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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Tecnologia: Chip colocado no cérebro que “lê” e ativa neurônios poderá reverter cegueira e surdez

POR GUILHERME ATHAIDE Cientistas da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um microscópio minúsculo para ser implantado nocérebro. A ideia é que o instrumento leia sinais de alguns neurônios ligados à visão e audição e os transmita para frente, auxiliando na recuperação desse sentidos. O projeto é uma iniciativa do governo norte-americano em parceria com algumas universidades e tem o objetivo de fornecer um caminho alternativo para que imagens e sons cheguem direto ao cérebro. Para isso, o microscópio e seu software precisam decodificar e desencadear neurônios na camada mais externa do cérebro, o córtex. Batizado de FlatScope, o objeto plano mais lembra um chip, que é implantado entre o crânio e o córtex cerebral. Ele é como se fosse um "primo" da FlatCam, uma câmera muito pequena que não utiliza lentes desenvolvida por cientistas da mesma Universidade. A ideia é fazer com que uma proteína modifique neurônios e os faça ficarem luminosos quando ativados. A interface óptica do microscópio conseguiria identificá-los e estimulá-los. "Estamos adotando uma abordagem totalmente ótica em que o microscópio pode ser capaz de visualizar um milhão de neurônios". Isso foi o que Ames Robinson, que integra a equipe do Departamento de Engenharia Elétrica e de Informática responsável pelo projeto, declarou no comunicado da universidade à imprensa. A nova abordagem supera muito os limitados sistemas atuais que monitoram e fornecem informações aos neurônios. "Somos capazes de criar processadores extremamente densos com bilhões de elementos em um chip para o telefone em seu bolso. Então, por que não aplicar esses avanços às interfaces neurais?", questionou Robinson. Com um aporte financeiro de mais de US$ 65 milhões, ainda não há previsão de quando o dispositivo chegará ao público. fonte: Vix

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Tecnologia: SANSUNG CRIA O AUDIOGUIA ROCK EXHIBITION: APLICATIVO PARA AUDIODESCRIÇÃO

Descrição da imagem: Na foto está bruno máximo que está assentado em uma poltrona. Criado para proporcionar acessibilidade e levar cultura a um maior número de pessoas, o aplicativo
Audioguia Rock Exhibition é uma audiodescrição da exposição “Nirvana: Taking Punk to the Masses”, que utiliza técnica linguística especializada, traduzindo imagens em palavras e fazendo com que as pessoas cegas ou com alguma deficiência visual possam, por meio de uma narrativa objetiva, ampliar o entendimento sobre as obras culturais. A primeira parte do Audioguia Rock Exhibition traz instruções sobre o uso para um melhor aproveitamento por parte do usuário. Em seguida, os áudios são listados em sequência para que as pessoas possam percorrer toda a exposição, desde a entrada principal, até a saída do local, com explicação total das peças exibidas e o contexto em que elas se apresentam. A ferramenta contém, ainda, informações de como chegar e contato para caso de dúvidas. O aplicativo Audioguia Rock Exhibition pode ser baixado gratuitamente por meio do Google Play ou da App Store, para aparelhos Android e iOS. Audioguia Rock Exhibition: Detalhes da exposição A mostra está dividida em seis setores: 1 – Introdução Apresentação dos integrantes da banda: Kurt Cobain como cantor e guitarrista, Krist Novoselic como o baixista e o intenso baterista Dave Grohl. 2- Construindo a Infraestrutura: Dedicado a explicar as transformações musicais durante o final da década de 1970 e detalhar a nova cena underground. Como as bandas se formam e divulgaram suas músicas, mesmo não tendo recursos suficientes, e como a indústria se adapta à essa nova demanda. Neste setor encontram-se algumas peças interessantes, como um grande gráfico que explica este novo movimento musical e também uma parede de discos das bandas underground da época. O visitante é convidado a ouvir, conhecer ou relembrar algumas das músicas mais tocadas. 3 – O Noroeste Underground: Explica a origem do Nirvana, que tem sua primeira formação em 1986. O Noroeste Pacífico dos EUA, uma região interiorana, estava destinado a ser o núcleo da origem do movimento grunge e também o berço de uma das mais conhecidas bandas do mundo. Há ainda mais uma parede de discos nesta ala da exposição composta por uma playlist bem peculiar de bandas underground desconhecidas. 4 – Grande Vitrine e bandejas: A grande vitrine se encontra no centro da exposição, abrangendo todos os setores. Nela o visitante vai encontrar roupas, fotografias, objetos pessoais e documentos. 5 – Legado: Dedicado a explicar aos visitantes que mesmo após a morte do Kurt Cobain o Nirvana deixa um legado extenso, e que continua a ressoar dentro da cena musical contemporânea. Artefatos como uma fotografia de um garoto vestindo uma camiseta com a foto de Kurt Cobain em um grande festival de rock anos após sua morte é uma imagem que comprova esta realidade. 6 – Unplugged: Ao sair do setor Legado, o visitante encontra em uma sala onde um único grande televisor transmite pequenos documentários e entrevistas sobre toda esta explosão do Nirvana. Ao final, o show “Unplugged” passa para relembrarmos de uma época rica em musicalidade e rebeldia. Criada pela Dançar Marketing, com concepção de Pedro Bianco, a Samsung Rock Exhibition é uma plataforma completamente inédita no mercado do entretenimento e live marketing. Sendo a 1º série da América Latina, o projeto traz exposições exclusivas, nacionais e internacionais, que convidam o público a mergulhar no universo criativo da música, moda e de astros da cultura pop. Patrocinada pela Samsung, em parceria do Ministério da Cultura e com realização do Instituto Dançar, a Samsung Rock Exhibition compõe as atividades do calendário 2017 da plataforma Samsung Conecta, que tem por objetivo oferecer experiências únicas na música e no esporte para os consumidores brasileiros. Depois de uma bem sucedida temporada no Rio de Janeiro, a mostra fica em cartaz em São Paulo, no Lounge da Bienal (Parque Ibirapuera), até o dia 12 de dezembro. Organizada pelo Museu de Cultura Pop em Seattle (MoPOP), sob curadoria de Jacob McMurray, a exposição retrata parte da história da revolucionária banda, eternizada no Hall da Fama do Rock e também da cidade de Seattle, onde a banda ganhou o mundo e virou o epicentro cultural e musical da geração da década de 1990. A expectativa de público é alta, bem como a perspectiva dos fãs, que aguardam ansiosamente para regressar ao passado e entrar novamente na década das camisas xadrezes de flanela. São mais de 200 peças entre instrumentos icônicos, fotos, vídeos, depoimentos, álbuns, objetos pessoais e cartazes, desde a origem do grupo, em Aberdeen, às grandes turnês internacionais. Serviço SP – Lounge Bienal Pavilhão Ciccillo Matarazzo End.: Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 3 – Ibirapuera – zona Sul – São Paulo – SP. De 12 de setembro até 12 de dezembro Horários de funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 19h// sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h. Ingressos: R$25,00 de terça a quinta-feira R$35,00 de sexta a domingo Classificação: 16 anos Fonte:
Sansung NewsRoom

