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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
domingo, 9 de agosto de 2015
Entrevista: Por um mundo mais acessível para cegos e surdos
Por um mundo mais acessível para cegos e surdos
Há cerca de 15 anos a acessibilidade para surdos e cegos nos meios audiovisuais tem sido a causa pela qual luta a professora Vera Lúcia Santiago Araújo.
É meta da pesquisadora permitir que os meios se adaptem à surdez e à cegueira incluindo as pessoas que passaram anos à margem dos eventos culturais.
É trabalho (e desejo) dela fazer com que o surdo e o cego participem, por exemplo, de uma exposição de arte, de uma visita ao museu, de uma sessão de cinema,
de um jogo de futebol. Por isso, a professora Vera investe nos trabalhos com audiodescrição, para cegos, e com legendagem e janela de Libras (a Língua
Brasileira de Sinais), para surdos.
Nesta entrevista ao O POVO, ela celebra as conquistas que as pesquisas nas áreas já obtiveram - como o maior acesso a esses recursos, o aumento no número
de profissionais para os serviços, o avanço das pesquisas e a maior conscientização de que cegos e surdos podem, sim, consumir os mesmos produtos culturais
que aqueles que veem e ouvem.
Mas, como não é fácil incluir uma comunidade que passou várias gerações alheia à cena cultural, há obstáculos. É difícil convencer produtores culturais
de que há um público excluído das obras. Assim como não é fácil fazer com que o poder público se aproprie da causa. Muitas vezes, as ações ficam restritas
ao gestor que está no comando. E, por vezes, é um processo lento também mostrar aos surdos e cegos que eles têm direito à inclusão.
É aos poucos que a professora Vera, junto com demais pesquisadores da audiodescrição e da legendagem, vai argumentando a favor de um grupo que clama para
ser compreendido.
O POVO Além das pesquisas, como atua o Laboratório de Tradução Audiovisual que a senhora coordena, na Uece?
Vera Lúcia Santiago Araújo Já fizemos audiodescrição em vários lugares, em cinema, exposições culturais, no Cine Ceará (festival de cinema). Isso chamou
atenção de alguns produtores culturais, mas tudo o que está acontecendo com os profissionais que saíram da Uece (a Universidade Estadual do Ceará) tem
sido por iniciativa governamental. Com o atual secretário da Cultura (do Estado), Guilherme Sampaio, que é aberto a essas questões de acessibilidade, estão
acontecendo vários eventos nessa área. Mas acho que ainda estão faltando mais ações. Os profissionais estão aí, mas os produtores não estão sensibilizados
para tornar seus produtos acessíveis. É possível tornar acessível uma peça de teatro, um filme, uma exposição de arte, um jogo de futebol ou qualquer outra
competição esportiva. Fizemos recentemente, na pesquisa de um mestrando (da Uece) que é cego, a audiodescrição de um jogo do Ceará, no Castelão. Mas falta
que essa iniciativa parta dos produtores culturais, contratando profissionais, e não que isso parta apenas de universidades e do poder público.
OP Quem são esses produtores a que a senhora se refere?
Vera Cineastas, produtores culturais, produtores do próprio Cine Ceará. Só fizemos parceria com o evento uma vez. Parece que neste ano terá novamente.
OP Como a tecnologia está aliada à acessibilidade nos meios audiovisuais hoje?
Vera Outros lugares do Brasil já têm aplicativos para que a pessoa com deficiência possa acessar do seu celular a audiodescrição, legendas ou a janela
de Libras, no cinema. Mas, para isso, os cinemas precisam disponibilizar a tecnologia. Isso está engatinhando. No Ceará tem um grupo que trabalha com isso.
Já tive reunião com eles. É o grupo do professor Agebson Rocha, do IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará). Pelo que ele me
falou, a intenção é desenvolver um aplicativo, mas ele não conseguiu nenhum acesso às salas de cinema aqui.
OP O aplicativo desenvolvido pelo professor Agebson funciona com voz sintetizada, em vez da voz humana. Na época em que foi lançado, houve uma polêmica
a respeito disso. O que a senhora pensa sobre esse recurso?
Vera Acho que a voz humana é bem melhor. Há várias questões envolvidas na audiodescrição, e a locução é uma delas, porque, com ela, você dá vida, dá expressividade.
No caso dos outros aplicativos, a audiodescrição é feita com voz humana.
OP A principal proposta desse aplicativo é audiodescrever filmes antigos. Para tornar os filmes acessíveis, esse aplicativo não é útil, mesmo com voz
sintetizada?
Vera Claro que sim. Nós estamos em fase de saber o que funciona e o que não funciona. Conheço um projeto para tornar um curso de matemática financeira
acessível. Muitas das vezes a voz sintetizada teve seu papel. Não dá para descartar. Também já tivemos experiência para verificar uma audiodescrição mais
detalhada e outra menos, e pudemos observar que as duas deram resultado, dependendo do público. Voz sintetizada é uma modalidade muito nova. Acho que a
melhor forma é você estar aberto a todas as possibilidades, além de fazer pesquisa de recepção para ver o que vai funcionar ou não.
OP Com mais profissionais no mercado para o trabalho da
audiodescrição e da legendagem, há como todos serem absorvidos?
Vera Poderiam, se os produtores culturais os contratassem. O problema é que, normalmente, os produtos não são transformados em acessíveis.
OP E o que falta para tornar esses produtos acessíveis?
Vera Há o problema do acesso das pessoas com deficiência a esses produtos culturais. É difícil convencer os produtores culturais da existência desse público.
Muita gente não conhece a audiodescrição e a legendagem. Muitos deficientes visuais desconhecem que podem ir à exposição de arte. Por exemplo, a exposição
do Da Vinci (do artista italiano Leonardo Da Vinci, que está ocorrendo em Fortaleza). É uma exposição maravilhosa, mas ninguém pensou em acessibilizá-la.
Além dela, muitas outras exposições interessantes não são acessibilizadas. O que acontece são ações pontuais. A Secretaria de Cultura, por exemplo, faz
um evento e decide colocar audiodescrição e legendagem. Mas isso são coisas bem pontuais. É preciso tornar acessível aquilo que está disponível à população.
OP Alguns produtores reclamam que já colocaram recursos de acessibilidade em suas obras, mas o número de pessoas com deficiência que visitaram o local
foi muito baixo. Como fazer para haver mais interesse?
Vera A primeira coisa é convencer a pessoa com deficiência de que os produtos culturais não podem ser realizados nos horários que eles preferem. Não há
uma resistência, e, sim, um desconhecimento. Na Inglaterra houve uma campanha nacional, falando sobre audiodescrição, legendagem e interpretação da língua
de sinais. Isso já é algo incorporado lá. Todos os DVDs que saem lá já têm esses recursos disponíveis. Acho que está faltando uma campanha, uma mobilização.
Já participei de um congresso que não conhecia audiodescrição.
OP Aqui no Brasil, a senhora tem algum modelo de bom exemplo de acessibilidade?
Vera Já tivemos várias exposições. Uma delas foi a Viva Fortaleza, realizada no Dragão do Mar. Ela foi tornada acessível com vídeos audiodescritos. Temos
uns 12 DVDs acessíveis, como Irmãos de Fé, do padre Marcelo Rossi, o filme do Chico Xavier (Chico Xavier - O filme), o filme sobre Bezerra de Menezes (Bezerra
de Menezes - O diário de um espírito). Também tivemos Ensaio sobre a cegueira, que foi audiodescrito pelos meus alunos de Belo Horizonte.
OP Quando foi feita a audiodescrição dos filmes do Cine Ceará, muitos cegos reclamaram que eram obras desconhecidas e queriam ter acesso a filmes comerciais.
Como é o contato com esses produtores?
Vera Sempre é o cineasta que se sensibiliza, mas ele quer que o trabalho seja feito de graça. O que a gente quer é que eles entendam que somos profissionais
e que precisamos ser pagos. Me incluo, embora eu não viva disso, mas sou responsável pela formação de pessoas que querem viver disso, e preciso que o mercado
esteja aberto para eles. Os alunos se apaixonam, entram de cabeça na história, mas não conseguem entrar no mercado.
OP Mas isso ocorre porque o cineasta não vê um ganho imediato para ele, não?
Vera Talvez. Em termos de público.
