianças e adultos com deficiência visual a ter uma vida mais autônoma. “Nosso objetivo é fazer com que os deficientes criem independência. É fazer com que ela saia de casa sozinha, aprenda a fazer as coisas de casa sozinha, etc. Para isso, utilizamos métodos, estratégias e atitudes específicas para que essa pessoa tenha o sucesso nos estudos e nas interações sociais”, explica a fundadora. Quando perguntada o significado do nome da associação, Anja explicou que a simbologia dos deficientes com o animal. “O morcego é um símbolo que representa a cegueira. Muitas pessoas têm medo de morcegos, mas eles têm capacidades especiais. Durante as minhas viagens vi muitos morcegos dormindo de cabeça para baixo nos buracos escondidos. Eles estão em um lugar confortável só aguardando insetos ou outra comida gostosa aparecer. Esses morcegos nunca tiveram a possibilidade de aprender a voar, a procurar a própria comida e de orientar-se usando os outros sentidos. Então, como uma metáfora, os buracos dos morcegos também estão em outros lugares. Às vezes eles ficam no sofá assistindo televisão ou brincando com o computador”, explica Anja.  Apesar do objetivo claro de auxiliar os cegos no Ceará, Anja conta que a intenção da ONG vai além. “Queremos mudar as atitudes sobre a cegueira, para que seja percebida mais como um desafio positivo do que uma limitação. Preparar crianças cegas para se locomoverem com autonomia também em áreas de acesso difícil, incentivar a comunicação e pensamento crítico são alguns dos nossos desafios”, concluiu a alemã. Conforme o censo de 2010 do IBGE, o Ceará é o terceiro estado com maior número de pessoas com deficiência visual do Nordeste, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Anja criou o projeto em 2013 no município de Sobral (FOTO: Reprodução) Anja criou o projeto em 2013 no município de Sobral (FOTO: Reprodução) História Morando pela segunda vez no Brasil, Anja explica que a iniciativa de criar a ONG surgiu ainda na sua primeira passagem pelo país. “Em 2006 passei um ano trabalhando como professora de alemão na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, e fiz trabalho voluntário no Setor Braille na Biblioteca Pública. Não encaro a cegueira como uma deficiência e sim como uma oportunidade. Então juntei experiência pra poder mudar a vida de pessoas que não encaram a cegueira dessa forma”, explicou. Em fevereiro de 2013, Anja começou um trabalho itinerante nas casas e nas escolas de alunos cegos e com baixa visão, para identificar as suas necessidades e iniciar um processo de mobilização. Com o apoio da Secretaria de Educação do Estado, foi implantada a primeira sala Braille no município de Sobral, a 231 km de Fortaleza, para ensinar jovens cegos. Com o sucesso do projeto, Anja criou uma nova unidade em Ubajara. Atualmente, a sede da associação fica no Sítio Moitinga, onde está sendo construída a primeira Escola Preparatória para crianças e jovens com deficiência visual. SERVIÇO A Associação Morcegos em Ação Endereço em Ubajara: Associação Morcegos em Ação Santo Antônio da Moitinga – zona rural Ubajara, Ceará. Endereço em Sobral: Anexo da Escola José da Mata e Silva Av. John Sanford Junco Sobral – CE. Contato: Tim – 088 9.97942068 / Claro – 088 9.92675445 Fonte: Tribuna do Siará-Uol: http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/cotidiano-2/alema-cria-1a-escola-do-ceara-que-capacita-cegos-para-uma-vida-independente/amp/

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Alunos de Engenharia criam aparelho interativo para pessoas com deficiência

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém uma pessoa de costas conduzindo uma cadeira de rodas, subindo uma rampa. Fim da descrição. Foto: Shutterstock Atualizado em 17/10/2016 Alunos de Engenharia Eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia criaram um sistema interativo para pessoas com deficiência, locomoção limitada e dificuldade em se comunicar poderem ter autonomia para realizar tarefas simples do dia a dia, como acender e apagar luzes, chamar outra pessoa e expressar suas vontades e reações. Chamado de Eye Control, o produto é composto por uma câmera acoplada a um óculos que, pela leitura dos movimentos dos olhos, movimenta o cursor do software conectado possibilitando acionar os botões com as ações definidas. A idealização do Eye Control teve como objetivo principal melhorar a integração social das pessoas com deficiência com um custo acessível, de R$ 950, incluindo o óculos, software e auxílio de profissionais para adaptação. O projeto foi idealizado para Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos Ariadne Fernandes e Lucas Bordonal, e será apresentado na Eureka 2016, evento anual onde os alunos do último ano de todos os cursos da Mauá apresentam seus trabalhos. A Eureka será aberta ao público e será realizada entre os dias 27/10 e 29/10, das 14h às 20h, no campus de São Caetano do Sul do IMT. Fonte: Revista incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1811_alunos-de-engenharia-criam-aparelho-interativo-para-pessoas-com-deficiencia

Tecnologia: Empresa holandesa lança bengala para cego com sistema de navegação

Instrumento permite que usuário grave rota para repeti-la posteriormente. Um sistema tátil avisa sobre obstáculos e indica a direção correta. A empresa holandesa I-Cane lançou, nesta terça-feira (15), uma bengala para cegos com um sistema de navegação por GPS, segundo informações da "AFP". Com o instrumento, chamado "I-Cane Mobilo", o usuário pode registrar uma rota realizada para poder repeti-la outras vezes. Além disso, uma tecnologia de sensores avisa sobre obstruções no caminho ou mudanças no declive do solo. O usuário é informado sobre esses dados por meio de uma "seta tátil". Durante o percurso, o usuário mantém o dedo polegar sobre uma superfície onde uma seta, que pode ser sentida com a ponta do dedo, movimenta-se para indicar a direção correta a seguir ou a necessidade de desviar de algum obstáculo. O CEO da empresa, Martijn van Gurp, destaca que, dessa forma, o sentido da audição permanece livre, "já que os sons desempenham um papel importante na orientação no trânsito". É possível ainda conectar o equipamento a um smartphone para ajudar o usuário a traçar rotas e armazená-las. Segundo a empresa, pessoas cegas ou com a visão debilitada, além de organizações envolvidas na reabilitação desses grupos, estiveram involvidos no processo de criação do produto. Equipamento 'I-Cane Mobilo' tem 'seta tátil' que avisa usuário sobre direção certa e obstáculos no caminho. (Foto: AFP Photo / ANP / Ferdy Damnan) Equipamento 'I-Cane Mobilo' tem 'seta tátil' que avisa usuário sobre direção certa e obstáculos no caminho. (Foto: AFP Photo / ANP / Ferdy Damnan) Fonte: G1 Bem Estar: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/10/empresa-holandesa-lanca-bengala-para-cego-com-sistema-de-navegacao.html