sábado, 16 de setembro de 2017

Periferia: panorama de acessibilidade na zona urbana de Três pontas(Ou a falta dela)

Texto em parceria com o portal Sintonize aqui.
Descrição das fotos: Nas fotos são mostradas as ruas com várias valas. Imagens: Bruno maximo. Hoje venho trazer pra vocês mais um pouco das coisas que precisamos mudar no nosso município, no que tange a acessibilidade. Três pontas com os seus mais de 56000 Moradores, ainda é um município muito carente, quando o assunto é acessibilidade.
e quando a coisa é nos bairros mais carentes? o panorama é assustador; Vocês sabiam que 90% das pessoas com deficiência moram nas periferias? Então: nós moramos na maioria dos casos nos bairros mais afastados da região do centro, e consequentemente, sofremos as piores privações quando o assunto é o direito de ir e vir.
vocês sabem porquê vocês não encontram tantas pessoas com deficiência nas ruas? Pela falta de acessibilidade; Hora, como uma pessoa com mobilidade reduzida poderá trafegar por calçadas que não possuem rampas, ou espaço suficiente para uma cadeira de rodas poder passar.
Sou morador de um dos maiores bairros aqui da cidade de Três pontas que é o bairro Aristides Vieira. e por aqui não existem rampas, muito menos acessibilidade. o que encontramos por aqui são várias valas entre um quarteirão e o outro, Valas que atrapalham na mobilidade de um cadeirante, ou de qualquer pessoa que for distraída ou com problemas de locomoção.
As madames que gostam de usar salto alto também! Hora, já pensou se você está caminhando e do nada o seu pé agarra em uma dessas valas? A
prefeitura disse que isso é para escoar água da chuva, mas quando chove a coisa piora; Simples: pois quando chove, a rua inunda pois essas valas transbordam, e fica praticamente impossível atravessar de um quarteirão para o outro.
Nas praças, não tem acessibilidade; mas ouve ao menos uma tentativa que quase deu certo, e que só não deu certo por não fazerem a rampa para os cadeirantes de forma nivelada. Ou seja: na altura e dimensão correta. Não podemos nos calar! Gostaria que a gente falasse do seu bairro? Entre em contato com a gente!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Inclusão Três pontas: FCMSCSP promove 4º Encontro de Atenção à síndrome de Down

Atualizado em 16/03/2017 Na próxima terça-feira, dia 21/03, é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, a data tem como objetivo dar visibilidade às pessoas com deficiência. Pensando nisso  o
curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) realizará, nos dias 23/03 e 24/03, o 4º Encontro de Atenção à Síndrome de Down. O evento será aberto ao público e conta com a participação de docentes, profissionais das áreas de saúde e educação e demais interessados no tema, como pais e familiares de pessoas com esta síndrome e jornalistas. “Além das palestras científicas, o encontro anual promovido pela FCMSCSP sempre se compromete a apoiar um projeto que promova a educação e a inclusão das pessoas com Síndrome de Down. Nesta quarta edição, o projeto escolhido é o Alma de Batera, cuja apresentação musical finalizará a programação do dia 24”, afirma a responsável pelo evento, a professora doutora Sandra Cristina Fonseca Pires – Durante a noite também haverá palestra sobre estigma, abordando o impacto do olhar da deficiência, e outros temas como fonoaudiologia, odontologia, saúde mental, sexualidade e autonomia. Fonte:
Revista incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-2015_fcmscsp-promove-4-encontro-de-atencao-a-sindrome-de-down

terça-feira, 7 de março de 2017

Inclusão Três pontas: Curso inédito em Curitiba vai tratar da acessibilidade

Atualizado em 07/03/2017 O
Núcleo de Especializações do Centro Europeu, uma das principais escolas de profissões da América Latina, acaba de lançar o inédito curso de Acessibilidade na cidade de Curitiba, que terá sua primeira turma neste mês de março. O objetivo é preencher uma lacuna no mercado de trabalho, formando profissionais capacitados para identificar e solucionar as necessidades de acesso dentro da legislação vigente. Destinado a arquitetos, engenheiros, designers e demais interessados em atuar no desenvolvimento de projetos e fiscalização de acessibilidade em obras e mobiliários, o curso será ministrado por Danielle Cenci, arquiteta especializada em acessibilidade e fiscal multiplicadora de acessibilidade do CREA-PR. Durante a atividade serão abordados tópicos como conceito, leis e normas de acessibilidade, ergonomia, Antropometria e Fisiologia das pessoas com deficiência; panorama das deficiências e acessibilidade atitudinal. Além de promover estudos de caso e debates sobre o assunto. O curso de Acessibilidade será realizado nos dias 11/03 (sábado) e 12/03 (domingo), na sede do Centro Europeu no bairro Batel (Rua Benjamin Lins, 999). O curso contará também com uma aula prática, que será realizada no Shopping Crystal. Mais informações pelo telefone (41) 3339-6669 ou no site
www.centroeuropeu.com.br. Fonte: Revista Incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-2004_curso-inedito-em-curitiba-vai-tratar-da-acessibilidade

sexta-feira, 3 de março de 2017

Inclusão Três pontas: Engenheiros desenvolvem aplicativo que identifica objetos para cegos