OP Qual o papel que o deficiente pode desenvolver, para convencer o cineasta da importância da acessibilidade?
Vera O deficiente precisa acreditar que ele tem direito ao acesso. Após tanto tempo de exclusão, ficou complicado a pessoa com deficiência acreditar que
ela pode ir a uma peça de teatro. E todas as vezes que trabalhamos em uma peça, é uma logística enorme. Temos que convencer o produtor a alugar o equipamento.
Muitas vezes fizemos sem esse equipamento, com todos os alunos. Na época, a diretora do Theatro José de Alencar, Izabel Gurgel, cogitou comprar esse equipamento,
que não é tão caro. Graças a Deus agora, na Uece, temos esse equipamento. Mas ele é para pesquisa, e não será disponibilizado para o público.
OP Quanto custa?
Vera R$ 33 mil o equipamento completo, com cabine para os audiodescritores, rádios para recepção e mesa de som. Os rádios é que são mais caros.
OP A senhora levou um grupo de cegos para um jogo no Castelão. Como foi esse trabalho?
Vera Fez parte de uma pesquisa de mestrado de um aluno da Uece, o Celso Nóbrega. A proposta era disponibilizar a audiodescrição em jogos de futebol. Já
existem várias ações mostrando que o cego que vai ao estádio precisa da audiodescrição, para descrever a torcida, a comemoração, saber se houve algum incidente
dentro do estádio. O que a gente percebe é que muitos deficientes acompanham de casa, porque acham que não é necessário ir ao estádio. Mas estamos tentando
encontrar o ponto.
OP Como é a preparação do audiodescritor que trabalha em um filme ou peça e daquele que realiza a audiodescrição de um evento ao vivo?
Vera São preparações diferentes. Para quem vai trabalhar em filmes, audiodescrevendo, legendando ou interpretando com Libras, é necessário que conheça
um pouco sobre cinema. Tem que estar entre o cinéfilo e crítico de cinema. Ele tem que conhecer o gênero que está audiodescrevendo. Tem que ter noções
de linguagem de câmera, história do cinema. Se ele vai para televisão ou teatro, a mesma coisa. No caso do teatro, há uma diferença, porque embora o audiodescritor
tenha o roteiro, muita coisa acontece na hora, de forma improvisada. No caso do ao vivo sem roteiro, como um jogo de futebol, o audiodescritor precisa
munir-se de informações básicas, como história do time, conhecer o campeonato e os jogadores, além de todas as questões que possam surgir na hora. É preciso
que o audiodescritor esteja no perfil do que será audiodescrito.
OP Como os grupos de pesquisa na Universidade podem ajudar a tornar a audiodescrição e a legendagem mais acessíveis para emissoras de TV e produtoras
de cinema?
Vera A universidade procura recursos de todas as formas para realizar o trabalho. E a maioria desses recursos vem por meio de editais públicos.
OP Os editais de fomento à cultura têm contemplado a audiodescrição?
Vera Até bem pouco tempo, não. Mas agora, com regulamentação da Agência Nacional de Cinema (Ancine), o Governo só irá financiar projetos que tenham cópias
acessíveis.
OP E como está a acessibilidade para surdos e cegos na TV?
Vera Era para ter começado em 2008. Duas horas semanais das emissoras de TV tinham que ter audiodescrição, legendagem ou Libras. A Associação Brasileira
de Emissoras de Rádio e TV (Abert) entrou com recurso no Ministério das Comunicações para que fosse retirada a audiodescrição. Eles alegaram que não havia
profissionais e que as emissoras não estavam preparadas. Depois de muita discussão e portarias, a audiodescrição começou, mas apenas para o sinal digital.
Hoje quatro horas semanais das emissoras são audiodescritas, e daqui a dez anos deverão ser 20 horas semanais.
OP Isso é razoável?
Vera É muito pouco, principalmente se não houver um comprometimento das emissoras. Elas podem audiodescrever um filme e passar mais de uma vez. Eles estarão
cumprindo a lei, é muito pouco. Desde 2006 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as campanhas eleitorais tivessem a janela de Libras. As emissoras
colocam uma janela muito pequena, que quase não dá para ver. Eles cumpriram a lei, mas não promoveram acessibilidade.
OP Qual é a situação do Ceará em termos de acessibilidade? Estamos em uma situação ruim ou já fomos piores?
Vera Sempre tivemos um certo apoio dos governos estadual e municipal. Agora mais ainda, com o secretário Guilherme Sampaio (da Cultura do Estado), mas
é sempre uma questão pontual. Todo mundo acha lindo e maravilhoso, mas precisamos de mais apoio.
OP A Uece tem pesquisado há muito tempo sobre esses temas, mas, paradoxalmente, parece não haver muitos alunos com deficiências visual e auditiva na
Universidade. A senhora sabe quantos cegos e surdos estão matriculados na Uece atualmente?
Vera Cegos, uns 20. Surdos, até onde eu saiba, nenhum. A UFC (Universidade Federal do Ceará) não tem pesquisa nessa área, mas tem uma secretaria, coordenada
pela professora Vanda Leitão (a Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui). A UFC tem uma política de acessibilidade. Na Uece, acho que a acessibilidade
não é prioridade, creio que é mais por desconhecimento. Temos uma comissão chamada Uece Acesso mas, na minha visão, uma comissão não é suficiente. No Centro
de Humanidades da Uece temos cerca de quatro cegos que precisam se virar.
OP Como a senhora começou a se interessar pela acessibilidade?
Vera Foi jogado no meu colo. Eu sempre gostei de legendagem. Quando voltei do doutorado, em 2000, decidi trabalhar com ela. Como eu tinha trabalhado com
legendagem em VHS durante o doutorado, comecei a trabalhar com a legendagem que passava na televisão. Pensei que era apenas uma pesquisa, mas acabei ficando
até hoje. A gente acaba se envolvendo na luta dos deficientes. E tudo isso esbarra em uma questão que, para mim, é muito cara, que são a educação, o acesso
e a inclusão, com recursos que estão ao alcance da mão. Quando você começa a trabalhar nessa área, não sai mais.
OP Qual é o próximo desafio da senhora nessa área?
Vera Meu desafio é formar locutores para trabalhar com audiodescrição em jogos de futebol. Isso é uma pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico). Estou trabalhando com fonoaudiólogos, tentando montar padrões para que eu possa formar esses locutores. Agora que temos o equipamento
para a audiodescrição, outro desafio é formar audiodescritores para atuar ao vivo, sem roteiros.
OP A senhora prevê um cenário melhor na audiodescrição durante os Jogos Olímpicos de 2016?
Vera Acho que não. Até agora não houve contato para realização de audiodescrição. Para um evento grande como as Olimpíadas, é preciso que o trabalho comece
muito antes. Se houver, creio que não será bom. Os audiodescritores de todo o Brasil estão juntos, no objetivo de tornar o País acessível.
OP Quem trabalha com uma pessoa com deficiência desenvolve uma relação bem maior do que a de trabalho. Os alunos que se preparam para serem audiodescritores
devem, então, estar abertos a essa proximidade.
Vera É necessário. Para trabalhar e fazer pesquisa, é preciso se envolver. Se isso não acontecer, não é possível realizar pesquisa. Quando tem um trabalho,
convoco a todos que tenham essa proximidade. É muito fácil para quem enxerga tapar os olhos e achar que entende o cego. Não é assim. Também é fácil tapar
os ouvidos e dizer que conhece o mundo do surdo. E também não é assim. No caso do surdo, outras questões existem, porque envolve outra língua, a questão
da comunicação e outra cultura.
OP Qual o papel do cego durante a elaboração da audiodescrição?
Vera O cego realiza o trabalho de consultoria. Mas, para fazer esse trabalho, o cego tem que ter formação em audiodescrição. Não basta ser cego. É aconselhável
que ele participe do processo de elaboração da audiodescrição ou que ele verifique o trabalho final. Essa audiodescrição só acontece quando não é ao vivo.
Mas ainda não está fechada, porque estamos pesquisando para ver como fica melhor. Tudo é um processo. No início, pensava-se que não poderia audiodescrever
eventos ao vivo. Isso caiu por terra. Ainda estamos procurando o ponto.
OP A senhora acha que a formação de uma pessoa com deficiência para trabalhar com produção cultural pode ocorrer na fase adulta?
