Total de visualizações de página

domingo, 28 de agosto de 2016

Game: ALTER: GAME FAZ VOCÊ VIVENCIAR AS EXPERIÊNCIAS DE QUEM TEM DEFICIÊNCIA

Se um game nos faz vivenciar experiências de personagens, muitas vezes surreais, como seria sentir na pele o que pessoas com deficiência sentem? Essa é a proposta de "Alter", um game produzido por meio de uma parceria firmada entre a Racional Games, a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência da cidade de Curitiba. Propósito À primeira vista, você acha que "Alter" é somente o título de um game de aventura, mas ele traz significados bem mais profundos. Ele é um "advergame", ou seja, um projeto que alia um jogo a uma campanha. Nessa campanha de conscientização, o game online propõe que você se coloque no lugar de uma pessoa com deficiência para assim entender certos mitos a respeito de limitações e potencialidades de quem tem algum tipo de deficiência. A conclusão de cada nível mostra ao jogador que é possível ultrapassar barreiras quando o ambiente se torna acessível — ou seja, que igualdade de oportunidades e direitos é algo necessário para se entender o conceito que as principais barreiras enfrentadas por uma pessoa com deficiência estão no meio em que ela vive, onde quase sempre faltam adaptações, não exatamente nas limitações inerentes a própria deficiência. O jogo se passa em meio à uma floresta, e o seu único objetivo é percorrer o mapa até o final de cada nível. No entanto, não é tão fácil quanto parece: no caminho, há obstáculos dos mais diversos níveis de dificuldade. Isso porque, a cada fase, o personagem tem uma deficiência diferente: intelectual, física, auditiva, visual e o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Em cada etapa do game, é proposta uma experiência sensorial diferente, colocada na prática por meio de sons, gráficos e jogabilidade. Por mais que o cenário se repita nas caminhadas, as situações mudam completamente, desde os comandos dos movimentos do personagem até as soluções para cada obstáculo. Experiência sensorial As características físicas e sensoriais de cada personagem influenciam na jogabilidade e na percepção do mundo do game. O personagem que utiliza cadeira de rodas, por exemplo, necessita de rampas para acessar determinados lugares. Já o que tem deficiência visual precisa se guiar fazendo reconhecimento tátil dos obstáculos, uma vez que o cenário desaparece completamente. Daí o nome atribuído ao game: alter é a palavra em latim para outro. Sugerindo que o jogador incorpore as características do personagem, espera-se que o ganer entenda de que forma a remoção de algumas barreiras no ambiente podem fazer com que algumas "pretensas limitações" simplesmente desapareçam. Consultoria para o desenvolvimento O game contou com consultoria de pessoas com deficiência para a criação de mecânicas. "Isso foi importante para compreendermos esse universo que até então era desconhecido por nós e fez com que o projeto pudesse incorporar de maneira lúdica situações de fato vividas por essas pessoas", cita Olympio. Entre os principais desafios encontrados pela equipe de produção, estiveram a direção de arte, que utiliza pinturas manuais feitas a óleo, e a adaptação do game ao modo de acessibilidade. Game tem acessibilidade garantida Como não poderia deixar de ser, o game também conta com recursos de acessibilidade, para que pessoas com diferentes tipos de deficiência aproveitem igualmente a experiência, assim, é possível ativar opções de reconhecimento de fala, audiodescrição e alto contraste, entre outros. "Alter foi criado desde o início para ter recursos de inclusão e interação. A principal característica do desenvolvimento do game é que ele foi criado desde o início para ser acessível, ou seja, ser acessível e inclusivo desde sempre, não só a partir do meio do projeto", diz o diretor técnico da Racional Games, Danilo Olympio. Investimento O investimento para o desenvolvimento do game foi de R$ 83 mil, proveniente de multas dadas por desrespeito ao uso de vagas de estacionamento destinadas a pessoas com deficiência. “Esses recursos são do Fundo de Apoio do Deficiente, que prevê que parte deles deve ser usada para campanhas educativas”, explica Natália Bonotto, Coordenadora de Projetos e Comunicação da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Ao todo, foram necessários 90 dias para a conclusão do game, que também envolveu outras empresas, como Niobium Studios, Dope Audio Design e Cadamuro Produções. O game está disponível para dispositivos Android. A versão para IOS está prometida para breve. Interessado em viver essa aventura? Para jogar, basta acessar esse link: http://goo.gl/YKblrh Fonte: Blog da Audiodescrição http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Workshop: “EMPREGO APOIADO: Metodologia, Resultados e Oportunidades para as Empresas