domingo, 16 de outubro de 2016

TRATADO DE MARRAKECH: CONQUISTAS E DESAFIOS

A Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) é uma entidade de defesa de direitos das pessoas com deficiência visual que nasceu a partir da decisão coletiva de pessoas cegas e entidades juridicamente constituídas de todo o país, de modo a consolidar uma representação democrática e uníssona em âmbito nacional. Essa decisão colocou o movimento de cegos do Brasil em linha com todo o modelo organizativo de luta pela garantia de direitos em âmbito internacional, de modo a posicionar nosso país como um dos principais protagonistas na formulação e monitoramento de políticas e tratados pactuados em âmbito regional e global. Neste sentido, a ONCB vem se posicionar a respeito de nosso apoio ao Tratado de Marrakech. Tratado de Marrakech: pessoas lendo documentos em Braille Tratado de Marrakech: arcabouço jurídico Ao longo da história, sobretudo nas últimas décadas, inúmeras ações e instrumentos que compõem o arcabouço jurídico nacional e internacional, tem tratado o acesso à informação e a leitura como direitos de primeira prole. Considerando que tanto o contexto social, as tecnologias, bem como as necessidades humanas não são processos estanques, a todo instante, somos provocados a monitorar, a avaliar e a promover um diálogo qualificado e permanente, com vistas à atualização e a efetivação dos instrumentos constantes no bojo do direito amplo e irrestrito. Exemplo disso, é o Tratado de Marrakech, assinado em 27 de junho de 2013 pela Conferência Diplomática que tinha por finalidade a efetivação de um tratado que possibilitasse às pessoas com deficiência visual e incapacidade de percepção ou de leitura, o acesso irrestrito a todo texto impresso e a toda obra publicada. Tratado de Marrakech: participação das pessoas com deficiência Nessa linha, é mister a afirmação que historicamente toda conquista relacionada à inclusão e à acessibilidade, emana da própria participação da pessoa com deficiência visual, da sua família, das organizações e dos movimentos sociais legitimamente constituídos e atuantes, bem como da sociedade como um todo. Nesse prisma, o Tratado de Marrakech, ratificado pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo nº261, de 25 de novembro de 2015, se configura como um dos principais resultados desta atuação metodológica em rede, de uma histórica e intensa jornada de debates e de construções, objetivando a consolidação de um novo paradigma global, alicerçado pela compreensão da diversidade social, das tecnologias e sobretudo, da importância do acesso irrestrito e democrático a leitura e a informação como um direito humano alienável. Portanto, esse direito deve ser irrestritamente assegurado às pessoas com deficiência visual, independentemente de onde ela esteja, assim como, da sua condição econômica e/ou da sua condição social. Tratado de Marrakech: ratificação A assinatura e ratificação pelo Brasil do Tratado de Marrakech reforça as conquistas de direitos previstos na legislação nacional, como os direitos que são assegurados pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI), e possibilita ao Brasil a oportunidade de promover junto aos outros países que também ratificaram o Tratado de Marrakech a realização de um intercâmbio de produções dentro de uma perspectiva ampla, democrática, solidária e colaborativa. Tratado de Marrakech: evento A união Latino-americana de Cegos (ULAC), em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), União Mundial de Cegos (UMC), e Open Society Foundation (OSF), realizam de 18 a 21 de outubro de 2016, na cidade de Buenos Aires – Argentina, uma oficina sub-regional, com uma série de atividades e debates concretos para qualificar ainda mais esse processo de implementação do Tratado de Marrakech. Na oportunidade, além do Brasil, também participam os representantes de instituições e de governos dos outros seis países sul-americanos que já ratificaram o tratado. Tratado de Marrakech: defesa A Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) continuará empenhando todos os esforços na defesa da manutenção e ampliação de mais essa importante conquista que o Tratado de Marrakech representa, com atuação cada vez mais forte e convicta dos avanços alcançados, participa e participará de debates dentro e fora do Brasil, juntamente com representações de instituições, editores, autores, e governos, com vistas a aprimorar mecanismos que garantam o acesso à informação, o fluxo das obras, a utilização e estabelecimento de padrões internacionais de produção em formatos acessíveis e a sustentabilidade destas iniciativas, sempre resguardando as múltiplas possibilidades tecnológicas, sobretudo, o livre direito de escolha da pessoa com deficiência, preceito do qual não se abdica a defesa, sob nenhuma hipótese. Tratado de Marrakech: consolidação A Organização Nacional de Cegos do Brasil, pautada na implementação do Tratado de Marrakech, trabalha continuamente na pavimentação de um caminho que consolide uma comunidade global focada na garantia, na promoção, na difusão e no acesso ao direito justo e irrestrito à leitura. Brasília, Distrito Federal, em 14 de outubro de 2016. Antônio Muniz Presidente da ONCB Fonte: Blog da áudio descrição: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2016/10/tratado-de-marrakech.html

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Moda: MIS apresenta exposição voltada para pessoas cegas

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém uma Mulher tocando com as mãos uma foto em impressão 3D Tactography, com imagem de Andrea Bocelli ao microfone. Fim da descrição. Atualizado em 13/10/2016 Até o dia 22/10 o Museu da Imagem e Som (MIS) recebe a exposição De Fotografia à Tactography™, que une a fotografia com a tecnologia de Tactography, um espécie de impressão em alto relevo. Gabriel Bonfim é artista brasileiro, assina a exposição com uma montagem criada para pessoas com deficiência visual.  “Os visitantes vão se deparar com um movimento diferente de uma exposição tradicional de fotografias. Desta vez, os portadores de deficiência visual serão conduzidos por guias no chão para tocar as obras em Tactography™, enquanto isso, os que têm visão apreciam as obras um pouco mais de longe, como peças brancas em relevo”, comenta Gabriel. A Tactography™ escaneia o objeto fotografado e mapeia as proporções e profundidade para criação de peças em 3D. O curador da exposição, o suíço Thomas Kurer dividiu em três séries. Duas delas destacam Andrea Bocelli, famoso tenor italiano  e o jovem bailarino catarinense Denis Vieira, integrante do Ballet da Ópera de Zurique. Cada série é composta por 12 imagens tridimensionais. A terceira parte é um pequeno recorte com cinco obras do trabalho autoral de Bonfim em fotografias tradicionais, propondo um olhar especial sobre pessoas em seus arredores, como séries sobre o grupo de fitness de rua Bar-Barians e dançarinos em Nova York e no Rio de Janeiro.  Durante o período da exposição, haverá apresentações de piano com repertório de música clássica, incluindo canções de Andrea Bocelli. Fonte: Revista Incluir http://revistaincluir.com.br/noticia-1804_mis-apresenta-exposicao-voltada-para-pessoas-cegas