Vera Por causa da língua, o acesso para os cegos é mais rápido e pode ser feito em qualquer idade. Para os surdos, isso é mais difícil. O mundo é mais
inacessível para surdo do que para cegos. Muitas pessoas acham que o surdo tem problema de cognição, mas isso não é verdade. Há a barreira da família e
principalmente da língua.
OP O Governo Federal está criando um guia sobre acessibilidade. O que a senhora acha indispensável nesse documento?
Vera Esse guia vai dizer para os produtores culturais como se faz uma boa legendagem, audiodescrição e janela de Libras. Esse é o ponto mais complicado.
Estou mais envolvida com a legendagem. Nessa parte vão constar questões técnicas, de linguagem e questões tradutórias.
O POVO online: http://mobile.opovo.com.br/app/destaque/index/2015/06/15/5082085/por
Há cerca de 15 anos a acessibilidade para surdos e cegos nos meios audiovisuais tem sido a causa pela qual luta a professora Vera Lúcia Santiago Araújo.
É meta da pesquisadora permitir que os meios se adaptem à surdez e à cegueira incluindo as pessoas que passaram anos à margem dos eventos culturais.
É trabalho (e desejo) dela fazer com que o surdo e o cego participem, por exemplo, de uma exposição de arte, de uma visita ao museu, de uma sessão de cinema,
de um jogo de futebol. Por isso, a professora Vera investe nos trabalhos com audiodescrição, para cegos, e com legendagem e janela de Libras (a Língua
Brasileira de Sinais), para surdos.
Nesta entrevista ao O POVO, ela celebra as conquistas que as pesquisas nas áreas já obtiveram - como o maior acesso a esses recursos, o aumento no número
de profissionais para os serviços, o avanço das pesquisas e a maior conscientização de que cegos e surdos podem, sim, consumir os mesmos produtos culturais
que aqueles que veem e ouvem.
Mas, como não é fácil incluir uma comunidade que passou várias gerações alheia à cena cultural, há obstáculos. É difícil convencer produtores culturais
de que há um público excluído das obras. Assim como não é fácil fazer com que o poder público se aproprie da causa. Muitas vezes, as ações ficam restritas
ao gestor que está no comando. E, por vezes, é um processo lento também mostrar aos surdos e cegos que eles têm direito à inclusão.
É aos poucos que a professora Vera, junto com demais pesquisadores da audiodescrição e da legendagem, vai argumentando a favor de um grupo que clama para
ser compreendido.
O POVO Além das pesquisas, como atua o Laboratório de Tradução Audiovisual que a senhora coordena, na Uece?
Vera Lúcia Santiago Araújo Já fizemos audiodescrição em vários lugares, em cinema, exposições culturais, no Cine Ceará (festival de cinema). Isso chamou
atenção de alguns produtores culturais, mas tudo o que está acontecendo com os profissionais que saíram da Uece (a Universidade Estadual do Ceará) tem
sido por iniciativa governamental. Com o atual secretário da Cultura (do Estado), Guilherme Sampaio, que é aberto a essas questões de acessibilidade, estão
acontecendo vários eventos nessa área. Mas acho que ainda estão faltando mais ações. Os profissionais estão aí, mas os produtores não estão sensibilizados
para tornar seus produtos acessíveis. É possível tornar acessível uma peça de teatro, um filme, uma exposição de arte, um jogo de futebol ou qualquer outra
competição esportiva. Fizemos recentemente, na pesquisa de um mestrando (da Uece) que é cego, a audiodescrição de um jogo do Ceará, no Castelão. Mas falta
que essa iniciativa parta dos produtores culturais, contratando profissionais, e não que isso parta apenas de universidades e do poder público.
OP Quem são esses produtores a que a senhora se refere?
Vera Cineastas, produtores culturais, produtores do próprio Cine Ceará. Só fizemos parceria com o evento uma vez. Parece que neste ano terá novamente.
OP Como a tecnologia está aliada à acessibilidade nos meios audiovisuais hoje?
Vera Outros lugares do Brasil já têm aplicativos para que a pessoa com deficiência possa acessar do seu celular a audiodescrição, legendas ou a janela
de Libras, no cinema. Mas, para isso, os cinemas precisam disponibilizar a tecnologia. Isso está engatinhando. No Ceará tem um grupo que trabalha com isso.
Já tive reunião com eles. É o grupo do professor Agebson Rocha, do IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará). Pelo que ele me
falou, a intenção é desenvolver um aplicativo, mas ele não conseguiu nenhum acesso às salas de cinema aqui.
OP O aplicativo desenvolvido pelo professor Agebson funciona com voz sintetizada, em vez da voz humana. Na época em que foi lançado, houve uma polêmica
a respeito disso. O que a senhora pensa sobre esse recurso?
Vera Acho que a voz humana é bem melhor. Há várias questões envolvidas na audiodescrição, e a locução é uma delas, porque, com ela, você dá vida, dá expressividade.
No caso dos outros aplicativos, a audiodescrição é feita com voz humana.
OP A principal proposta desse aplicativo é audiodescrever filmes antigos. Para tornar os filmes acessíveis, esse aplicativo não é útil, mesmo com voz
sintetizada?
Vera Claro que sim. Nós estamos em fase de saber o que funciona e o que não funciona. Conheço um projeto para tornar um curso de matemática financeira
acessível. Muitas das vezes a voz sintetizada teve seu papel. Não dá para descartar. Também já tivemos experiência para verificar uma audiodescrição mais
detalhada e outra menos, e pudemos observar que as duas deram resultado, dependendo do público. Voz sintetizada é uma modalidade muito nova. Acho que a
melhor forma é você estar aberto a todas as possibilidades, além de fazer pesquisa de recepção para ver o que vai funcionar ou não.
OP Com mais profissionais no mercado para o trabalho da
audiodescrição e da legendagem, há como todos serem absorvidos?
Vera Poderiam, se os produtores culturais os contratassem. O problema é que, normalmente, os produtos não são transformados em acessíveis.
OP E o que falta para tornar esses produtos acessíveis?
Vera Há o problema do acesso das pessoas com deficiência a esses produtos culturais. É difícil convencer os produtores culturais da existência desse público.
Muita gente não conhece a audiodescrição e a legendagem. Muitos deficientes visuais desconhecem que podem ir à exposição de arte. Por exemplo, a exposição
do Da Vinci (do artista italiano Leonardo Da Vinci, que está ocorrendo em Fortaleza). É uma exposição maravilhosa, mas ninguém pensou em acessibilizá-la.
Além dela, muitas outras exposições interessantes não são acessibilizadas. O que acontece são ações pontuais. A Secretaria de Cultura, por exemplo, faz
um evento e decide colocar audiodescrição e legendagem. Mas isso são coisas bem pontuais. É preciso tornar acessível aquilo que está disponível à população.
OP Alguns produtores reclamam que já colocaram recursos de acessibilidade em suas obras, mas o número de pessoas com deficiência que visitaram o local
foi muito baixo. Como fazer para haver mais interesse?
Vera A primeira coisa é convencer a pessoa com deficiência de que os produtos culturais não podem ser realizados nos horários que eles preferem. Não há
uma resistência, e, sim, um desconhecimento. Na Inglaterra houve uma campanha nacional, falando sobre audiodescrição, legendagem e interpretação da língua
de sinais. Isso já é algo incorporado lá. Todos os DVDs que saem lá já têm esses recursos disponíveis. Acho que está faltando uma campanha, uma mobilização.
Já participei de um congresso que não conhecia audiodescrição.
OP Aqui no Brasil, a senhora tem algum modelo de bom exemplo de acessibilidade?
Vera Já tivemos várias exposições. Uma delas foi a Viva Fortaleza, realizada no Dragão do Mar. Ela foi tornada acessível com vídeos audiodescritos. Temos
uns 12 DVDs acessíveis, como Irmãos de Fé, do padre Marcelo Rossi, o filme do Chico Xavier (Chico Xavier - O filme), o filme sobre Bezerra de Menezes (Bezerra
de Menezes - O diário de um espírito). Também tivemos Ensaio sobre a cegueira, que foi audiodescrito pelos meus alunos de Belo Horizonte.
OP Quando foi feita a audiodescrição dos filmes do Cine Ceará, muitos cegos reclamaram que eram obras desconhecidas e queriam ter acesso a filmes comerciais.