O Instituto de Tecnologia Social, a Prefeitura Municipal de São Paulo, o Sistema Único de Saúde e a Secretaria Municipal da Saúde convidam para o Workshop: “EMPREGO APOIADO: Metodologia, Resultados e Oportunidades para as Empresas”, CONVITE O Workshop tem como objetivo apresentar experiências de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal por meio da metodologia do Emprego Apoiado, e mostrar como as empresas podem se beneficiar dessa Tecnologia Social promovida pelo Projeto de Capacitação e Treinamento de Emprego Apoiado, no âmbito do Programa Nacional de Apoio a Atenção a Saúde da Pessoa com deficiência do Ministério da Saúde. Data: 16/09/2016 Horário: 08h30min às 13h00min Local: Auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, Rua Martins Fontes, 109 – 2° andar – Centro, São Paulo. (Próximo ao metrô Anhangabaú). Maiores informações: Tel.: (11) 3151-6499 ou 3151-6419 E-mails: its@itsbrasil.org.br; pamela@itsbrasil.org.br; cida@itsbrasil.org.br. Inscrições: https://goo.gl/forms/OSci7YKRGYI56KHl2 *Vagas limitadas Fonte: pronas pcd MINISTÉRIO DA SAÚDE Fonte da matéria: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/25/workshop-emprego-apoiado-metodologia-resultados-e-oportunidades-para-as-empresas/

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Taxis acessíveis com rampa proporcionam maior praticidade

A rampa instalada no veículo facilita o acesso, ao invés da demora de uma plataforma elétrica ou o incômodo de ser carregado Os veículos WAV (Wheelchair Accessible Vehicle) da Italmobility são projetados respeitando os requisitos internacionais de segurança utilizados no setor automotivo. As adaptações dos veículos são projetadas com rígidos critérios pelo nosso time de engenheiros, testadas através de severos controle e compartilhadas com as casas montadoras. Tudo isso para garantir a segurança e a qualidade dos veículos de serie. A SPIN WAV mantém as característica de um veículo comum e resguarda a privacidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Ideal para família ou para serviço de táxi acessível. Graças ao kit de rebaixamento do piso projetado e produzido pela Italmobility, a SPIN WAV garante um amplo e confortável espaço interno para o cadeirante e para os outros passageiros, assegurando uma viagem em um ambiente confortável e ergonômico. SEGURANÇA E CONFORTO As operações de ancoragem da cadeira de rodas e do cadeirante são rápidas e simples. São utilizados dois retratores elétricos anteriores com dispositivo de retenção que evita o retorno da cadeira no momento do embarque, dois retratores manuais posteriores e o cinto de segurança de três pontos. Os bancos rebatíveis são dobrados somente se houver um passageiro com cadeira de rodasCintos de segurança para a cadeira de rodas e o passageiroOs bancos rebatíveis são dobrados somente se houver um passageiro com cadeira de rodas. Cintos de segurança para a cadeira de rodas e o passageiro. VERSATILIDADE Os bancos reclináveis traseiros podem ser reposicionados com extrema facilidade no momento que não tem cadeirante a bordo do veiculo mantendo, dessa forma, a configuração original de fábrica para cinco ocupantes . ELEGÂNCIA E DESIGN Luzes de led, compartimentos extra para objetos, revestimentos em plástico ABS, enriquecem a transformação da Chevrolet SPIN com Piso Rebaixado, oferecendo um ambiente de viagem confortável e refinado. Italmobility realiza produtos e componentes de vanguarda para superar os limites dos automóveis, incorporando a cura do design e a tecnologia italiana com a paixão e a criatividade brasileira . Fonte: Italmobility Fonte secundária: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/22/taxis-acessiveis-com-rampa-proporcionam-maior-praticidade/