CÂMARA TÉCNICA INICIA DISCUSSÕES SOBRE ACESSIBILIDADE NOS CINEMAS

Com o objetivo de acompanhar a implementação e validar as tecnologias de provimento dos recursos de acessibilidade visual e auditiva nas salas de cinema brasileiras, a ANCINE instalou uma Câmara Técnica formada por representantes dos segmentos de distribuição e exibição, além de servidores da Agência. Os nomes dos integrantes foram divulgados em Portaria publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 7 de outubro. Câmara Técnica sobre acessibilidade nos cinemas A Câmara Técnica instalada pela ANCINE tem o objetivo de propor soluções que facilitem a compatibilidade entre os arquivos utilizados pelas diversas tecnologias assistivas disponíveis no mercado, de propor métodos para a validação das soluções tecnológicas a serem utilizadas pelos distribuidores e exibidores, e de acompanhar a adaptação e a efetiva implementação dos recursos de acessibilidade nas salas de cinema do País. Para tanto, estão previstas reuniões mensais, sendo que a primeira deve acontecer ainda no mês de outubro. A Câmara Técnica tem um prazo máximo de seis meses para concluir seus trabalhos. A Câmara Técnica será formada por Cesar Pereira da Silva, Rodrigo Saturnino Braga, e Jorge Antônio Assunção Martins, como representantes do setor de distribuição; e Paulo Cesar Lui, Luiz Severiano Ribeiro, Marcelo Bertini, e Luiz Gonzaga Assis de Luca, como representantes do setor de exibição. Participam ainda, representando a ANCINE, o Secretário Executivo, Maurício Hirata, e o Coordenador de Análise Técnica de Regulação, Akio Nakamura. Em setembro, a ANCINE editou a Instrução Normativa nº 128/2016, que regulamenta o provimento de recursos de acessibilidade visual e auditiva nos segmentos de distribuição e exibição cinematográfica e prevê a criação da Câmara Técnica ora instalada. Para a formulação da IN foram realizadas uma Análise de Impacto Regulatório, publicada em fevereiro 2015 – com amplo levantamento sobre a experiência internacional na implantação desses recursos e pesquisa sobre as tecnologias disponíveis no mercado -, e uma Consulta Pública em julho de 2016. Saiba mais sobre a Câmara Técnica que discutirá implantação de tecnologia assistiva nas salas de cinema A entrada em vigor da Lei 13.146/2015, que instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência, fixou um prazo máximo de quatro anos, a partir do dia 1º de janeiro de 2016, para que as salas de cinema brasileiras ofereçam, em todas as sessões, recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência. A partir do comando legal, a ANCINE editou, após um período de consulta pública, a Instrução Normativa 116/2014 que dispõe sobre as normas gerais e critérios básicos de acessibilidade visual e auditiva a serem observados nos segmentos de distribuição e exibição cinematográfica. De acordo com a Instrução Normativa nº 128, as salas de exibição comercial deverão dispor de tecnologia assistiva voltada à fruição dos recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Os recursos serão providos na modalidade que permita o acesso individual ao conteúdo especial, sem interferir na fruição dos demais espectadores. Cabe ao exibidor dispor de tecnologia assistiva em todas as sessões comerciais, sempre que solicitado pelo espectador. O quantitativo mínimo de equipamentos e suportes individuais voltados à promoção da acessibilidade visual e auditiva varia em função do tamanho do complexo exibidor. Os prazos para adequação à nova regra são gradativos e variam de acordo com o número de salas de cinema de cada grupo exibidor. Em 14 meses, cerca de 50% do parque exibidor terá que contar com os recursos implantados de legendagem descritiva, audiodescrição e libras. Em 2 anos todo o parque exibidor deverá contar com os recursos de legendagem descritiva, audiodescrição e libras. Ao distribuidor cabe disponibilizar cópia com os recursos de acessibilidade em todas as obras audiovisuais por ele distribuídas. Os prazos para a adaptação dos distribuidores são de até 6 meses para legendagem descritiva e até 12 meses para libras. Fonte: ANCINE Fonte secundária: Blog da áudio descrição: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2016/10/camara-tecnica-acessibilidade-nos-cinemas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaAudiodescricao+%28Blog+da+Audiodescri%C3%A7%C3%A3o%29

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Pelo Brasil: Provadores de lojas deverão ser adaptados para pessoas com deficiência

Rio De Janeiro- Nesta segunda-feira a Lei 7.443/16 foi sancionada no Rio de Janeiro e determina que lojas de vestuário, calçados e similares serão obrigadas a instalar ou adaptar seus provadores para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.  Os estabelecimentos terão um prazo de 120 dias para se adequar, a partir da entrada em vigor da norma. As novas lojas já devem respeitar a Lei. Lojas de vestuário, calçados e similares serão obrigadas a instalar ou adaptar seus provadores para torná-los mais acessíveis às pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida. É o que determina a Lei 7.443/16 sancionada pelo governador em exercício, Francisco Dornelles, e publicada no Diário Oficial do Executivo nesta segunda-feira. O plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou o texto o na última quarta-feira, e deverá ser regulamentado através de decreto pelo Governo.  Hipermercados, supermercados, atacadistas, shoppings e galerias entre outros também deverão se adequar para atender o público com deficiência. O texto prevê, que ao menos um dos provadores deverá ser adaptado. Em caso de descumprimento, os estabelecimentos estão sujeitos a punições previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), que vai de multa até a interdição da loja.  Fonte: Revista incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1802_provadores-de-lojas-deverao-ser-adaptados-para-pessoas-com-deficiencia

#notícia: ONCB atua em defesa do passe livre interestadual

ONCB atua em defesa do passe livre interestadual A ONCB vem atuando para a garantia dos direitos das pessoas com deficiência de usar o passe livre sem os limites impostos pelas empresas. Nesse sentido, a organização, por meio da Secretaria Jurídica, fez um parecer e protocolou no Conade (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência). Recentemente as empresas de transportes terrestres passaram a recusar a gratuidade de passagens para pessoas com deficiência. Isso deve-se ao fato das linhas de ônibus convencionais, que são aquelas cujo direito de gratuidade é garantido, serem drasticamente diminuídas. Elas são substituídas pelas categorias executivo, leito e semi-leito, o que confere uma grave lesão aos direitos das pessoas com deficiência. Segundo o site do Ministério dos Transportes, o passe livre é um programa do governo federal que proporciona a pessoas com deficiência e carentes, passagens gratuitas para viajar entre os estados brasileiros. “Vale destacar que esse é um direito que todos podem e devem defender ainda que não fosse regulamentado por lei”. Contudo, é importante destacar que diversos dispositivos legais garantem esse direito, como a LEI Nº 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994 e o DECRETO Nº 3.691, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. Fonte: ONCB: http://www.oncb.org.br/noticias/oncb-atua-em-defesa-do-passe-livre-interestadual