Como é o contato com esses produtores?
Vera Sempre é o cineasta que se sensibiliza, mas ele quer que o trabalho seja feito de graça. O que a gente quer é que eles entendam que somos profissionais
e que precisamos ser pagos. Me incluo, embora eu não viva disso, mas sou responsável pela formação de pessoas que querem viver disso, e preciso que o mercado
esteja aberto para eles. Os alunos se apaixonam, entram de cabeça na história, mas não conseguem entrar no mercado.
OP Mas isso ocorre porque o cineasta não vê um ganho imediato para ele, não?
Vera Talvez. Em termos de público.
OP Qual o papel que o deficiente pode desenvolver, para convencer o cineasta da importância da acessibilidade?
Vera O deficiente precisa acreditar que ele tem direito ao acesso. Após tanto tempo de exclusão, ficou complicado a pessoa com deficiência acreditar que
ela pode ir a uma peça de teatro. E todas as vezes que trabalhamos em uma peça, é uma logística enorme. Temos que convencer o produtor a alugar o equipamento.
Muitas vezes fizemos sem esse equipamento, com todos os alunos. Na época, a diretora do Theatro José de Alencar, Izabel Gurgel, cogitou comprar esse equipamento,
que não é tão caro. Graças a Deus agora, na Uece, temos esse equipamento. Mas ele é para pesquisa, e não será disponibilizado para o público.
OP Quanto custa?
Vera R$ 33 mil o equipamento completo, com cabine para os audiodescritores, rádios para recepção e mesa de som. Os rádios é que são mais caros.
OP A senhora levou um grupo de cegos para um jogo no Castelão. Como foi esse trabalho?
Vera Fez parte de uma pesquisa de mestrado de um aluno da Uece, o Celso Nóbrega. A proposta era disponibilizar a audiodescrição em jogos de futebol. Já
existem várias ações mostrando que o cego que vai ao estádio precisa da audiodescrição, para descrever a torcida, a comemoração, saber se houve algum incidente
dentro do estádio. O que a gente percebe é que muitos deficientes acompanham de casa, porque acham que não é necessário ir ao estádio. Mas estamos tentando
encontrar o ponto.
OP Como é a preparação do audiodescritor que trabalha em um filme ou peça e daquele que realiza a audiodescrição de um evento ao vivo?
Vera São preparações diferentes. Para quem vai trabalhar em filmes, audiodescrevendo, legendando ou interpretando com Libras, é necessário que conheça
um pouco sobre cinema. Tem que estar entre o cinéfilo e crítico de cinema. Ele tem que conhecer o gênero que está audiodescrevendo. Tem que ter noções
de linguagem de câmera, história do cinema. Se ele vai para televisão ou teatro, a mesma coisa. No caso do teatro, há uma diferença, porque embora o audiodescritor
tenha o roteiro, muita coisa acontece na hora, de forma improvisada. No caso do ao vivo sem roteiro, como um jogo de futebol, o audiodescritor precisa
munir-se de informações básicas, como história do time, conhecer o campeonato e os jogadores, além de todas as questões que possam surgir na hora. É preciso
que o audiodescritor esteja no perfil do que será audiodescrito.
OP Como os grupos de pesquisa na Universidade podem ajudar a tornar a audiodescrição e a legendagem mais acessíveis para emissoras de TV e produtoras
de cinema?
Vera A universidade procura recursos de todas as formas para realizar o trabalho. E a maioria desses recursos vem por meio de editais públicos.
OP Os editais de fomento à cultura têm contemplado a audiodescrição?
Vera Até bem pouco tempo, não. Mas agora, com regulamentação da Agência Nacional de Cinema (Ancine), o Governo só irá financiar projetos que tenham cópias
acessíveis.
OP E como está a acessibilidade para surdos e cegos na TV?
Vera Era para ter começado em 2008. Duas horas semanais das emissoras de TV tinham que ter audiodescrição, legendagem ou Libras. A Associação Brasileira
de Emissoras de Rádio e TV (Abert) entrou com recurso no Ministério das Comunicações para que fosse retirada a audiodescrição. Eles alegaram que não havia
profissionais e que as emissoras não estavam preparadas. Depois de muita discussão e portarias, a audiodescrição começou, mas apenas para o sinal digital.
Hoje quatro horas semanais das emissoras são audiodescritas, e daqui a dez anos deverão ser 20 horas semanais.
OP Isso é razoável?
Vera É muito pouco, principalmente se não houver um comprometimento das emissoras. Elas podem audiodescrever um filme e passar mais de uma vez. Eles estarão
cumprindo a lei, é muito pouco. Desde 2006 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as campanhas eleitorais tivessem a janela de Libras. As emissoras
colocam uma janela muito pequena, que quase não dá para ver. Eles cumpriram a lei, mas não promoveram acessibilidade.
OP Qual é a situação do Ceará em termos de acessibilidade? Estamos em uma situação ruim ou já fomos piores?
Vera Sempre tivemos um certo apoio dos governos estadual e municipal. Agora mais ainda, com o secretário Guilherme Sampaio (da Cultura do Estado), mas
é sempre uma questão pontual. Todo mundo acha lindo e maravilhoso, mas precisamos de mais apoio.
OP A Uece tem pesquisado há muito tempo sobre esses temas, mas, paradoxalmente, parece não haver muitos alunos com deficiências visual e auditiva na
Universidade. A senhora sabe quantos cegos e surdos estão matriculados na Uece atualmente?
Vera Cegos, uns 20. Surdos, até onde eu saiba, nenhum. A UFC (Universidade Federal do Ceará) não tem pesquisa nessa área, mas tem uma secretaria, coordenada
pela professora Vanda Leitão (a Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui). A UFC tem uma política de acessibilidade. Na Uece, acho que a acessibilidade
não é prioridade, creio que é mais por desconhecimento. Temos uma comissão chamada Uece Acesso mas, na minha visão, uma comissão não é suficiente. No Centro
de Humanidades da Uece temos cerca de quatro cegos que precisam se virar.
OP Como a senhora começou a se interessar pela acessibilidade?
Vera Foi jogado no meu colo. Eu sempre gostei de legendagem. Quando voltei do doutorado, em 2000, decidi trabalhar com ela. Como eu tinha trabalhado com
legendagem em VHS durante o doutorado, comecei a trabalhar com a legendagem que passava na televisão. Pensei que era apenas uma pesquisa, mas acabei ficando
até hoje. A gente acaba se envolvendo na luta dos deficientes. E tudo isso esbarra em uma questão que, para mim, é muito cara, que são a educação, o acesso
e a inclusão, com recursos que estão ao alcance da mão. Quando você começa a trabalhar nessa área, não sai mais.
OP Qual é o próximo desafio da senhora nessa área?
Vera Meu desafio é formar locutores para trabalhar com audiodescrição em jogos de futebol. Isso é uma pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico). Estou trabalhando com fonoaudiólogos, tentando montar padrões para que eu possa formar esses locutores. Agora que temos o equipamento
para a audiodescrição, outro desafio é formar audiodescritores para atuar ao vivo, sem roteiros.
OP A senhora prevê um cenário melhor na audiodescrição durante os Jogos Olímpicos de 2016?
Vera Acho que não. Até agora não houve contato para realização de audiodescrição. Para um evento grande como as Olimpíadas, é preciso que o trabalho comece
muito antes. Se houver, creio que não será bom. Os audiodescritores de todo o Brasil estão juntos, no objetivo de tornar o País acessível.
OP Quem trabalha com uma pessoa com deficiência desenvolve uma relação bem maior do que a de trabalho. Os alunos que se preparam para serem audiodescritores
devem, então, estar abertos a essa proximidade.
Vera É necessário. Para trabalhar e fazer pesquisa, é preciso se envolver. Se isso não acontecer, não é possível realizar pesquisa. Quando tem um trabalho,
convoco a todos que tenham essa proximidade. É muito fácil para quem enxerga tapar os olhos e achar que entende o cego. Não é assim. Também é fácil tapar
os ouvidos e dizer que conhece o mundo do surdo. E também não é assim. No caso do surdo, outras questões existem, porque envolve outra língua, a questão
da comunicação e outra cultura.
OP Qual o papel do cego durante a elaboração da audiodescrição?