Uma equipe de engenheiros americanos com intuito de construir uma inteligência de visão acessível, desenvolveu um aplicativo para cegos. O
Aipoly Vision é aplicativo gratuito que ajuda pessoas com deficiência visual identificarem rapidamente objetos de seu cotidiano. Basta apontar o celular para o objeto e o aplicativo irá informar o que vê em texto e sistema de voz. Confira: www.aipoly.com Fonte: Revista incluir. http://revistaincluir.com.br/noticia-1998_engenheiros-desenvolvem-aplicativo-que-identifica-objetos-para-cegos

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Inclusão Três pontas: Empregabilidade: Pelo Brasil: Piauí avança na descentralização dos serviços para pessoas com deficiência

(Sem Fotos) O secretário de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência,
Mauro Eduardo, apresentou ao governador
Wellington Dias o relatório de gestão 2016 e o planejamento das ações da secretaria para 2017, nessa segunda-feira (9), no Palácio de Karnak. Entre as ações previstas para este ano estão a inauguração da sede da
Seid; o início do Serviço de Referência Odontológica a Pessoa com Deficiência Intelectual e Autismo no
Hospital da Polícia Militar e a descentralização dos serviços com a construção do Centro Especializado em Reabilitação, em
São João do Piauí (CER II), em Parnaíba (CER IV) e um de média complexidade em
Floriano. O governador enfatizou que a secretaria tem trabalhado com o objetivo de completar a rede de serviços na área da reabilitação, com enfoque na saúde, na educação e no trabalho, buscando levar também a acessibilidade e a conscientização. “Tivemos importantes avanços nessa área e vamos continuar trabalhando para dar as condições para garantir a aproximação dos serviços em todas as regiões do
Piauí”, disse
Dias. Mauro Eduardo comemora os avanços e destacou os eventos de conscientização, a exemplo dos quatro Fóruns Regionais, que já estão planejados para este ano. “Conseguimos com estes eventos levar conhecimento sobre os direitos da pessoa com deficiência para todas as regiões”, disse o gestor. “Conseguimos avançar em todas as áreas. Aumentamos em cerca de 50% o número de passes livres, passando para 4.160 expedições, o que significa possibilitar o ir e vir das pessoas com deficiência e seus acompanhantes, seja para o atendimento médico ou para outras necessidades. Tivemos também o
passe livre cultura, que possibilita a entrada gratuita em teatros, shows, exposições e similares. Habilitamos o Ceir para o tipo 3 e já comemoramos 1 milhão de atendimentos e estamos em gestão com
Ministério da Saúde para a tipo 4, pois ainda falta a reabilitação em deficiência visual. Foram mais de 3.500 atendimentos por meio da Projeto um Passo a Frente, no qual entregamos órteses e próteses e equipamentos em todo o estado”, enumera o secretário. O gestor enfatiza ainda que as ações da secretaria também estão servindo de vitrine para todo o Brasil, inclusive já está marcada uma visita da deputada
Rosinha da Adefal, do estado de
Alagoas, para conhecer o projeto Praia Acessível. “Antes era inimaginável que um dia seria possível que a pessoa com deficiência pudesse usufruir do banho de mar com todo a segurança e autonomia. E hoje, este projeto está implantado e sendo referência para o Brasil”, comemora Mauro Eduardo. Fonte:
site da Prefeitura do Piauí por Tamyres Rebeca.

Inclusão Três pontas: Cultura: Projeto Bibliotecas Acessíveis capacita bibliotecários No Estado De São Paulo.

Nesta quinta-feira, 19 de janeiro, foi assinado na
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD), um contrato para realização de uma série de workshops para bibliotecários. A ação será realizada pela organização social Mais Diferenças, que venceu pregão eletrônico para atender a parte do projeto “Bibliotecas Acessíveis”, da SEDPcD, aprovado pelo Fundo de Defesa dos Interesses Difusos (FID), da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. Recursos de acessibilidade em bibliotecas serão tema de workshops Em 2016, a Secretaria promoveu concurso para selecionar projetos de bibliotecas públicas interessadas em receber equipamentos de tecnologia assistiva capazes de assegurar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual e motora. Ao todo, 55 municípios foram agraciados e 62 bibliotecas públicas do Estado de São Paulo ganharam kits de equipamentos acessíveis. A segunda parte do concurso é capacitar os bibliotecários para uso dos equipamentos. Serão oito workshops para capacitação e treinamento de serviços bibliotecários realizados nos municípios de São Paulo, Sorocaba, Campinas, Itanhaém, Bauru, São José do Rio Preto, Sertãozinho e Presidente Prudente. Os workshops terão 3 eixos temáticos: questões relacionadas à pessoa com deficiência; acessibilidade em bibliotecas; e tecnologia assistiva. fonte:
secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia De São Paulo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Inclusão Três pontas: Justiça: Comissão de Defesa aprova proposta para prisão adaptada a pessoa com deficiência

A
Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou o Projeto de Lei 7602/14, da deputada
Mara Gabrilli (PSDB-SP), que assegura à pessoa com deficiência o direito de cumprir pena em estabelecimento adaptado a sua condição. Pelo texto aprovado, a medida se aplica também a alas ou presídios femininos, em especial para atender presas grávidas. A proposta inclui os direitos na Lei de Execução Penal Site externo? (7.210/84). A relatora na comissão, deputada
Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), afirmou que a proposta demonstra a preocupação em garantir que as pessoas com deficiência cumpram a pena de forma digna. “As pessoas com deficiência precisam de cuidados, estruturas e serviços penais adequados às suas particularidades”, disse. Rosinha da
Adefal manteve a emenda aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família para deixar explícito que a medida se aplica a alas e presídios femininos e os recursos das adaptações virão do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). Para a relatora, a mudança do texto na comissão para garantir que as pessoas com deficiência presas não fiquem em estabelecimentos distintos, mas somente em prisões adaptadas, ajuda a diminuir estigmas. Tramitação A proposta ainda será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte:
Jornal Juridco

Inclusão Três pontas: Laser: BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES, MUSICAL COM AUDIODESCRIÇÃO, NO TEATRO CETIP