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pelo Brasil: Poupatempo usa a tecnologia para atender surdos

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém o logotipo do poupatempo, com o fundo branco e ao meio escrito poupatempo na cor preta e um risco na cor vermelha em cima e embaixo da palavra. Fim da descrição. Foto: Divulgação Legenda: App do poupatempo que traduz textos para Libras Atualizado em 05/09/2016 Os postos do Poupatempo Sé, Santo Amaro e São José dos Campos estão testando um aplicativo que traduz de português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) as informações sobre serviços prestados no Poupatempo. Desenvolvido pela startup Hand Talk, o app permite que a pessoa com deficiência auditiva tenha acesso a um vídeo em Libras, a partir de um código de resposta rápida (QR Code). Ao acessar o vídeo, ele fica sabendo, na Língua de Sinais, o que precisa para obter seu documento. Os testes começaram no ínicio deste mês e vão até o final do ano. No período de avaliação, o QR Code foi inserido no material informativo sobre o RG e a Carteira de Trabalho, que estão entre os serviços mais procurados no Poupatempo. A emissão de RG, por exemplo, totalizou 2,7 milhões – de um total de 28,7 milhões de atendimentos no período de janeiro a julho deste ano. O Estado de São Paulo tem 1,9 milhão de pessoas com deficiência auditiva, de acordo com o último Censo do IBGE (2010), e a expectativa do Governo é que a comunidade surda teste o serviço e dê sua opinião sobre a sua efetividade. Os postos Poupatempo disponibilizam tablets, com aplicativo para ler o código, para aqueles que não têm um smartphone. Este dispositivo é necessário para ler o QR Code e “conectar” o cidadão com o Hugo (avatar criado pela Hand Talk para a comunicação via sinais). A escolha do aplicativo da Hand Talk para os testes é resultado da iniciativa do programa Pitch Gov SP, criada pelo Governo do Estado de São Paulo para inovar na prestação e melhoria de serviços públicos e, ao mesmo tempo, estimular novos empreendedores, fortalecendo as startups dedicadas ao cidadão. A Hand Talk foi uma das 11 empresas selecionadas para testar sua solução em uma área do governo paulista. Em sua primeira edição, o Pitch Gov teve 304 inscrições de soluções sugeridas por startups para atender aos desafios propostos pelo governo nas áreas de Educação, Saúde e Facilidades ao Cidadão. O Pitch Gov é coordenado pela Subsecretaria de Parcerias e Inovação, vinculada à Secretaria de Governo.  Fonte: Revista incluir http://www.revistaincluir.com.br/noticia-1710_poupatempo-usa-a-tecnologia-para-atender-surdos

domingo, 4 de setembro de 2016

Instituto São Rafael chega aos 90 anos renovado com políticas pedagógicas inclusivas destinadas a deficientes visuais

Comemoração nesta sexta (02/09) contou com a presença da secretária Macaé Evaristo 02 de Setembro de 2016 , 16:07 Atualizado em 02 de Setembro de 2016 , 16:25 Com muita festa, com direito a bolo, apresentações musicais de orquestra de violões, corais e teatro, o Instituto São Rafael, no Barro Preto, em Belo Horizonte, comemorou nesta sexta-feira (02/09), 90 anos de dedicação aos deficientes visuais.  As comemorações, que lotaram o auditório Professor Célio Martins de Andrade, do Instituto, reuniram alunos e ex-alunos, ex-funcionários e servidores, professores, familiares, colaboradores e apoiadores da instituição. Entre os presentes, a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo; a diretora da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana , Idalina Franco de Oliveira; a diretora de Educação Especial da SEE, Ana Regina de Carvalho e a diretora do Instituto, Juliany Sena. O auditório ficou lotado nas comemorações dos 90 anos do Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE O auditório ficou lotado nas comemorações dos 90 anos do Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Em sua fala, a secretária Macaé Evaristo ressaltou a importância da instituição. “90 anos para uma instituição como o São Rafael é ser ainda muito jovem, quando nos referimos ao direito universal à educação, algo recente em nosso país. Acreditamos num futuro no qual essa instituição tenha contribuído com toda a sua trajetória para construção e ampliação a esse direito. A vida pede coragem e a Secretaria de Educação se orgulha do Instituto São Rafael”. Secretária Macaé falou do orgulho da SEE pelo Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Secretária Macaé falou do orgulho da SEE pelo Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Emocionada por receber homenagem da escola, a massoterapeuta Marilane Alves Silva teve todo seu histórico escolar traçado no Instituto São Rafael. Formada em Magistério pelo Instituto, ainda hoje mantém vínculo com a instituição, onde estuda música, e atua no grupo “Forró no Escuro”, formado por ex-alunos da instituição. “Estou muito emocionada, cheguei aqui, vinda de Nova Lima, aos 10 anos, ainda no internato. Fui muito bem recebida e acolhida e atribuo toda a minha formação profissional e de caráter aos servidores e professores desta escola”. Ela também trabalha com massoterapia há oito anos. As apresentações artísticas emocionaram o público. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE As apresentações artísticas emocionaram o público. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Presidindo a Associação de Amigos do Instituto São Rafael, entidade criada em 1972, e que apoia projetos fora da abrangência do Estado, o ex-aluno Juarez Gomes Martins formou-se em Magistério e Relações Públicas. Pós-graduado em Educação Especial e Licenciatura, atribui toda sua formação aos estudos iniciais no Instituto. “Entrei menino e contabilizo 50 anos de convivência com a instituição que me proporcionou formação moral e profissional”. Primeira escola exclusiva para cegos em Minas Gerais, criada em 2 de setembro de 1926, o Instituto São Rafael é referência no estado “pela sua capacidade de estar sempre se readequando no atendimento às evoluções promovidas na área da Educação Especial”, segundo a diretora Juliany Sena, que trabalha na instituição há 15 anos. “Nunca perdemos a forma carinhosa de receber nossos alunos e os estimulamos a seguir os estudos em escolas inclusivas, com acompanhamento por profissionais da Escola”. A escola antede a 63 alunos com deficiência visual. Elian Oliveira/ACS-SEE A escola antede a 63 alunos com deficiência visual. Elian Oliveira/ACS-SEE O Instituto atende a 63 alunos com deficiência visual fundamental, além de dispor de sala de recurso para atendimento a seus alunos e que serve como suporte pedagógico a estudante de outras instituições, públicas ou privadas. Além de escolarização, oferece habilitação e reabilitação terapêutica e social, na preparação para o trabalho e no encaminhamento e acompanhamento educacional. Ao todo, são 251 alunos assistidos por projetos de convivência e reabilitação, com trabalhos nas áreas da música, tapeçaria, teatro e atividades na sala de recursos. A instituição promove também palestras e orientações nas áreas de prevenção às causas da cegueira e tratamento de doenças a ela inerentes, produzindo e divulgando informações e material especializado para ações acadêmicas e para atividades da vida diária. Profissionalização Em 2016, a unidade começou a oferecer o primeiro curso técnico profissionalizante em Massoterapia. A duração é de dois anos e os alunos receberão e certificação, o que permite atuar profissionalmente no mercado de trabalho. Inicialmente foram recebidas 90 inscrições para técnico em Massoterapia e os processos de formação das turmas e de contratação dos profissionais já se encontram em andamento. O curso é aberto a todas as pessoas, com deficiência ou não. Giane Rose Coelho se matriculou no Instituto em 1983 e agora retornou ao se inscrever no curso de Massoterapia. “Estou adorando, não conhecia massagem, nem para recebê-la, e agora estou me profissionalizando. Estou indo muito bem. O hábito de usar o tato nos ajuda a perceber melhor o cliente”. Márcia de Carvalho, terapeuta educacional e analista da educação básica, chegou à escola em 1984. “Era ainda uma escola segregadora, com um serviço mais voltado para a reabilitação. Com o tempo passou a ter um olhar mais pedagógico. Diante das necessidades educacionais do aluno, capacitamos professores para atender alunos com deficiência visual e baixa visão, em todo o estado”. Apoio Abrigado pelo Instituto, o Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) tem como finalidade capacitar professores, orientar escolas, estudantes e familiares, garantindo às pessoas cegas, surdo-cegas e com baixa visão o acesso ao conteúdo programático desenvolvido nas escolas, assim como acesso à literatura, pesquisa e cultura por meio da utilização de equipamentos da moderna tecnologia, da impressão do livro em Braille, formato Mecdaisy, áudio, ampliado áudio, e outros. Atualmente atende a 17 Superintendências Regionais de Ensino (SRE) na área de capacitação e 11 na produção de material. Fonte: Secretaria estadual de educação de MG: https://www.educacao.mg.gov.br/component/gmg/story/8255-instituto-sao-rafael-chega-aos-90-anos-renovado-com-politicas-pedagogicas-inclusivas-destinadas-a-deficientes-visuais