Vera O cego realiza o trabalho de consultoria. Mas, para fazer esse trabalho, o cego tem que ter formação em audiodescrição. Não basta ser cego. É aconselhável
que ele participe do processo de elaboração da audiodescrição ou que ele verifique o trabalho final. Essa audiodescrição só acontece quando não é ao vivo.
Mas ainda não está fechada, porque estamos pesquisando para ver como fica melhor. Tudo é um processo. No início, pensava-se que não poderia audiodescrever
eventos ao vivo. Isso caiu por terra. Ainda estamos procurando o ponto.
OP A senhora acha que a formação de uma pessoa com deficiência para trabalhar com produção cultural pode ocorrer na fase adulta?
Vera Por causa da língua, o acesso para os cegos é mais rápido e pode ser feito em qualquer idade. Para os surdos, isso é mais difícil. O mundo é mais
inacessível para surdo do que para cegos. Muitas pessoas acham que o surdo tem problema de cognição, mas isso não é verdade. Há a barreira da família e
principalmente da língua.
OP O Governo Federal está criando um guia sobre acessibilidade. O que a senhora acha indispensável nesse documento?
Vera Esse guia vai dizer para os produtores culturais como se faz uma boa legendagem, audiodescrição e janela de Libras. Esse é o ponto mais complicado.
Estou mais envolvida com a legendagem. Nessa parte vão constar questões técnicas, de linguagem e questões tradutórias.
O POVO online: http://mobile.opovo.com.br/app/destaque/index/2015/06/15/5082085/por
Pelo País: Memorial da Inclusão recebe exposição sobre doenças de pele
Pelo País: Memorial da Inclusão recebe exposição sobre doenças de pele
Na foto, uma mulher segura uma criança (uma mãe segura seu filho). Ela tem os olhos fechados e o abraça de forma carinhosa. O menino tem manchas na região da boca
Foto: Divulgação
Legenda: Exposição traz ensaio fotográfico com retratos de crianças com doenças de pele
Até 28 de agosto, o Memorial da Inclusão recebe a exposição Além da Pele: A Beleza da Alma e da Família com 15 fotografias de crianças que possuem doenças de pele
não contagiosas como: psoríase, dermatite atópica, epidermólise bolhosa, ictiose e albinismo, entre outras. Produzidas pela dermatologista e fotógrafa Régia Patriota,
a mostra visa levantar reflexões sobre o preconceito em relação a essas doenças.
A exposição, voltada para pessoas com e sem deficiência, contará com recursos de audiodescrição, descrição em braile e caderno informativo sobre as doenças retratadas
para ampliar o conhecimento e a apreciação da arte por meio de todos os sentidos.
O Memorial da Inclusão aborda cada uma das quatro deficiências - auditiva, visual, intelectual e física – e conta com atrações como a Sala Preparatória dos Sentidos:
um local escuro com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e olfativos.
Exposição Além da Pele: A Beleza da Alma e da Família
Dia/hora: até 28/8, de 2ª a 6ª-feira, das 10 às 17h
Local: Memorial da Inclusão (Rua Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda/SP)
Grátis
Fonte: Revista incluir http://revistaincluir.com.br/noticia-994_memorial-da-inclusao-recebe-exposicao-sobre-doencas-de-pele
Na foto, uma mulher segura uma criança (uma mãe segura seu filho). Ela tem os olhos fechados e o abraça de forma carinhosa. O menino tem manchas na região da boca
Foto: Divulgação
Legenda: Exposição traz ensaio fotográfico com retratos de crianças com doenças de pele
Até 28 de agosto, o Memorial da Inclusão recebe a exposição Além da Pele: A Beleza da Alma e da Família com 15 fotografias de crianças que possuem doenças de pele
não contagiosas como: psoríase, dermatite atópica, epidermólise bolhosa, ictiose e albinismo, entre outras. Produzidas pela dermatologista e fotógrafa Régia Patriota,
a mostra visa levantar reflexões sobre o preconceito em relação a essas doenças.
A exposição, voltada para pessoas com e sem deficiência, contará com recursos de audiodescrição, descrição em braile e caderno informativo sobre as doenças retratadas
para ampliar o conhecimento e a apreciação da arte por meio de todos os sentidos.
O Memorial da Inclusão aborda cada uma das quatro deficiências - auditiva, visual, intelectual e física – e conta com atrações como a Sala Preparatória dos Sentidos:
um local escuro com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e olfativos.
Exposição Além da Pele: A Beleza da Alma e da Família
Dia/hora: até 28/8, de 2ª a 6ª-feira, das 10 às 17h
Local: Memorial da Inclusão (Rua Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda/SP)
Grátis
Fonte: Revista incluir http://revistaincluir.com.br/noticia-994_memorial-da-inclusao-recebe-exposicao-sobre-doencas-de-pele
sábado, 8 de agosto de 2015
Fofura: Menina sem um dos braços ganha cão igual à ela e se tornam grandes amigos
Fofura: Menina sem um dos braços ganha cão igual à ela e se tornam grandes amigos
Ella Peggie tem um ano de idade e nasceu sem o seu braço esquerdo. Sua mãe, Brooke Hodgson, de 21 anos, fez questão de escrever um e-mail ao ao centro animal "Animal Welfare League of Queensland", em busca de melhorar a "auto-estima" da filha.
Em Queensland (Austrália), Brooke viu um anúncio de um cão que estava em busca de um lar. Ela se chama Snowy, também tem um ano de idade e, coincidentemente, uma
pata a menos devido a uma cirurgia.
No e-mail, a mãe perguntou se o animal poderia ser 'reservado' para a filha e a resposta foi positiva.
"Vai ser incrível quando Ella perceber que é um pouco diferente dos demais e, ao se entristecer, ver que ela não está sozinha", afirma Brook. "Elas têm a mesma
idade, são novas e possuem um longo tempo de vida pela frente para crescerem juntas. Isso me emociona", finaliza a mãe de Ella, que ao ver a cachorrinha pela primeira
vez no anúncio, se apaixonou.
Ella e Snowy
Fonte: http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/da-para-acreditar/menina-sem-um-dos-bracos-ganha-cao-igual-a-ela-e-se-tornam-grandes-amigos?cmpid=fb-uolnot
Ella Peggie tem um ano de idade e nasceu sem o seu braço esquerdo. Sua mãe, Brooke Hodgson, de 21 anos, fez questão de escrever um e-mail ao ao centro animal "Animal Welfare League of Queensland", em busca de melhorar a "auto-estima" da filha.
Em Queensland (Austrália), Brooke viu um anúncio de um cão que estava em busca de um lar. Ela se chama Snowy, também tem um ano de idade e, coincidentemente, uma
pata a menos devido a uma cirurgia.
No e-mail, a mãe perguntou se o animal poderia ser 'reservado' para a filha e a resposta foi positiva.
"Vai ser incrível quando Ella perceber que é um pouco diferente dos demais e, ao se entristecer, ver que ela não está sozinha", afirma Brook. "Elas têm a mesma
idade, são novas e possuem um longo tempo de vida pela frente para crescerem juntas. Isso me emociona", finaliza a mãe de Ella, que ao ver a cachorrinha pela primeira
vez no anúncio, se apaixonou.
Ella e Snowy
Fonte: http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/da-para-acreditar/menina-sem-um-dos-bracos-ganha-cao-igual-a-ela-e-se-tornam-grandes-amigos?cmpid=fb-uolnot
TURISMO SENSORIAL: AS CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA TAMBÉM TÊM DIREITO!
TURISMO SENSORIAL: AS CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA TAMBÉM TÊM DIREITO!
O turismo é uma atividade que pode ir além da contemplação de belas paisagens. Ela pode oferecer a pessoas com deficiências visuais experiências por meio dos sons,
do toque e do cheiro. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por exemplo, oferece o contato com orquídeas, pés de manjericão, alecrim, sálvia e menta de diferentes
texturas e aromas, dispostas especialmente para aguçar os sentidos, principalmente o tato e o olfato. O Zoológico de Brasília oferece passeios quinzenais a grupos
de até 15 pessoas e permite aos visitantes tocar em animais vivos e empalhados, segundo a diretora de Conscientização Ambiental do Zoológico, Marcelle Silveira.