Ministério da Cultura e Teatro Cetip apresentam o musical: BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES, um espetáculo de
Charles Moeller &
Claudio Botelho, com audiodescrição
VER COM PALAVRAS. Data: 12 de fevereiro (domingo). Horário: 18:00 horas. Duração: 90 minutos. Local: Teatro Cetip (dentro do Instituto Tomie Ohtake) Endereço: Rua Coropé, 88 – Pinheiros (a 800 metros do metrô Faria Lima). Censura: livre. Convites cortesia para pessoas com deficiência e um acompanhante (número limitado). Favor confirmar presença pelo email: marina@vercompalavras.com.br Sobre o espetáculo: O musical de Charles Moeller e Claudio Botelho faz um passeio pela obra do quarteto de Liverpool. Sucessos como “Lucy in the Sky with Diamonds”, “Yesterday”, “Hey Jude”, “Let it Be” e “Strawberry Fields Forever”, além de canções menos conhecidas, compõem o repertório do espetáculo, que apresenta recursos cênicos como guarda-chuvas, malas, giz, bolhas de sabão, papel picado e cadeiras. O musical, um grande sucesso de crítica e público, com vários prêmios, já foi visto por mais de 600 mil pessoas. POR:
VERCOMPALAVRAS

Inclusão Três pontas: Tecnologia: Alunos de informática criam impressora em braile com comando de voz

Crédito da matéria:
Revista incluir. Um grupo de alunos que cursa informática no município de Viamão, em Porto Alegre, criou uma impressora em braile que funciona atráves de um comando de voz pelo aplicativo de celular.  Os professores Rodrigo Barreto, Josiane Giannechini e João Lessa pediram aos estudantes que desenvolvessem algo novo. "A ideia era fazer algo que não existia, mas que ao mesmo tempo ajudasse . Daí começamos pesquisar sobre impressoaras em braile. Então pensamos que a melhor forma de acessar é através da voz", conta Josiane. Antes da impressora, os alunos criaram o aplicativo que transforma a voz em texto, e o texto em braile. "Como ela precisa furar o papel, pegamos o cabeçote de impressão de uma impressora normal e acoplamos o motor dela, e colocamos uma agulha colada com uma massa. Ele faz a furação dela a partir dos comando do celular", explica João. Os alunos buscam recursos para criar um novo layout para a impressora, que a torne portátil. Interessados em participar do financiamento coletivo, podem entrar em contato pelo telefone 51 (51) 9 8412 5651 ou pelo e-mail: braivox@gmail.com Fonte: http://revistaincluir.com.br/noticia-1964_alunos-de-informatica-criam-impressora-em-braile-com-comando-de-voz

Inclusão Três pontas: Entretenimento: Filme de Tatá Werneck estreia com acessibilidade em todos os cinemas

Crédito da matéria:
Revista incluir. A atriz Tatá Werneck estreia como roteirista no filme TOC - Transtornada Obsessiva Compulsiva, que está em cartaz com recursos de acessibilidade em qualquer cinema. A acessibilidade é disponibilizada pelo aplicativo Whatscine, que permite à pessoa com deficiência acompanhar a sessão com audiodescrição e legenda descritiva, precisando apenas ter acesso à internet. O longa conta a história de Kika K, estrelada por Tatá Werneck, que é uma atriz famosa e idolatrada por milhões de fãs. Mas por trás das aparências, ela vive em crise com sua vida pessoal e profissional e precisa lidar com o seu Transtorno Obsessivo Compulsivo. A obra é produzida pela Biônica Filmes e distribuído pela Downtown Filmes. Os recursos acessíveis, desenvolvida pela BRDN Conteúdos Acessíveis e pela OSCIP Mais Diferenças, é composta por audiodescrição, Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legenda descritiva. Os recursos serão transmitidos via aplicativo WhatsCine, diretamente a smartphones e tablets. Para ter acesso, basta seguir os passos ao final deste texto. Para maior praticidade, baixe previamente o app gratuito nas lojas do Google (Play Store) e Apple (AppStore). Baixe também o recurso de acessibilidade de sua escolha. Na sala de apresentação, basta sincronizar o recurso com o filme. Para mais informações, clique no link: http://bit.ly/2jC3MCt. Fonte: http://revistaincluir.com.br/noticia-1963_filme-de-tata-werneck-estreia-com-acessibilidade-em-todos-os-cinemas

Inclusão Três pontas: entretenimento: Netflix disponibiliza recurso de audiodescrição

Crédito da matéria:
Revista incluir. Você sabia que o Netflix oferece acessibilidade para pessoas com deficiência visual? Desde o lançamento da série Demolidor  a plataforma se tornou mais inclusiva.  Infelizmente, só existem duas séries que permite o uso desse recurso em português, que são 3% e Fearless as demais estão disponíveis em inglês, mas a empresa cogita ampliar para mais idiomas futuramente.  Veja como ativar esse recurso.  1º Passo: Clik No link: https://www.netflix.com/browse/audio-description para saber quais séries oferecem audiodescrição. Para assistir em inglês, é necessário alterar sua conta para esse idioma. 2º Passo: Clique sobre o botão de seleção de áudio e legenda.  3º Passo: Quando aparecer o menu que aparece, clique em Português - Audiodescrição caso seja em inglês estará como “English – Audio Description” Pronto! Agora é possível assistir à séries e filmes com audiodescrição no Netflix  Fonte: http://revistaincluir.com.br/noticia-1953_netflix-disponibiliza-recurso-de-audiodescricao

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Inclusão Três pontas: Pelo Brasil: REATECH 2017 acontece em junho