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Brasil: Sai aNorma Piso tátil

saiu a norma que regulamenta a instalação de piso tátil, a NBR 16537. Baixe aqui: https://t.co/cRzbf05qv2 Fonte: Portal IG

Pelo Brasil: Pessoas com deficiência auditivas são atendidas pelo correio

Surdos têm, agora, um novo canal de comunicação na Central de Atendimento dos Correios. A empresa disponibilizou um número telefônico exclusivo que vai atender chamadas feitas a partir de um Terminal Telefônico Para Surdos. Esse aparelho tem um teclado que permite à pessoa com deficiência auditiva ou da fala digitar uma mensagem de texto para o destinatário e, assim, se comunicar com outras pessoas. A intenção é permitir que surdos e mudos tenham acesso a informações sobre produtos e serviços e possam registrar manifestações. O novo canal funciona das 8 horas da manhã até às 8 da noite, de segunda a sexta-feira. E aos sábados, das 8 às 2 horas da tarde. Não há atendimento aos domingos e feriados. Quem quiser usar o serviço, pode ligar no número 0800 725 0898.De acordo com o último censo do IBGE, há cerca de 10 milhões de deficientes auditivos no Brasil. Fonte: Portal do Governo Fonte da matéria: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/12/pessoas-com-deficiencia-auditivas-sao-atendidas-pelo-correio/

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Turismo Rodoviário Sensorial: uma proposta de lazer acessível para pessoas cegas

Viagem piloto, com apoio da Fresp, levou pessoas com deficiência visual a cafezalViagem piloto, com apoio da Fresp, levou pessoas com deficiência visual a cafezal Inclusão. Esta é a palavra-chave num novo segmento de roteiros rodoviários que a Fresp (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo) incentiva. O piloto aconteceu no último dia 11/06, com uma viagem de ônibus baseada em Turismo rodoviário Sensorial – de São Paulo ao interior paulista, levando um grupo de cegos à roça. A experiência incluiu colher café e debulhar milho para moagem de fubá na fazenda sustentável Retiro Santo Antônio, em São Antônio do Jardim (distante cerca de 172 km da capital), e no conhecimento tátil de grãos, torra e degustação de cafés regionais na Cafeteria Loretto em Espírito Santo do Pinhal (a 7km da primeira parada). Os municípios, aos pés da serra da Mantiqueira, buscam otimizar roteiros de turismo rodoviário. A ideia surgiu a partir do trabalho de conclusão de curso Técnico em Guia de Turismo da aluna do SENAC Aclimação, Audmara Veronese, com o tema “Ampliando Horizontes”. Veterana no voluntariado a pessoas cegas, ela desenvolveu um passeio de vivência para um grupo de cegos e pessoas com baixa visão ligadas a ong’s e à Fundação Dorina Nowill. “O objetivo deste projeto é oferecer para as agências um serviço de guiamento baseado na audiodescrição em roteiros para turismo rodoviário sensorial, que irá proporcionar à pessoa com deficiência visual uma experiência singular – que vai além de acompanhar, orientar e transmitir informações. É um serviço inovador para agências de viagem, com a descrição detalhada do local que está sendo visitado”, explica a idealizadora. “A viagem inclusiva abre portas para novas iniciativas e atração de públicos especiais em roteiros já estabelecidos ou que estão se estabelecendo, oferecendo opções de qualidade a estes grupos, principalmente pela vivência”, defende a diretora executiva da Fresp, Regina Rocha, fazendo menção aos mais de seis milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no país (Censo, 2010). Pessoas com deficiência visual valorizam mais as informações através do tato e da audiçãoPessoas com deficiência visual valorizam mais as informações através do tato e da audição Turismo Rodoviário Sensorial: a experiência O grupo de 20 cegos, pessoas com baixa visão e seus acompanhantes não se intimidaram com o frio intenso da capital paulista e partiram para o interior cantando canções sertanejas para entrarem no clima. Como se trata de um público diferenciado e um projeto baseado na proposta do turismo rodoviário sensorial, até a descrição das condições e cores do céu tornaram a experiência única durante o trajeto de quase duas horas. Na chegada, boas-vindas com café e bolo de milho produzidos na fazenda, um imóvel de construções com pelo menos 65 anos. A experiência incluiu não só as visitas ao cafezal e moinho de pedra, mas também plantio de árvore pelos visitantes. Segunda parada, Espírito Santo do Pinhal – cidade com bom conjunto arquitetônico cafeeiro preservado – foi apresentada ao grupo pela Diretora de Turismo, Sandra Whitaker, que ressaltou a importância de tornar a história acessível a todos os públicos. Sobre a Fresp A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado (Fresp) é uma entidade sindical de grau superior, constituída com o objetivo de agrupar, representar, coordenar, proteger e estimular o aprimoramento das atividades de transporte de passageiros por fretamento. Hoje a FRESP é composta por sete sindicatos: SETFRET, SINFRECAR, SINFREPASS, SINFRESAN, SINFRET, SINFREVALLE e TRANSFRETUR espalhados pelo Estado de São Paulo. Os sindicatos juntos congregam mais de 300 empresas de transporte profissional de pessoas por fretamento. Fonte: Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento Fonte Secundária: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/08/turismo-rodoviario-sensorial-uma-proposta-de-lazer-acessivel-para-pessoas-cegas/