Crianças cegas visitam o Zoológico de Brasília
Crianças cegas visitam o Zoológico de Brasília
O sabor e o aroma de bebidas como café e vinho foram apreciados em uma visitação piloto em uma fazenda de Araguari (MG), de acordo com Viviane Lemes, dona de uma
agência de viagens que atua em roteiros turísticos relacionados ao café. No mês passado, ela levou pessoas com deficiência visual para experimentar as etapas de
produção do café, como a colheita, a secagem no terreiro, o café despolpado, o processo de seleção de grãos, os níveis de torra e até as provas de qualidade da
bebida.
Uma galeria da Pinacoteca de São Paulo permite tocar 12 esculturas em bronze, parte do acervo do museu. A seleção das obras levou em conta a indicação do público
com deficiências visuais. A dimensão, a forma, a textura e a diversidade estética facilitam a compreensão e apreciação artística dessas obras ao serem tocadas.
Pequenas adaptações são suficientes para incluir o deficiente visual no turismo, de acordo com Rosangela Barqueiro, da Associação Brasileira de Assistência à Pessoa
com Deficiência Visual. "A capacitação de guias e atendentes para lidar com esse tipo de público pode resolver a maior parte dos problemas no segmento", afirma.
Segundo Rosangela, outro desafio é oferecer audiodescrição e textos em braile.
Turismo acessível
Turismo Acessível
Logomarca do site Turismo Acessível, criado pelo Ministério do Turismo
O Ministério do Turismo desenvolveu o site Turismo Acessível em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e com o Conselho Nacional
dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) – onde é possível avaliar a acessibilidade de pontos turísticos, hotéis, restaurantes e atrações diversas.
Além de avaliar, é possível consultar ou sugerir novos estabelecimentos ou atrações, ajudando as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a viajarem pelo
Brasil com mais autonomia. A iniciativa, que já está disponível em formato de aplicativo para smartphones, foi premiada em dezembro do ano passado durante a terceira
edição do Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web.
Veja outras iniciativas semelhantes:
• Projeto Zoo Toque leva crianças cegas ao zoológico
• Saiba como foi o passeio com audiodescrição no zoológico de São Paulo
• Começam as visitas com audiodescrição no Jardim Medicinal Sensorial
• Passeios turísticos acessíveis>
Fonte: Ministério do Turismo
O turismo é uma atividade que pode ir além da contemplação de belas paisagens. Ela pode oferecer a pessoas com deficiências visuais experiências por meio dos sons,
do toque e do cheiro. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por exemplo, oferece o contato com orquídeas, pés de manjericão, alecrim, sálvia e menta de diferentes
texturas e aromas, dispostas especialmente para aguçar os sentidos, principalmente o tato e o olfato. O Zoológico de Brasília oferece passeios quinzenais a grupos
de até 15 pessoas e permite aos visitantes tocar em animais vivos e empalhados, segundo a diretora de Conscientização Ambiental do Zoológico, Marcelle Silveira.
Crianças cegas visitam o Zoológico de Brasília
Crianças cegas visitam o Zoológico de Brasília
O sabor e o aroma de bebidas como café e vinho foram apreciados em uma visitação piloto em uma fazenda de Araguari (MG), de acordo com Viviane Lemes, dona de uma
agência de viagens que atua em roteiros turísticos relacionados ao café. No mês passado, ela levou pessoas com deficiência visual para experimentar as etapas de
produção do café, como a colheita, a secagem no terreiro, o café despolpado, o processo de seleção de grãos, os níveis de torra e até as provas de qualidade da
bebida.
Uma galeria da Pinacoteca de São Paulo permite tocar 12 esculturas em bronze, parte do acervo do museu. A seleção das obras levou em conta a indicação do público
com deficiências visuais. A dimensão, a forma, a textura e a diversidade estética facilitam a compreensão e apreciação artística dessas obras ao serem tocadas.
Pequenas adaptações são suficientes para incluir o deficiente visual no turismo, de acordo com Rosangela Barqueiro, da Associação Brasileira de Assistência à Pessoa
com Deficiência Visual. "A capacitação de guias e atendentes para lidar com esse tipo de público pode resolver a maior parte dos problemas no segmento", afirma.
Segundo Rosangela, outro desafio é oferecer audiodescrição e textos em braile.
Turismo acessível
Turismo Acessível
Logomarca do site Turismo Acessível, criado pelo Ministério do Turismo
O Ministério do Turismo desenvolveu o site Turismo Acessível em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e com o Conselho Nacional
dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) – onde é possível avaliar a acessibilidade de pontos turísticos, hotéis, restaurantes e atrações diversas.
Além de avaliar, é possível consultar ou sugerir novos estabelecimentos ou atrações, ajudando as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a viajarem pelo
Brasil com mais autonomia. A iniciativa, que já está disponível em formato de aplicativo para smartphones, foi premiada em dezembro do ano passado durante a terceira
edição do Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web.
Veja outras iniciativas semelhantes:
• Projeto Zoo Toque leva crianças cegas ao zoológico
• Saiba como foi o passeio com audiodescrição no zoológico de São Paulo
• Começam as visitas com audiodescrição no Jardim Medicinal Sensorial
• Passeios turísticos acessíveis>
Fonte: Ministério do Turismo
Pelo mundo: Deficientes visuais entram com ação contra Uber nos EUA
Pelo mundo: Deficientes visuais entram com ação contra Uber nos EUA
Reuters
(Reuters) - A Uber Technologies precisa se defender contra um processo judicial no qual o serviço de caronas é acusado de discriminar deficientes visuais ao se
recusar a transportar cães-guias, decidiu um juiz federal.
Em decisão proferida na sexta-feira à noite, o juiz Nathanael Cousins de San Jose, Califórnia, disse que os pleiteantes podem alegar que o Uber é um "serviço de
viagens", alvo de potenciais obrigações frente ao ato de proteção aos deficientes norte-americanos.
O juiz também rejeitou os argumentos do Uber de que os pleiteantes, incluindo a Federação Nacional de Deficientes Visuais da Califórnia, não poderiam processar
a empresa citando as leis federais e estaduais de proteção aos deficientes.
O Uber recebeu 14 dias para responder formalmente à reclamação. A companhia e seus advogados não responderam nesta segunda-feira a pedidos de comentários. A federação
de deficientes visuais e advogados dos pleiteantes não responderam imediatamente a pedidos semelhantes.
Avaliado em 40 bilhões de dólares, o Uber diz oferecer seu serviço de transporte por aplicativo de telefone em mais de 270 cidades e áreas geográficas de 56 países,
e pode cobrar preços variados de acordo com a demanda.
Mas a companhia com sede em San Francisco enfrenta reclamações em diversos países sobre como paga seus motoristas, trata passageiros e garante a segurança.
No caso sobre discriminação, os pleiteantes disseram que a legislação federal requer que operadores de serviços de táxi tais como o Uber levem animais com passageiros
com deficiência visual, mas que tem conhecimento de mais de 40 casos em que motoristas do Uber se recusaram levá-los.
(Por Jonathan Stempel em Nova York)
Fonte: http://extra.globo.com/noticias/celular-e-tecnologia/deficientes-visuais-entram-com-acao-contra-uber-nos-eua-15930431.html
Reuters
(Reuters) - A Uber Technologies precisa se defender contra um processo judicial no qual o serviço de caronas é acusado de discriminar deficientes visuais ao se
recusar a transportar cães-guias, decidiu um juiz federal.
Em decisão proferida na sexta-feira à noite, o juiz Nathanael Cousins de San Jose, Califórnia, disse que os pleiteantes podem alegar que o Uber é um "serviço de
viagens", alvo de potenciais obrigações frente ao ato de proteção aos deficientes norte-americanos.
O juiz também rejeitou os argumentos do Uber de que os pleiteantes, incluindo a Federação Nacional de Deficientes Visuais da Califórnia, não poderiam processar
a empresa citando as leis federais e estaduais de proteção aos deficientes.
O Uber recebeu 14 dias para responder formalmente à reclamação. A companhia e seus advogados não responderam nesta segunda-feira a pedidos de comentários. A federação
de deficientes visuais e advogados dos pleiteantes não responderam imediatamente a pedidos semelhantes.
Avaliado em 40 bilhões de dólares, o Uber diz oferecer seu serviço de transporte por aplicativo de telefone em mais de 270 cidades e áreas geográficas de 56 países,
e pode cobrar preços variados de acordo com a demanda.