Fonte da matéria: vida mais livre A 15ª edição da REATECH | Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade Site externo? vai acontecer entre os dias 1º e 4 de junho de 2017, no São Paulo Expo, em São Paulo. Durante quatro dias, o público poderá conferir as últimas tendências e lançamentos para profissionais do setor e consumidores. Referência no calendário internacional de eventos e uma das maiores expressões dos setores de reabilitação, inclusão e acessibilidade, o evento completa 15 anos e passa a ser bienal. A começar pelos números da feira, a edição promete ser mais um sucesso de público e negócios. Com entrada gratuita, a organização do evento antecipa a participação de cerca de 300 expositores e público estimado em 52 mil pessoas, entre visitantes e profissionais da área de saúde e educação, que irão conferir a gama diversificada de produtos e serviços. O diretor Comercial da Cipa Fiera Milano, Rimantas Sipas, destaca a importância da feira como uma das principais vitrines do setor e fonte de atualização para os visitantes. Simultaneamente à feira, será realizado ciclo de palestras gratuito como o REASEM | Seminário de Tecnologia de Reabilitação e Inclusão, TECFISIO | Seminário de Tecnologias Avançadas em Fisioterapia e o Reashow | Seminário dos Expositores. Além da parte de lançamentos de produtos, palestras e congressos a REATECH 2017 traz atividades culturais e sociais como palco com shows e desfiles, equoterapia e fazendinha. A feira faz parte do portfólio da Cipa Fiera Milano, filial brasileira da Fiera Milano, líder de mercado de feiras e congressos, tanto em número de visitantes e expositores, quanto na excelência das exposições. Com escritórios ao redor do mundo, possui um portfólio que se destaca das demais promotoras de feiras em termos de gama de setores econômicos representados e qualidade dos eventos. No Brasil, a Cipa Fiera Milano realiza 13 feiras, englobando 11 setores da economia, além de ser responsável pela publicação de revistas segmentadas na América Latina. Fundada em 1977, a Cipa foi adquirida pela Fiera Milano em 2011, tornando-se a filial brasileira de uma das empresas líderes mundiais de feiras e congressos do mundo. Mais informações: www.reatech.tmp.br Site externo? SERVIÇO 15ª REATECH | Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade Data: 01 a 04 de junho de 2017, 5ª a 6ª das 13h às 20h | Sábado e Domingo das 10h às 19h. Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil Transporte gratuito: Rua Nelson Fernandes, 450 – Acesso pelo Terminal Rodoviário Jabaquara * Evento gratuito para profissionais do setor. fonte vida mais livre

Inclusão Três pontas: Pelo mundo: Bebê albino faz sucesso em ensaio fotográfico

Fonte da Matéria: Revista incluir. O pequeno Rhyan, que tem albinismo, encantou a todos durante o ensaio fotográfico realizado no Estúdio Roni Sanches, especializado em fotos de recém-nascidos, bebês e gestantes. Vestido de pintor e anjinho, o bebê teve seus primeiros meses de vida registrados em cenários criados pela artista plástica Adriana Sanches Fonte: Revista incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1962_bebe-albino-faz-sucesso-em-ensaio-fotografico

Inclusão Três pontas: Cultura: Carnaval: Pessoas com deficiência ganham desconto nos ingressos para o carnaval 2017

Crédito da matéria:
Revista incluir. Você sabia que o Bilhete Único Especial - Pessoa com Deficiência pode ser utilizado para conseguir desconto de 50% na compra de ingressos para assistir aos desfiles do carnaval de 2017 no Sambódromo em São Paulo (SP) Os ingressos já estão à venda nas bilheterias do Anhembi, no Boulevard da estação São Bento do Metrô e pelo site
www.ingressosligasp.com.br. Caso seja necessário, a meia- entrada também pode ser adquirida para um acompanhante.  São 70 espaços reservados para cadeirantes distribuídos entre os setores A, B, D, E, F e G do Sambódromo do Anhembi, assim como outros 70 lugares anexos para quem acompanhá-los ao evento. Os principais portões do local possuem rampas de acesso  e todos os setores contam com banheiros adaptados com acessibilidade e sinalização. A Prefeitura de São Paulo também oferece o serviço das vans do Atende para o transporte de ida e volta ao Sambódromo de pessoas com deficiência com até 2 acompanhantes por pessoa, das estações Barra Funda e Tietê do metrô, além do estacionamento no Pavilhão de Exposições do Anhembi.  Mais informações pelo telefone (11) 2226-0432 ou pelo e-mail ouvidoria@spturis.com. Fonte:
Revista Incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1961_pessoas-com-deficiencia-ganham-desconto-nos-ingressos-para-o-carnaval-2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Inclusão três pontas: Instituição oferece curso de fotografia voltado para alunos com Síndrome de Down

Atualizado em 01/02/2016 O Projeto
FotoDown nasceu de uma parceria entre a
Consultoria de Inclusão Escolar (CiE) e a
fótografa
Camila Guimarães, que desenvolveram o primeiro
curso de fotografia voltado para jovens entre 15 e 20 anos com
síndrome de Down, no
Rio de Janeiro (RJ) O
curso tem como objetivo oferecer uma forma de inserção no mercado de trabalho. Com duração de nove meses as aulas, realizadas quinzenalmente, irão abordar temas como a História da Fotografia, conceitos básicos, além de exercícios práticos. Ao final do
curso, em novembro, os alunos terão a oportunidade de apresentarem um trabalho final e obterem
certificação. “Trabalhando com atendimentos clínicos e assessoria em escolas foi notado um vazio de oportunidades voltadas às pessoas com deficiência em relação à profissionalização. Entendemos que todas as pessoas são capazes de qualquer coisa, basta terem acesso às mesmas oportunidades, em igualdade de condições. O curso terá conteúdo programático normal e a
metodologia pedagógica irá respeitar o desenvolvimento cognitivo desses alunos”, conta
Ana Carolina Praça, diretora do
CiE. “Esse é um curso para abrir as portas, dar base e despertar a vontade de trabalharem de maneira autônoma com fotografia”, completa
Camilla. Com matrículas abertas para 10 vagas, o curso tem inicio no dia 20/03 que serão divididos em dois turnos, o valor da matrícula é de R$ 50,00 e da mensalidade é de R$ 100,00, na
Praça da
Bandeira divididos em dois turnos. Para saber mais, acesse: 
www.consultoriadeinclusao.com Fonte:
Revista Incluir: http://revistaincluir.com.br/noticia-1960_instituicao-oferece-curso-de-fotografia-voltado-para-alunos-com-sindrome-de-down

domingo, 29 de janeiro de 2017

Cultura e entretenimento: Milagre de Anne Sullivan Filme baseado na história real da surdocega Helen Keller:

O Milagre de Anne Sullivan(The Miracle Worker) é um filme dos Estados Unidos de 1962, do gênero drama biográfico, dirigido por Arthur Penn, e baseado no livro The Story of my Life, de Helen Keller e na peça teatral de William Gibson. O filme relata a história de uma menina cega. Não só cega, mas muda. E como se não fosse demais, era uma menina surda, muda e cega. O nome dela era é Helen Keller, de sete anos, filha de proprietários de terras. Keller não sabia o que era mundo e não sabia como interpretá-lo, e apesar disso tudo, ela precisava muito se expressar. O filme é muito complexo, mas ao mesmo tempo é humano demais. Um filme que mostra como o ser humano não está seguro sobre as coisas que a vida pode aprontar. O Milagre de Anne Sullivan é um retrato psicológico, mostra-nos como não sabemos lidar com com limites físicos e a realidade de um ser humano. O filme é um pouco agressivo no sentido de mostrar as dificuldades de se viver em um mundo silencioso e escuro, como o de Helen, e que não há como ignorar a dor de uma garotinha. A menina não conhece o mundo à sua volta, mas sabe do que precisa para viver e acaba por se tornar uma tirana em sua casa, já que sua família lhe dava todas as liberdades como uma “inválida”, como achavam que Helen era. A menina tinha o total domínio em sua casa, então, portanto controlava o comportamento de seus familiares; ela não entende como é ser educada e muito menos como escutar um não. A Helen recebe uma orientação de uma pessoa com suma importância, que é Anne Sullivan, uma professora. Ela é uma mulher que era cega (fez nove cirurgias nos olhos) e usa óculos escuros para proteger-se do sol, acostumada a conviver com cegas e cegos, mas ao se deparar com Helen, entende que ali está o maior desafio da sua vida: o desafio de explicar a uma menina como viver no mundo e como entende-lo, e seu maior objetivo era que todos a tratassem como uma pessoa normal.. Para isto entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram, sem nunca terem lhe ensinado algo nem lhe tratado como qualquer criança. 11/foto-original-de-helen-keller-e-anne-sullivan Ao conhecer Anne, o pai de Helen transpareceu um enorme preconceito dizendo: “… eles esperam que uma cega ensine a outra”. Como explicar a uma menina que terra é a terra? Que fome é vontade de comer? Como mostrar a árvore para uma menina, que não consegue vê-la? Como ensinar a menina comer com garfos e facas, se a menina não sabe nem o que é educação? Como ensinar a menina o que é o amor? São essas as perguntas que Anne se faz durante o filme todo. A relação que as personagens travam entre si foge completamente da esperada por todos que assistem ao filme: ao contrário de amor e compreensão de imediato, Anne se torna uma megera na vida de Helen. Anne demonstra que a única forma de ensinar Helen a ser gente, é a tirando de seu pedestal, a destronando de seu império, criado pela dó e pena que seus pais tinham, e mostrar o que é a realidade para a garotinha. A realidade não é bonita. Comer no prato não é fácil, saber indicar as coisas e seus significados é quase impossível. Anne resolve criar um método de comunicação entre elas: o tato seria o alfabeto. O tato serviria como o meio de comunicação, fazendo com que Anne e Helen desenvolvam uma sequência de palavras associadas aos gestos das mãos. O primeiro contato de Helen com o alfabeto no tato em libras foi no momento em que Helen encontra uma boneca na mala de Anne e descobre que ela possui a mesma forma de seu rosto. Durante anos, Hellen Keller tem comportamento selvagem e indisciplinado. O estimulo da comunicação através de um dos sentidos (tato) com Anne Sullivan a incentiva a utilizar o tato como o elo entre ela e o mundo; desenha palavras na mão da menina a fim de que ela compreenda a relação entre as palavras e seus significados. O tato passa a ser a via pela qual a menina “enxerga” o mundo, até que, em um momento, compreende realmente a linguagem. A partir daí, aprende o alfabeto Braille e aos dez anos começa a falar. As cenas são definitivamente emocionantes, como por exemplo, quando Helen começar a correr e encostar-se às coisas , perguntando para Anne como era o nome delas, árvore, chão, degrau e professor. Uma das cenas mais lindas. O filme conta a história da persistente professora do título, contratada para ensinar Hellen que fica surda e cega aos 18 meses de vida. A força de vontade, vocação e fé de Sullivan é tanta que nada parece ser obstáculo para ela, nem mesmo os próprios pais de Hellen, com quem vive entrando em conflito Em 1904, formou-se com louvor, e foi a primeira aluna cega e surda e terminar um curso universitário. Enfim, o filme carrega uma mensagem de dor, conquista e apoio que poucos filmes apresentam ter. O milagre de Anne Sullivan é um dos mais bem filmes produzidos e virar as costas para uma obra rara dessas, é, no mínimo, ignorância imperdoável. “Nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar” – Helen Keller Fonte: Educação especial e inclusiva

“Sobrevivendo em um mundo caótico”: alguns obstáculos enfrentados pelas pessoas com deficiência em Ouro Preto – MG