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Curso aborda uso de tecnologia móvel na educação inclusiva e na reabilitação infantil

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém uma menina de costas sentada mexendo em um notebook, ao lado direito um banner na cor branca, com um desenho de um pássaro na cor azul ao lado, escrito Inclusão eficiente. Ao meio, os dizeres: Uso da tecnologia móvel na educação inclusiva e reabilitação, e data e o local do evento. Abaixo a foto de Regis Neopomuneceno. Fim da descrição. Foto: Divulgação Atualizado em 02/09/2016 Recursos de áudio, ampliação de imagens com um toque, comandos de voz, programas que facilitam a vida de pessoas com deficiência e déficits em geral: se há alguns anos softwares específicos custavam alguns milhares de reais, com o avanço da tecnologia móvel e seus recursos nativos de acessibilidade, diversas famílias, terapeutas e escolas já possuem tecnologias que podem facilitar muito a vida de crianças e adolescentes com deficiências. Em 2016, O Brasil chegou a marca de 168 milhões de smartphones em uso, um crescimento de 9% em relação a 2015, quando a base instalada era de 152 milhões de celulares inteligentes. Os dados são da 27ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Apesar da popularização da tecnologia móvel, entretanto, nem sempre as escolas e profissionais de reabilitação têm usado os recursos disponíveis para auxiliar a aprendizagem e o desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiências e/ou déficits de aprendizagem. Por isso a Inclusão Eficiente – consultoria especializada em inclusão escolar e reabilitação infantil com sede em Chapecó – SC e filiais em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco – realiza nos dias 10/09 e 11/09 o curso: o uso da tecnologia móvel na educação inclusiva e na reabilitação infantil. O curso será na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), e os organizadores pedem que os participantes levem celulares, tablets e fones de ouvido para o curso. “A ideia é mostrar como recursos simples e nativos de acessibilidade são importantes no processo de aprendizagem e como usar esses recursos no dia a dia para favorecer o desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiências ou déficits diversos”, explica o terapeuta ocupacional Régis Nepomuceno, criador do aplicativo Minha Rotina Especial e ministrante do curso. A proposta do curso é trabalhar com planos de aula, planejamento de atividades diárias, propostas de intervenção para terapeutas, cuidadores e professores, com a utilização de áudios, fotos e textos, reforçando  a importância de diversos canais e formatos na fixação da aprendizagem, até mesmo a aprendizagem motora. Para o terapeuta, a tecnologia não pode substituir a experiência e é preciso equilíbrio. “Se até exercício físico em excesso faz mal, com a tecnologia não é diferente. Para tudo é preciso dosar, somar experiências e práticas, mas não dá para permitir que um aluno que não copie não tenha acesso ao conteúdo em formatos simples como a foto da lousa, o áudio da aula, o audiolivro ou a apostila em e-Book”, reforça. O acesso à tecnologia móvel – ainda polêmica no Estado de São Paulo, onde celulares são proibidos em sala de aula – foi reconhecido como direito na Lei Brasileira de Inclusão. “As famílias têm e as crianças já usam aparelhos repletos de recursos, nós vamos ignorar essa realidade ou torná-la nossa aliada?”, questiona. Para inscrições acesse o site: www.inclusaoeficiente.com.br/cursos ou e-mail saopaulo@inclusaoeficiente.com.br Fonte: Revista Incluir. http://www.revistaincluir.com.br/noticia-1708_curso-aborda-uso-de-tecnologia-movel-na-educacao-inclusiva-e-na-reabilitacao-infantil