Na Rússia, reabilitação com esqui ajuda pessoas com deficiência

Segundo dados do Serviço Federal de Estatísticas russo, em 2015 havia 12,4 milhões de pessoas com deficiência física na Federação Russa Os programas Ski Dreams (Sonhos de Esqui) integram a reabilitação de crianças e adultos com deficiência. Com auxílio de instrutores experientes, pessoas que antes sequer podiam andar, aprenderam a esquiar, na Rússia. A reabilitação e socialização de pessoas com deficiências é um problema agudo no país, o que torna o projeto é realmente singular. Quando sua filha Alice recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral infantil, Maria Tsvetkova passou a “literalmente viver em hospitais” de Moscou, além de frequentar cursos de reabilitação na República Tcheca e na Eslováquia. No ano passado a família optou por um novo tipo de reabilitação: o programa Ski Dreams. “Alice começou a andar. Seus calcanhares, seu andar e seus movimentos ganharam firmeza. Os cursos não são exaustivos –é um exercício agradável e interessante. Alice, que está com 6 anos, espera com impaciência enorme pelo próximo treino. Ela confia profundamente nos instrutores e presta atenção ao que eles dizem”, fala sua mãe. Segundo dados do Serviço Federal de Estatísticas russo, em 2015 havia 12,4 milhões de pessoas com deficiência física na Federação Russa, e o número de crianças com deficiências chegava a 604 mil. De acordo com várias estimativas, entre 4,2% e 4,7% das crianças russas nascem com paralisia cerebral e outras síndromes paralíticas. Desenvolvido por uma organização autônoma e não comercial, o programa Ski Dreams dá aulas de esqui a adultos e crianças com deficiências físicas e mentais. “Esquiar com a assistência de instrutores qualificados e com programas e equipamentos criados especialmente permite que o processo de tratamento, reabilitação e socialização seja acelerado significativamente para todas as categorias de pessoas com limitações de saúde congênitas e adquiridas no espectro neurológico, a começar dos 3 anos de idade”, diz a coordenadora do programa, Julia Gerasimova. Ekaterina Yudina é mãe de Leo Yudin, 13, de Izhevsk, que só começou a participar do programa em fevereiro deste ano. “Leo não vê ‘Ski Dreams’ como reabilitação”, ela disse. “Aqui a gente anda, brinca e se comunica. A reabilitação é imperceptível e indolor. Não é preciso convencê-lo a ir aos treinos. A cada vez percebemos que seus movimentos estão mais confiantes, suas costas estão mais retas e sua autoestima aumenta.” De acordo com depoimentos da organização Ski Dreams, o programa melhora a condição dos participantes. Depois de duas ou três semanas de treinos, as funções motoras dos pacientes com paralisia cerebral infantil melhoram e crianças com problemas do espectro de autismo começam a comunicar-se ativamente com outros. Houve até casos de crianças com transtornos do espectro do autismo que não falavam, mas desenvolveram a fala. O programa já recebeu o apoio do Centro Científico e Prático para a Reabilitação Médica e Social de Inválidos do Departamento de Proteção Social de Moscou, onde a avaliação científica do programa é feita sob a direção da médica Svetlana Olovets. Mas o projeto começou há apenas dois anos, em janeiro de 2014, quando o ator e apresentador de TV Sergey Belogolovtsev