Descrição da foto: #pracegover: Foto na posição vertical - Na Praça Tiradentes, centro de Ouro Preto, na foto Laura Franco, Francis Guimarães e Lucas de Castro estão em primeiro plano. Ao fundo, em segundo plano, o monumento a Tiradentes por completo e a fachada do Museu da Inconfidência mineira. e a fachada do Museu da Inconfidência, em terceiro e último plano. Parte do casario. Uma pessoa que atravessava logo atrás dos três personagens da foto. *Fim da Descrição. Três jovens com deficiência visual relatam que as barreiras enfrentadas pelos deficientes nem sempre são físicas, mas relacionadas à atitude dos outros. 26/01/2017 às 21:25 por João Paulo Silva Atualizado dia 26/01/2017 às 22:14 “Sobrevivendo em um mundo caótico”: alguns obstáculos enfrentados pelas pessoas com deficiência em Ouro Preto – MG A discussão sobre acessibilidade e os desafios de uma cidade histórica para receber e zelar pelas pessoas com deficiência veio à tona na cidade de Ouro Preto (MG) na semana passada. Os protagonistas responsáveis por reascender o debate foram os deficientes visuais Francis Guimarães, Laura Franco e Lucas de Castro. De acordo com os adolescentes, eles tiveram dificuldade em acessar o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, devido à falta de uma pessoa capacitada no local para realizar uma visita guiada. O gaúcho Francis Guimarães tem 24 anos, trabalha como instrutor de informática e começou a perder a visão gradativamente quando ainda estava no Ensino Médio, até que ficou cego. Em sua terceira visita à Cidade Patrimônio da Humanidade, título concedido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1980, ele não esconde a frustração por não poder visitar o museu, um dos mais emblemáticos da cidade. “Nós chegamos por volta das 15h e atravessamos o pátio totalmente desprovido de piso tátil. Em seguida fomos até o balcão de atendimento e solicitamos um guia. Na recepção, uma pessoa que se identificou como “Maria” afirmou não haver ninguém capacitado para nos auxiliar na visita”, afirmou Francis. Os jovens relataram a falta de empatia da recepcionista que os atendeu e se sentiram constrangidos com a situação. “Nós somos três pessoas cegas e não temos condições de entrar em um museu sem acompanhante. De forma antipática ela não foi pedir informação a ninguém e nem se esforçou para encontrar uma solução. Nós ficamos na porta por quase duas horas, esperando. Achamos isso muito revoltante. Além da dificuldade de caminhar pelas ruas de Ouro Preto, descobrir que não seria possível visitar o museu nos causou grande frustração”, desabafou o estudante de Direito, Lucas de Castro. Após quase duas horas aguardando nas escadarias do prédio, os jovens ameaçaram entrar em contato com a mídia local a fim de denunciar o fato. “Quando voltamos e dissemos que iríamos entrar em contato com algum jornal, outro funcionário afirmou que não havia ninguém para auxiliar na visita e que, geralmente, as pessoas vêm com acompanhante”, relatou Laura Franco. “Nós não somos obrigados a entrar em qualquer estabelecimento, seja ele público ou não, com um acompanhante e nem temos recursos para isso. Pessoas com poder aquisitivo mais alto podem pagar por um, mas não é o nosso caso”, completou Francis. Estatuto dos Museus e Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência De acordo com o Estatuto de Museus (Lei 11.904/2009), tais espaços têm o dever de proporcionar a “universalidade do acesso, o respeito e a valorização à diversidade cultural”. Nas disposições finais do Estatuto, consta que após sua publicação, os museus teriam cinco anos para se adaptar às novas normas e estruturas. No cenário atual, no entanto, é possível perceber que pouco mudou. Atualmente existe uma maior preocupação com a acessibilidade física, principalmente relacionada aos equipamentos culturais. “A construção de rampas, banheiros acessíveis, elevadores, são provas disso, mas acessibilidade deve ser compreendida além da estrutura física dos espaços”, explicou o membro da Associação Marianense de Acessibilidade (AMAC), José Roberto Ribeiro que atualmente reside em Belo Horizonte. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI – Lei 13.146/15), antigo Estatuto da Pessoa com Deficiência, entrou em vigor no início de 2016 e traz regras e orientações para a promoção dos direitos e liberdades das pessoas com deficiência. De acordo com a legislação, é considerada a pessoa com deficiência “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. Quinze minutos no museu Laura, Lucas e Francis só conseguiram acessar o museu quando ele estava prestes a fechar. A funcionária Cristina Iara de Almeida, que também é professora de Educação Física, além de já ter lecionado na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), foi quem os auxiliou. Cristina só tomou conhecimento que os garotos estavam aguardando muito tempo depois. “Apesar de não ser capacitada tecnicamente falando, a Cristina fez tudo o que pode e afirmou que estava o tempo todo lá dentro, mas desconhecia o fato de estarmos lá fora, parados na escada”, afirmou Lucas de Castro. “A Cristina se mostrou uma pessoa muito cordial e empática, tudo o que ela pode nos mostrar nos quinze minutos que restavam para o museu fechar, ela nos mostrou”, disse Francis Guimarães. Sobre o tempo em que ficaram expostos, aguardando auxílio, Laura Franco relatou que teve receio de causar nas pessoas um sentimento de pena, o oposto do que buscam. “O que nós queremos é apenas ter os mesmos direitos que as outras pessoas, essa é a luta das pessoas com deficiência”, explicou Laura. “Eu gosto muito de trabalhar com pessoas deficientes e para mim não se trata de um universo desconhecido. O que provavelmente aconteceu foi um problema de comunicação. Mas prontamente eu me dispus a acompanhar”, esclareceu Cristina Almeida. No museu não existe uma pessoa exclusiva para realizar esse tipo de trabalho e, além disso, atualmente conta com um número reduzido de funcionários. “Nós tentamos fazer o possível para atender bem as pessoas, estamos dispostos a receber qualquer público e fazemos isso com o maior prazer, inclusive as visitas podem ser agendadas antecipadamente”, explicou a professora. Sensibilidade ou treinamento? Se esses jovens conseguiram deixar algum recado foi que a sensibilidade e o respeito podem superar qualquer tipo de treinamento ou formação técnica. Eles parecem estar dispostos a vencer o arraigado preconceito contra os deficientes e provar que nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. “Para nós pessoas com deficiência, a empatia é tudo. A partir do momento que a pessoa tem boa vontade, as coisas fluem muito bem. Muitas vezes a pessoa com deficiência ouve tanto “nãos” durante a vida que vai criando uma barreira entre ela e a sociedade. Com o tempo ela vai se tornando triste e nem todos estão preparados para enfrentar essas barreiras sozinhos, porque muitas vezes é uma luta muito solitária”, disse Francis. “Todos os dias nós precisamos lutar e provar para nós mesmos que somos capazes, que