domingo, 28 de agosto de 2016

Game: ALTER: GAME FAZ VOCÊ VIVENCIAR AS EXPERIÊNCIAS DE QUEM TEM DEFICIÊNCIA

Se um game nos faz vivenciar experiências de personagens, muitas vezes surreais, como seria sentir na pele o que pessoas com deficiência sentem? Essa é a proposta de "Alter", um game produzido por meio de uma parceria firmada entre a Racional Games, a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência da cidade de Curitiba. Propósito À primeira vista, você acha que "Alter" é somente o título de um game de aventura, mas ele traz significados bem mais profundos. Ele é um "advergame", ou seja, um projeto que alia um jogo a uma campanha. Nessa campanha de conscientização, o game online propõe que você se coloque no lugar de uma pessoa com deficiência para assim entender certos mitos a respeito de limitações e potencialidades de quem tem algum tipo de deficiência. A conclusão de cada nível mostra ao jogador que é possível ultrapassar barreiras quando o ambiente se torna acessível — ou seja, que igualdade de oportunidades e direitos é algo necessário para se entender o conceito que as principais barreiras enfrentadas por uma pessoa com deficiência estão no meio em que ela vive, onde quase sempre faltam adaptações, não exatamente nas limitações inerentes a própria deficiência. O jogo se passa em meio à uma floresta, e o seu único objetivo é percorrer o mapa até o final de cada nível. No entanto, não é tão fácil quanto parece: no caminho, há obstáculos dos mais diversos níveis de dificuldade. Isso porque, a cada fase, o personagem tem uma deficiência diferente: intelectual, física, auditiva, visual e o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Em cada etapa do game, é proposta uma experiência sensorial diferente, colocada na prática por meio de sons, gráficos e jogabilidade. Por mais que o cenário se repita nas caminhadas, as situações mudam completamente, desde os comandos dos movimentos do personagem até as soluções para cada obstáculo. Experiência sensorial As características físicas e sensoriais de cada personagem influenciam na jogabilidade e na percepção do mundo do game. O personagem que utiliza cadeira de rodas, por exemplo, necessita de rampas para acessar determinados lugares. Já o que tem deficiência visual precisa se guiar fazendo reconhecimento tátil dos obstáculos, uma vez que o cenário desaparece completamente. Daí o nome atribuído ao game: alter é a palavra em latim para outro. Sugerindo que o jogador incorpore as características do personagem, espera-se que o ganer entenda de que forma a remoção de algumas barreiras no ambiente podem fazer com que algumas "pretensas limitações" simplesmente desapareçam. Consultoria para o desenvolvimento O game contou com consultoria de pessoas com deficiência para a criação de mecânicas. "Isso foi importante para compreendermos esse universo que até então era desconhecido por nós e fez com que o projeto pudesse incorporar de maneira lúdica situações de fato vividas por essas pessoas", cita Olympio. Entre os principais desafios encontrados pela equipe de produção, estiveram a direção de arte, que utiliza pinturas manuais feitas a óleo, e a adaptação do game ao modo de acessibilidade. Game tem acessibilidade garantida Como não poderia deixar de ser, o game também conta com recursos de acessibilidade, para que pessoas com diferentes tipos de deficiência aproveitem igualmente a experiência, assim, é possível ativar opções de reconhecimento de fala, audiodescrição e alto contraste, entre outros. "Alter foi criado desde o início para ter recursos de inclusão e interação. A principal característica do desenvolvimento do game é que ele foi criado desde o início para ser acessível, ou seja, ser acessível e inclusivo desde sempre, não só a partir do meio do projeto", diz o diretor técnico da Racional Games, Danilo Olympio. Investimento O investimento para o desenvolvimento do game foi de R$ 83 mil, proveniente de multas dadas por desrespeito ao uso de vagas de estacionamento destinadas a pessoas com deficiência. “Esses recursos são do Fundo de Apoio do Deficiente, que prevê que parte deles deve ser usada para campanhas educativas”, explica Natália Bonotto, Coordenadora de Projetos e Comunicação da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Ao todo, foram necessários 90 dias para a conclusão do game, que também envolveu outras empresas, como Niobium Studios, Dope Audio Design e Cadamuro Produções. O game está disponível para dispositivos Android. A versão para IOS está prometida para breve. Interessado em viver essa aventura? Para jogar, basta acessar esse link: http://goo.gl/YKblrh Fonte: Blog da Audiodescrição http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Workshop: “EMPREGO APOIADO: Metodologia, Resultados e Oportunidades para as Empresas

O Instituto de Tecnologia Social, a Prefeitura Municipal de São Paulo, o Sistema Único de Saúde e a Secretaria Municipal da Saúde convidam para o Workshop: “EMPREGO APOIADO: Metodologia, Resultados e Oportunidades para as Empresas”, CONVITE O Workshop tem como objetivo apresentar experiências de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal por meio da metodologia do Emprego Apoiado, e mostrar como as empresas podem se beneficiar dessa Tecnologia Social promovida pelo Projeto de Capacitação e Treinamento de Emprego Apoiado, no âmbito do Programa Nacional de Apoio a Atenção a Saúde da Pessoa com deficiência do Ministério da Saúde. Data: 16/09/2016 Horário: 08h30min às 13h00min Local: Auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, Rua Martins Fontes, 109 – 2° andar – Centro, São Paulo. (Próximo ao metrô Anhangabaú). Maiores informações: Tel.: (11) 3151-6499 ou 3151-6419 E-mails: its@itsbrasil.org.br; pamela@itsbrasil.org.br; cida@itsbrasil.org.br. Inscrições: https://goo.gl/forms/OSci7YKRGYI56KHl2 *Vagas limitadas Fonte: pronas pcd MINISTÉRIO DA SAÚDE Fonte da matéria: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/25/workshop-emprego-apoiado-metodologia-resultados-e-oportunidades-para-as-empresas/

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Taxis acessíveis com rampa proporcionam maior praticidade

A rampa instalada no veículo facilita o acesso, ao invés da demora de uma plataforma elétrica ou o incômodo de ser carregado Os veículos WAV (Wheelchair Accessible Vehicle) da Italmobility são projetados respeitando os requisitos internacionais de segurança utilizados no setor automotivo. As adaptações dos veículos são projetadas com rígidos critérios pelo nosso time de engenheiros, testadas através de severos controle e compartilhadas com as casas montadoras. Tudo isso para garantir a segurança e a qualidade dos veículos de serie. A SPIN WAV mantém as característica de um veículo comum e resguarda a privacidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Ideal para família ou para serviço de táxi acessível. Graças ao kit de rebaixamento do piso projetado e produzido pela Italmobility, a SPIN WAV garante um amplo e confortável espaço interno para o cadeirante e para os outros passageiros, assegurando uma viagem em um ambiente confortável e ergonômico. SEGURANÇA E CONFORTO As operações de ancoragem da cadeira de rodas e do cadeirante são rápidas e simples. São utilizados dois retratores elétricos anteriores com dispositivo de retenção que evita o retorno da cadeira no momento do embarque, dois retratores manuais posteriores e o cinto de segurança de três pontos. Os bancos rebatíveis são dobrados somente se houver um passageiro com cadeira de rodasCintos de segurança para a cadeira de rodas e o passageiroOs bancos rebatíveis são dobrados somente se houver um passageiro com cadeira de rodas. Cintos de segurança para a cadeira de rodas e o passageiro. VERSATILIDADE Os bancos reclináveis traseiros podem ser reposicionados com extrema facilidade no momento que não tem cadeirante a bordo do veiculo mantendo, dessa forma, a configuração original de fábrica para cinco ocupantes . ELEGÂNCIA E DESIGN Luzes de led, compartimentos extra para objetos, revestimentos em plástico ABS, enriquecem a transformação da Chevrolet SPIN com Piso Rebaixado, oferecendo um ambiente de viagem confortável e refinado. Italmobility realiza produtos e componentes de vanguarda para superar os limites dos automóveis, incorporando a cura do design e a tecnologia italiana com a paixão e a criatividade brasileira . Fonte: Italmobility Fonte secundária: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/22/taxis-acessiveis-com-rampa-proporcionam-maior-praticidade/