Mas a companhia com sede em San Francisco enfrenta reclamações em diversos países sobre como paga seus motoristas, trata passageiros e garante a segurança.
No caso sobre discriminação, os pleiteantes disseram que a legislação federal requer que operadores de serviços de táxi tais como o Uber levem animais com passageiros
com deficiência visual, mas que tem conhecimento de mais de 40 casos em que motoristas do Uber se recusaram levá-los.
(Por Jonathan Stempel em Nova York)
Fonte: http://extra.globo.com/noticias/celular-e-tecnologia/deficientes-visuais-entram-com-acao-contra-uber-nos-eua-15930431.html
Pelo Brasil: Paranaense será primeira deficiente visual do Brasil a defender tese de mestrado em Engenharia Elétrica
Pelo Brasil: Paranaense será primeira deficiente visual do Brasil a defender tese de mestrado em Engenharia Elétrica
A engenheira vai apresentar a sua dissertação de mestrado no dia 7 de agosto, na UFPR Foto: Arquivo Pessoal
Júlia Zaremba
Há quase dez anos, a engenheira Géssica Michelle dos Santos Pereira, de 29 anos perdeu completamente a visão por conta de uma doença degenerativa. Na época, estava
no meio do curso de graduação em Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e teve que ficar um ano fora das salas de aula para se
submeter a um tratamento médico. Depois desse período, a estudante conseguiu retornar à universidade. Os percalços e o preconceito foram superados com maestria
pela jovem, que conseguiu o tão sonhado diploma em 2010. Mas, apesar das dificuldades, Géssica queria ir além. Dois anos depois, iniciou um mestrado na área de
Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Agora, no dia 7 de agosto, a engenheira vai entrar para a história: será a primeira deficiente visual
a apresentar uma dissertação de mestrado na área de Engenharia Elétrica no Brasil.
- É importante divulgar que é possível ser cego e fazer o que quiser e atuar em qualquer área. Até mesmo na área de exatas. Podemos ser engenheiros, programadores.
Se algum deficiente visual alguma vez duvidar disso, quero que lembrem do meu exemplo e vejam que é possível - afirma a engenheira.
Géssica concluiu a graduação em Engenharia Elétrica em 2010
Quando Géssica entrou na universidade ainda tinha 30% de visão. Na época, acreditava que os tratamentos pudessem reverter seu quadro. Após perder completamente
a visão, não quis desistir da graduação. Entrou em contato com o coordenador do curso de Engenharia Elétrica, explicou a situação e aguardou durante uma semana
uma resposta da universidade para saber se poderia continuar com os estudos. A resposta foi positiva. O coordenador sugeriu, então, que começasse cursando apenas
três matérias para saber se conseguiria dar conta do curso.
- Comecei com três matérias bastantes difíceis para saber se conseguiria enfrentar os desafios seguintes - "Resistência dos Materiais", "Probabilidade Estatística"
e "Sinais de Sistemas". Elas eram muito visuais, exigiam muita análise e formulação matemática. O coordenador do curso me falou que, caso fosse aprovada nas três,
conseguiria concluir o curso. E consegui - lembra Géssica.
A engenheira recebeu um certificado após fazer uma palestra para o Instituto de Engenheiros do Paraná (IEP)
A engenheira recebeu um certificado após fazer uma palestra para o Instituto de Engenheiros do Paraná (IEP) Foto: Arquivo Pessoal
Mas as coisas não foram tão simples para a estudante, cuja vida na universidade teve que ser adaptada à nova realidade. Para isso, entrou em contato com o Instituto
de Cegos do Paraná, onde aprendeu a lidar com a cegueira. Além disso, adotou novas estratégias durante as aulas: gravava todas as lições e fazia aulas extras, sempre
contando com a ajuda de professores. Durante a graduação, e um tempo depois, Géssica também trabalhou como assistente administrativa na Companhia de Energia Elétrica
do Paraná, o que tornava sua rotina bastante agitada. No ano passado, trabalhou nos Institutos Lactec, centro de pesquisas dentro da UFPR.
Porém, segundo a engenheira, foi durante o mestrado que enfrentou as maiores dificuldades. Tinha que ler muitos artigos e fórmulas e precisava contar com a ajuda
de amigos. Foi somente quando aprendeu a usar determinados softwares que conseguiu recuperar um pouco da independência.
- Na faculdade, os trabalhos são feitos mais em conjunto, enquanto que, no mestrado, são mais individuais. Aprendi a usar o LaTeX, programa de diagramação de textos,
para formatar o estilo dos meus trabalhos e outras ferramentas, como MATLAB, software voltado para cálculo numérico. Consigo mexer no computador graças ao JAWS,
que lê para mim tudo que está na tela. A tecnologia foi fundamental para mim. Sem ela, não teria conseguido concluir o curso - diz.
Géssica deu uma palestra para o Instituto de Engenheiros do Paraná (IEP) sobre sua vida
Géssica conta que costuma se comunicar com outros deficientes visuais da área de ciências exatas, do Brasil e do mundo. Segundo ela, há diversas listas de discussões
na internet para o compartilhamento de textos, artigos e outros recursos adaptados para cegos em formato digital. A engenheira diz que o tema mais recorrente nas
discussões é como lidar com recursos gráficos, como diagramas e fluxogramas, pois precisam compreender as informações sem conseguir vê-las. Outro desafio para os
deficientes é formular documentos com gráficos para que outras pessoas entendam o que querem dizer.
- As listas de discussão me ajudaram a ser mais independente. Uma das mais importantes para mim foi a "Blind Math", dos Estados Unidos. Trocamos dicas, macetes,
livros em formatos digitais. Aprendi a mexer em muitos programas que usei no mestrado graças a essas listas - explica.
O preconceito, segundo a engenheira, sempre houve. Porém, defende que, de forma geral, é respeitada como profissional. Além disso, conta que os amigos sempre a
ajudaram - na universidade, no mestrado ou no trabalho. A engenheira confessa que está ansiosa para a apresentação no dia 7 de agosto, quando vai, finalmente, apresentar
a sua dissertação, intitulada "Alocação de bancos de capacitores e reguladores de tensão em redes elétricas inteligentes desbalanceadas". Segundo ela, o objetivo
do projeto é melhorar os indicadores de qualidade de energia fornecida ao consumidor. No futuro, Géssica conta que pretende continuar trabalhando na área de pesquisa.
Fonte: http://extra.globo.com/noticias/brasil/paranaense-sera-primeira-deficiente-visual-do-brasil-defender-tese-de-mestrado-em-engenharia-eletrica-17010089.html
A engenheira vai apresentar a sua dissertação de mestrado no dia 7 de agosto, na UFPR Foto: Arquivo Pessoal
Júlia Zaremba
Há quase dez anos, a engenheira Géssica Michelle dos Santos Pereira, de 29 anos perdeu completamente a visão por conta de uma doença degenerativa. Na época, estava
no meio do curso de graduação em Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e teve que ficar um ano fora das salas de aula para se
submeter a um tratamento médico. Depois desse período, a estudante conseguiu retornar à universidade. Os percalços e o preconceito foram superados com maestria
pela jovem, que conseguiu o tão sonhado diploma em 2010. Mas, apesar das dificuldades, Géssica queria ir além. Dois anos depois, iniciou um mestrado na área de
Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Agora, no dia 7 de agosto, a engenheira vai entrar para a história: será a primeira deficiente visual
a apresentar uma dissertação de mestrado na área de Engenharia Elétrica no Brasil.
- É importante divulgar que é possível ser cego e fazer o que quiser e atuar em qualquer área. Até mesmo na área de exatas. Podemos ser engenheiros, programadores.
Se algum deficiente visual alguma vez duvidar disso, quero que lembrem do meu exemplo e vejam que é possível - afirma a engenheira.
Géssica concluiu a graduação em Engenharia Elétrica em 2010
Quando Géssica entrou na universidade ainda tinha 30% de visão. Na época, acreditava que os tratamentos pudessem reverter seu quadro. Após perder completamente
a visão, não quis desistir da graduação. Entrou em contato com o coordenador do curso de Engenharia Elétrica, explicou a situação e aguardou durante uma semana
uma resposta da universidade para saber se poderia continuar com os estudos. A resposta foi positiva. O coordenador sugeriu, então, que começasse cursando apenas
três matérias para saber se conseguiria dar conta do curso.