temos direito. Pena que foram apenas quinze minutos de visita e não conseguimos a compreensão de tudo o que havia lá”, completou Lucas. Conceito de Acessibilidade Para o arquiteto e urbanista da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, Brasil Vargas, a acessibilidade pode ser entendida como a garantia de condições para a utilização, com segurança e autonomia, das edificações públicas, privadas ou mesmo particulares. “Mas acessibilidade faz parte de um conceito ainda mais abrangente que pode ser denominado “acessibilidade atitudinal”, ou seja, acessibilidade sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações, em relação às pessoas em geral”, explicou Brasil. De acordo com Brasil Vargas, em uma abordagem mais técnica, acessibilidade é garantir condições para a utilização, com segurança e autonomia, das edificações públicas (ou privadas), proporcionando a maior independência possível e dando ao cidadão deficiente ou com restrições físicas, o direito de ir e vir a todos os lugares que necessitar. Principais problemas de acessibilidade na cidade de Ouro Preto Associações de deficientes, não só no Brasil, mas em todo mundo tem ressaltado a importância de conscientizar a população quanto à necessidade de se promover espaços acessíveis. Não apenas o poder público, mas de forma geral, a população não tem como princípio a prática da acessibilidade. Em Ouro Preto a situação se torna mais complicada. “Por se tratar de uma cidade histórica, algumas medidas de acessibilidade ficam limitadas e devem contar com a aprovação de institutos como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A própria natureza da cidade não contribui muito com a acessibilidade. “Ruas e ladeiras com inclinações bastante acentuadas dificultam a circulação de pessoas com restrições locomotoras e às vezes, mesmo de pessoas sem estas restrições”, ressaltou Brasil Vargas. A topografia da cidade resulta em calçadas com degraus e enormes desníveis, obrigando o pedestre a se valer da própria rua para seguir o seu percurso. O calçamento também não pode ser considerado acessível, por não permitir uma locomoção segura e confortável. Vargas afirma também que “quanto ao uso de transporte público, não há garantia de que todas as unidades contenham recurso de acessibilidade, dificultando o acesso do portador de restrição locomotora”. O que é preciso para resolver estes problemas? E preciso promover campanhas de conscientização da sociedade, visando à sensibilização quanto à execução de espaços acessíveis, contando com a orientação da prefeitura, nas questões técnicas. “Por se tratar de uma cidade histórica, poderíamos salientar que as intervenções de mobilidade/acessibilidade fossem destacadas do conjunto, permitindo a leitura do que é novo e do que é histórico”, sugeriu Vargas. Com relação à topografia, típica da cidade, que, aliás, é uma característica marcante e atrativa, por outro lado também contribui de forma negativa à acessibilidade. “Poderiam ser promovidos transportes públicos individuais de baixo custo aos pontos de maior atração, garantindo um acesso seguro e confortável”, salientou o arquiteto. Atualmente, os projetos aprovados na prefeitura devem atender à NBR 9050, conjunto de normas técnicas formuladas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. “Devido às restrições físicas da cidade, algumas vezes, não é possível a cobrança de todos os critérios apresentados nesta NBR”, afirmou Brasil Vargas. Barreiras atitudinais e barreiras físicas De forma breve, as barreiras físicas podem ser entendidas como obstáculos para o uso adequado do meio, geralmente originados pela morfologia de edifícios ou áreas urbanas. Já as barreiras atitudinais são aquelas geradas pelas atitudes e comportamento dos indivíduos, impedindo o acesso de outras pessoas a algum local, quer isso aconteça de modo intencional ou não. “Acredito que quando se tem vontade, as barreiras físicas podem ser minimizadas, quando não totalmente sanadas. Mas, com certeza a falta de motivação política poderia ser considerada uma barreira maior do que as barreiras físicas”, pontuou Brasil Vargas. Muitas pessoas não compreendem que podem estar criando ou até mesmo agindo como “barreiras atitudinais” contra determinados grupos sociais. “O uso indevido de vagas reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, obstrução de rebaixamentos de guia, os diversos tipos de preconceito, desrespeito com os idosos são apenas alguns exemplos dessas barreiras”, afirmou José Batista Araújo, presidente da ACODOP (Associação Comunitária dos Deficientes de Ouro Preto). Respeito à diversidade O respeito às diferenças e o reconhecimento à diversidade, antes vistas e consideradas apenas nos ambientes de vanguarda ou nas rodas intelectuais, está se tornando uma regra. Jovens como Lucas, Laura e Francis, associações de pessoas com deficiência, ativistas dos direitos humanos e outros setores da sociedade têm contribuído para essa nova realidade. Para Reinaldo Bulgarelli, educador, oficial de direitos da criança e do adolescente no Unicef e sócio-diretor da Txai Consultoria e Educação as relações humanas devem ser pautadas pela inclusão e respeito às diversidades. “O respeito é amigo da inclusão tanto quanto o desrespeito é amigo da exclusão. Quando se exclui, não é por falta de conhecimento, mas por falta de respeito. O respeito, portanto, deve vir na frente. É o respeito que instiga a curiosidade, o desejo de conhecer mais e melhor uma realidade. Aprender a respeitar é a melhor maneira de conhecer a vida e suas muitas possibilidades”. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, seja ela auditiva, visual, física e intelectual. Os percentuais mais elevados de deficiência foram encontrados em pessoas sem instrução e em pessoas com o ensino fundamental incompleto de acordo com a pesquisa que consultou 64 mil domicílios brasileiros, em 2013. “Onde estão todas essas pessoas? Certamente, trancadas em casa, esquecidas em algum canto, com medo de saírem às ruas”, afirmou Laura Franco. Para a adolescente essa realidade precisa ser mudada e isso só será possível quando todos reconhecerem que o impossível só existe para aqueles que não conhecem a superação. “Enquanto
isso, vamos sobrevivendo em meio a esse mundo caótico”.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Tecnologia e acessibilidade: Xbox One terá função para auxiliar pessoas com deficiência

Atualizado 27/01/2017 Hoje foi anunciado a nova atualização da interface do video game Xbox One, que traz mudanças visuais. Além disso, agora será possível que um jogador atue como copiloto durante os jogos.   A intenção é facilitar o acesso de pessoas com deficiência, permtindo que um segundo jogador o auxilie se for necessário.  Essa atualização estará disponível a membros do programa Preview do Xbox One. Ainda não há uma data definida para que todos os donos do console recebam essas novidades.  Fonte:
Revista incluir:
http://revistaincluir.com.br/noticia-1958_xbox-one-tera-funcao-para-auxiliar-pessoas-com-deficiencia