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Brasil: Sai aNorma Piso tátil

saiu a norma que regulamenta a instalação de piso tátil, a NBR 16537. Baixe aqui: https://t.co/cRzbf05qv2 Fonte: Portal IG

Pelo Brasil: Pessoas com deficiência auditivas são atendidas pelo correio

Surdos têm, agora, um novo canal de comunicação na Central de Atendimento dos Correios. A empresa disponibilizou um número telefônico exclusivo que vai atender chamadas feitas a partir de um Terminal Telefônico Para Surdos. Esse aparelho tem um teclado que permite à pessoa com deficiência auditiva ou da fala digitar uma mensagem de texto para o destinatário e, assim, se comunicar com outras pessoas. A intenção é permitir que surdos e mudos tenham acesso a informações sobre produtos e serviços e possam registrar manifestações. O novo canal funciona das 8 horas da manhã até às 8 da noite, de segunda a sexta-feira. E aos sábados, das 8 às 2 horas da tarde. Não há atendimento aos domingos e feriados. Quem quiser usar o serviço, pode ligar no número 0800 725 0898.De acordo com o último censo do IBGE, há cerca de 10 milhões de deficientes auditivos no Brasil. Fonte: Portal do Governo Fonte da matéria: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/12/pessoas-com-deficiencia-auditivas-sao-atendidas-pelo-correio/

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Turismo Rodoviário Sensorial: uma proposta de lazer acessível para pessoas cegas

Viagem piloto, com apoio da Fresp, levou pessoas com deficiência visual a cafezalViagem piloto, com apoio da Fresp, levou pessoas com deficiência visual a cafezal Inclusão. Esta é a palavra-chave num novo segmento de roteiros rodoviários que a Fresp (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo) incentiva. O piloto aconteceu no último dia 11/06, com uma viagem de ônibus baseada em Turismo rodoviário Sensorial – de São Paulo ao interior paulista, levando um grupo de cegos à roça. A experiência incluiu colher café e debulhar milho para moagem de fubá na fazenda sustentável Retiro Santo Antônio, em São Antônio do Jardim (distante cerca de 172 km da capital), e no conhecimento tátil de grãos, torra e degustação de cafés regionais na Cafeteria Loretto em Espírito Santo do Pinhal (a 7km da primeira parada). Os municípios, aos pés da serra da Mantiqueira, buscam otimizar roteiros de turismo rodoviário. A ideia surgiu a partir do trabalho de conclusão de curso Técnico em Guia de Turismo da aluna do SENAC Aclimação, Audmara Veronese, com o tema “Ampliando Horizontes”. Veterana no voluntariado a pessoas cegas, ela desenvolveu um passeio de vivência para um grupo de cegos e pessoas com baixa visão ligadas a ong’s e à Fundação Dorina Nowill. “O objetivo deste projeto é oferecer para as agências um serviço de guiamento baseado na audiodescrição em roteiros para turismo rodoviário sensorial, que irá proporcionar à pessoa com deficiência visual uma experiência singular – que vai além de acompanhar, orientar e transmitir informações. É um serviço inovador para agências de viagem, com a descrição detalhada do local que está sendo visitado”, explica a idealizadora. “A viagem inclusiva abre portas para novas iniciativas e atração de públicos especiais em roteiros já estabelecidos ou que estão se estabelecendo, oferecendo opções de qualidade a estes grupos, principalmente pela vivência”, defende a diretora executiva da Fresp, Regina Rocha, fazendo menção aos mais de seis milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no país (Censo, 2010). Pessoas com deficiência visual valorizam mais as informações através do tato e da audiçãoPessoas com deficiência visual valorizam mais as informações através do tato e da audição Turismo Rodoviário Sensorial: a experiência O grupo de 20 cegos, pessoas com baixa visão e seus acompanhantes não se intimidaram com o frio intenso da capital paulista e partiram para o interior cantando canções sertanejas para entrarem no clima. Como se trata de um público diferenciado e um projeto baseado na proposta do turismo rodoviário sensorial, até a descrição das condições e cores do céu tornaram a experiência única durante o trajeto de quase duas horas. Na chegada, boas-vindas com café e bolo de milho produzidos na fazenda, um imóvel de construções com pelo menos 65 anos. A experiência incluiu não só as visitas ao cafezal e moinho de pedra, mas também plantio de árvore pelos visitantes. Segunda parada, Espírito Santo do Pinhal – cidade com bom conjunto arquitetônico cafeeiro preservado – foi apresentada ao grupo pela Diretora de Turismo, Sandra Whitaker, que ressaltou a importância de tornar a história acessível a todos os públicos. Sobre a Fresp A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado (Fresp) é uma entidade sindical de grau superior, constituída com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento. Hoje a FRESP é composta por sete sindicatos: SETFRET, SINFRECAR, SINFREPASS, SINFRESAN, SINFRET, SINFREVALLE e TRANSFRETUR espalhados pelo Estado de São Paulo. Os sindicatos juntos congregam mais de 300 empresas de transporte profissional de pessoas por fretamento. Fonte: Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento Fonte Secundária: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/08/turismo-rodoviario-sensorial-uma-proposta-de-lazer-acessivel-para-pessoas-cegas/