e sua mulher, a jornalista Natalya, criaram o Ski Dreams em Moscou. Seu filho Evgeniy tem paralisia cerebral infantil há 26 anos e passou seus seis primeiros anos de vida sem andar. A família tentou vários métodos de reabilitação, incluindo um programa de esqui nos EUA que, inesperadamente, foi o que funcionou melhor. Existem programas de reabilitação de deficientes através do esqui há mais de 30 anos nos EUA, Canadá e Austrália, de modo que Sergey e Natalya Belogolovtsevi decidiram criar o primeiro projeto semelhante na Rússia. “Nossa experiência mostra que os programas de reabilitação pela prática do esqui são especialmente eficazes com pessoas com deficiências do sistema musculoesquelético (paralisia cerebral infantil, consequências de traumas da espinha, lesões cerebrais), com autismo, síndrome de Down e também com deficiência visual ou auditiva parcial ou completa”, diz a organização. O programa funciona hoje em 16 regiões da Rússia, de Moscou à república da Udmúrtia e da região de Ryazan a Krasnoyarsk Krai. Mais de 3.000 pessoas ao todo, dos 3 aos 62 anos de idade, já passaram pela reabilitação. Além dos programas de reabilitação propriamente ditos, o Ski Dreams treina voluntários e instrutores certificados. O programa é operado como franquia social: organização pública, a Ski Dreams prepara instrutores através de seus programas, manufatura equipamentos sob seu controle e vende esses equipamentos a estações de esqui, fazendo o monitoramento qualitativo e quantitativo dos serviços prestados. Os pais pagam pelos programas pessoalmente, ou, em casos de falta de recursos, podem receber uma bolsa dos patrocinadores do programa, que são doadores privados e empresas comerciais. A companhia siberiana de energia à base de carvão, por exemplo, patrocinou a abertura de um centro especial de reabilitação na região de Kemerovo. Em muitas cidades os projetos são patrocinados por estações de esqui. Em Moscou, duas sessões semanais custam cerca de 3.000 rublos (US$50) com um instrutor ou 6.000 rublos com dois instrutores. Em outras cidades e regiões os preços são mais baixos. A título de comparação, segundo a organização, um dia de tratamento no centro ambulatorial do Ministério do Desenvolvimento Social, em Moscou, sai por 5.000 rublos (US$75). A coordenadora do programa, Julia Gerasimova, diz que o Ski Dreams está tentando obter verbas do governo. “Gostaríamos muito que o programa recebesse status médico, porque seu efeito é evidente e porque pode já ter sido prescrito em programas individuais de reabilitação”, diz Maria Tsvetkova, mãe de Alice, 6. A organização pretende aumentar o número de centros e criar um sistema de análises médicas para medir a eficácia do programa, e o Ski Dreams está procurando novos recursos e investidores para ampliar o programa, criar novos métodos de reabilitação e aprimorar os já existentes. “A ausência de verbas específicas para o desenvolvimento de programas é um dos problemas mais prementes”, diz Julia Gerasimova. “Esperamos atrair a atenção de potenciais ‘anjos’ empresariais que possam ajudar com isso.” Fonte: Vida Mais Livre Fonte secundária: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva https://assistivaitsbrasil.wordpress.com/2016/08/08/na-russia-reabilitacao-com-esqui-ajuda-pessoas-com-deficiencia/