Na Rússia, reabilitação com esqui ajuda pessoas com deficiência

Segundo dados do Serviço Federal de Estatísticas russo, em 2015 havia 12,4 milhões de pessoas com deficiência física na Federação Russa Os programas Ski Dreams (Sonhos de Esqui) integram a reabilitação de crianças e adultos com deficiência. Com auxílio de instrutores experientes, pessoas que antes sequer podiam andar, aprenderam a esquiar, na Rússia. A reabilitação e socialização de pessoas com deficiências é um problema agudo no país, o que torna o projeto é realmente singular. Quando sua filha Alice recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral infantil, Maria Tsvetkova passou a “literalmente viver em hospitais” de Moscou, além de frequentar cursos de reabilitação na República Tcheca e na Eslováquia. No ano passado a família optou por um novo tipo de reabilitação: o programa Ski Dreams. “Alice começou a andar. Seus calcanhares, seu andar e seus movimentos ganharam firmeza. Os cursos não são exaustivos –é um exercício agradável e interessante. Alice, que está com 6 anos, espera com impaciência enorme pelo próximo treino. Ela confia profundamente nos instrutores e presta atenção ao que eles dizem”, fala sua mãe. Segundo dados do Serviço Federal de Estatísticas russo, em 2015 havia 12,4 milhões de pessoas com deficiência física na Federação Russa, e o número de crianças com deficiências chegava a 604 mil. De acordo com várias estimativas, entre 4,2% e 4,7% das crianças russas nascem com paralisia cerebral e outras síndromes paralíticas. Desenvolvido por uma organização autônoma e não comercial, o programa Ski Dreams dá aulas de esqui a adultos e crianças com deficiências físicas e mentais. “Esquiar com a assistência de instrutores qualificados e com programas e equipamentos criados especialmente permite que o processo de tratamento, reabilitação e socialização seja acelerado significativamente para todas as categorias de pessoas com limitações de saúde congênitas e adquiridas no espectro neurológico, a começar dos 3 anos de idade”, diz a coordenadora do programa, Julia Gerasimova. Ekaterina Yudina é mãe de Leo Yudin, 13, de Izhevsk, que só começou a participar do programa em fevereiro deste ano. “Leo não vê ‘Ski Dreams’ como reabilitação”, ela disse. “Aqui a gente anda, brinca e se comunica. A reabilitação é imperceptível e indolor. Não é preciso convencê-lo a ir aos treinos. A cada vez percebemos que seus movimentos estão mais confiantes, suas costas estão mais retas e sua autoestima aumenta.” De acordo com depoimentos da organização Ski Dreams, o programa melhora a condição dos participantes. Depois de duas ou três semanas de treinos, as funções motoras dos pacientes com paralisia cerebral infantil melhoram e crianças com problemas do espectro de autismo começam a comunicar-se ativamente com outros. Houve até casos de crianças com transtornos do espectro do autismo que não falavam, mas desenvolveram a fala. O programa já recebeu o apoio do Centro Científico e Prático para a Reabilitação Médica e Social de Inválidos do Departamento de Proteção Social de Moscou, onde a avaliação científica do programa é feita sob a direção da médica Svetlana Olovets. Mas o projeto começou há apenas dois anos, em janeiro de 2014, quando o ator e apresentador de TV Sergey Belogolovtsev e sua mulher, a jornalista Natalya, criaram o Ski Dreams em Moscou. Seu filho Evgeniy tem paralisia cerebral infantil há 26 anos e passou seus seis primeiros anos de vida sem andar. A família tentou vários métodos de reabilitação, incluindo um programa de esqui nos EUA que, inesperadamente, foi o que funcionou melhor. Existem programas de reabilitação de deficientes através do esqui há mais de 30 anos nos EUA, Canadá e Austrália, de modo que Sergey e Natalya Belogolovtsevi decidiram criar o primeiro projeto semelhante na Rússia. “Nossa experiência mostra que os programas de reabilitação pela prática do esqui são especialmente eficazes com pessoas com deficiências do sistema musculoesquelético (paralisia cerebral infantil, consequências de traumas da espinha, lesões cerebrais), com autismo, síndrome de Down e também com deficiência visual ou auditiva parcial ou completa”, diz a organização. O programa funciona hoje em 16 regiões da Rússia, de Moscou à república da Udmúrtia e da região de Ryazan a Krasnoyarsk Krai. Mais de 3.000 pessoas ao todo, dos 3 aos 62 anos de idade, já passaram pela reabilitação. Além dos programas de reabilitação propriamente ditos, o Ski Dreams treina voluntários e instrutores certificados. O programa é operado como franquia social: organização pública, a Ski Dreams prepara instrutores através de seus programas, manufatura equipamentos sob seu controle e vende esses equipamentos a estações de esqui, fazendo o monitoramento qualitativo e quantitativo dos serviços prestados. Os pais pagam pelos programas pessoalmente, ou, em casos de falta de recursos, podem receber uma bolsa dos patrocinadores do programa, que são doadores privados e empresas comerciais. A companhia siberiana de energia à base de carvão, por exemplo, patrocinou a abertura de um centro especial de reabilitação na região de Kemerovo. Em muitas cidades os projetos são patrocinados por estações de esqui. Em Moscou, duas sessões semanais custam cerca de 3.000 rublos (US$50) com um instrutor ou 6.000 rublos com dois instrutores. Em outras cidades e regiões os preços são mais baixos. A título de comparação, segundo a organização, um dia de tratamento no centro ambulatorial do Ministério do Desenvolvimento Social, em Moscou, sai por 5.000 rublos (US$75). A coordenadora do programa, Julia Gerasimova, diz que o Ski Dreams está tentando obter verbas do governo. “Gostaríamos muito que o programa recebesse status médico, porque seu efeito é evidente e porque pode já ter sido prescrito em programas individuais de reabilitação”, diz Maria Tsvetkova, mãe de Alice, 6. A organização pretende aumentar o número de centros e criar um sistema de análises médicas para medir a eficácia do programa, e o Ski Dreams está procurando novos recursos e investidores para ampliar o programa, criar novos métodos de reabilitação e aprimorar os já existentes. “A ausência de verbas específicas para o desenvolvimento de programas é um dos problemas mais prementes”, diz Julia Gerasimova. “Esperamos atrair a atenção de potenciais ‘anjos’ empresariais que possam ajudar com isso.” Fonte: Vida Mais Livre Fonte secundária: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/08/na-russia-reabilitacao-com-esqui-ajuda-pessoas-com-deficiencia/

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Softer permite criar pranchas de comunicação

O AraBoard é um software desenvolvido para criação, edição e execução de pranchas de comunicação digitalmente, visando auxiliar pessoas com determinadas condições, como, por exemplo, a paralisia cerebral e o autismo, que costumam apresentar dificuldades na comunicação. Nesses casos, recursos de Tecnologia Assistiva, especificamente as pranchas de comunicação, permitem uma forma alternativa de comunicação, onde a pessoa não precisa necessariamente utilizar linguagem oral para se expressar. As pranchas podem ser confeccionadas de diversas maneiras, e geralmente apresentam elementos gráficos (símbolos, ilustrações, pictogramas, fotografias) associados a uma determinada palavra. No AraBoard, a prancha é composta por palavras associadas a elementos gráficos e sons. O software pode ser utilizado em computadores com sistema operacional Windows, e em tablets ou smartphones com sistema operacional Android. Fonte
Portal IG Fonte Secundária:
Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/07/28/softer-permite-criar-pranchas-de-comunicacao/