- Comecei com três matérias bastantes difíceis para saber se conseguiria enfrentar os desafios seguintes - "Resistência dos Materiais", "Probabilidade Estatística"
e "Sinais de Sistemas". Elas eram muito visuais, exigiam muita análise e formulação matemática. O coordenador do curso me falou que, caso fosse aprovada nas três,
conseguiria concluir o curso. E consegui - lembra Géssica.
A engenheira recebeu um certificado após fazer uma palestra para o Instituto de Engenheiros do Paraná (IEP)
A engenheira recebeu um certificado após fazer uma palestra para o Instituto de Engenheiros do Paraná (IEP) Foto: Arquivo Pessoal
Mas as coisas não foram tão simples para a estudante, cuja vida na universidade teve que ser adaptada à nova realidade. Para isso, entrou em contato com o Instituto
de Cegos do Paraná, onde aprendeu a lidar com a cegueira. Além disso, adotou novas estratégias durante as aulas: gravava todas as lições e fazia aulas extras, sempre
contando com a ajuda de professores. Durante a graduação, e um tempo depois, Géssica também trabalhou como assistente administrativa na Companhia de Energia Elétrica
do Paraná, o que tornava sua rotina bastante agitada. No ano passado, trabalhou nos Institutos Lactec, centro de pesquisas dentro da UFPR.
Porém, segundo a engenheira, foi durante o mestrado que enfrentou as maiores dificuldades. Tinha que ler muitos artigos e fórmulas e precisava contar com a ajuda
de amigos. Foi somente quando aprendeu a usar determinados softwares que conseguiu recuperar um pouco da independência.
- Na faculdade, os trabalhos são feitos mais em conjunto, enquanto que, no mestrado, são mais individuais. Aprendi a usar o LaTeX, programa de diagramação de textos,
para formatar o estilo dos meus trabalhos e outras ferramentas, como MATLAB, software voltado para cálculo numérico. Consigo mexer no computador graças ao JAWS,
que lê para mim tudo que está na tela. A tecnologia foi fundamental para mim. Sem ela, não teria conseguido concluir o curso - diz.
Géssica deu uma palestra para o Instituto de Engenheiros do Paraná (IEP) sobre sua vida
Géssica conta que costuma se comunicar com outros deficientes visuais da área de ciências exatas, do Brasil e do mundo. Segundo ela, há diversas listas de discussões
na internet para o compartilhamento de textos, artigos e outros recursos adaptados para cegos em formato digital. A engenheira diz que o tema mais recorrente nas
discussões é como lidar com recursos gráficos, como diagramas e fluxogramas, pois precisam compreender as informações sem conseguir vê-las. Outro desafio para os
deficientes é formular documentos com gráficos para que outras pessoas entendam o que querem dizer.
- As listas de discussão me ajudaram a ser mais independente. Uma das mais importantes para mim foi a "Blind Math", dos Estados Unidos. Trocamos dicas, macetes,
livros em formatos digitais. Aprendi a mexer em muitos programas que usei no mestrado graças a essas listas - explica.
O preconceito, segundo a engenheira, sempre houve. Porém, defende que, de forma geral, é respeitada como profissional. Além disso, conta que os amigos sempre a
ajudaram - na universidade, no mestrado ou no trabalho. A engenheira confessa que está ansiosa para a apresentação no dia 7 de agosto, quando vai, finalmente, apresentar
a sua dissertação, intitulada "Alocação de bancos de capacitores e reguladores de tensão em redes elétricas inteligentes desbalanceadas". Segundo ela, o objetivo
do projeto é melhorar os indicadores de qualidade de energia fornecida ao consumidor. No futuro, Géssica conta que pretende continuar trabalhando na área de pesquisa.
Fonte: http://extra.globo.com/noticias/brasil/paranaense-sera-primeira-deficiente-visual-do-brasil-defender-tese-de-mestrado-em-engenharia-eletrica-17010089.html
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Pelo Brasil: FESTIVAL DE GRAMADO 2015: 3 BLOCK BUSTERS COM AUDIODESCRIÇÃO
Pelo Brasil: FESTIVAL DE GRAMADO 2015: 3 BLOCK BUSTERS COM AUDIODESCRIÇÃO
FESTIVAL DE GRAMADO 2015: 3 BLOCK BUSTERS COM AUDIODESCRIÇÃO
O longa-metragem Ausência, de Chico Teixeira, será exibido com audiodescrição ao vivo no 43º Festival de Cinema de Gramado, na mostra competitiva de longas-metragens
brasileiros – a sessão ocorre na noite da terça-feira, 11 de agosto, no Palácio dos Festivais. Além de Ausência, O Tempo e o Vento e Tropa de Elite 1 também serão
exibidos com audiodescrição, legendas e Libras durante a programação do festival.
Ausência - cartaz do filme
Ausência é um drama familiar centrado na figura de Serginho, que precisa lidar com o recém-adquirido papel de homem da casa cuidando de sua mãe e seu irmão mais
novo e trabalhando na feira, ao mesmo tempo em que mantém uma amizade com Mudinho e Silvinha e uma relação afetivamente confusa com o Professor Ney.
A audiodescrição amplia o entendimento de pessoas cegas ou com baixa visão e torna mais acessíveis filmes ou peças de teatro, por exemplo, ao proporcionar informações
sobre personagens, cenários, figurinos e ações relevantes para a compreensão da obra.
Em Ausência, o roteiro e a narração da audiodescrição são obra de Letícia Schwartz, que contou com a consultoria de Marilena Assis e André Campelo. A produção é
da OVNI Acessibilidade Universal, com apoio da A2 Sistemas Audiovisuais e da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência
e Pessoas com Altas Habilidades do Rio Grande do Sul (Faders).
Para a sessão com audiodescrição de Ausência, serão disponibilizados 50 aparelhos de tradução simultânea e um número limitado de ingressos gratuitos destinados
exclusivamente a cegos ou pessoas com baixa visão.
Também haverá traslado gratuito para esse público entre Porto Alegre e Gramado no dia da exibição. A partida está marcada para as 16h, em frente à sede da Faders
(Rua Duque de Caxias, 418, Centro Histórico), com retorno previsto para as 23h.
As reservas de ingressos e vagas no transporte podem ser solicitadas até a sexta-feira, 07, pelo e-mailovniacessibilidade@gmail.com ou pelos fones (51) 3414 4690,
(51) 8451 2115 ou (51) 9208 1176. Ingressos adicionais para a sessão podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido ou na bilheteria do teatro, a partir da quarta-feira,
05.
Além de Ausência, o Estúdio Som da Luz e o Instituto Estadual de Cinema exibem durante a programação do 43º Festival de Cinema de Gramado outros dois longas-metragens
com acessibilidade para pessoas com deficiência. Os clássicos O Tempo e o Vento, de Jayme Monjardim, e Tropa de Elite, de José Padilha, terão sessão com audiodescrição,
legendas e língua de sinais. A intenção é que pessoas cegas, com baixa visão, surdas, com deficiência auditiva ou sem nenhuma deficiência compartilhem da experiência
fílmica na mesma sala de projeções durante a programação do Festival de Gramado.
Os títulos foram exibidos recentemente na programação do Festival de Cinema Acessível, que ocorreu na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre. Quem ainda
não viu ou quer repetir a dose poderá assistir, na serra gaúcha, O Tempo e o Vento no dia 9 de agosto (domingo) e Tropa de Elite no dia 15 (sábado). O Festival
de Cinema de Gramado oferece nas duas datas transporte gratuito de ida e volta de Porto Alegre para Gramado aos interessados.
"Temos orgulho de levar essas obras para Gramado, pois esse evento é uma referência nacional. Está na hora de todos os envolvidos na cadeia produtiva do cinema
perceberem que acessibilidade é fundamental", afirma Sidnei Schames, idealizador do projeto sócio do Estúdio O Som da Luz. Antes da exibição de cada filme haverá
um bate-papo sobre acessibilidade em produções culturais com os integrantes da equipe que trabalha no projeto.
Além das exibições dos dois longas, o Estúdio Som da Luz e o IECINE foram convidados e estão dando apoio ao Painel "Acessibilidade no Cinema – Recursos e Tecnologias",
que acontece dia 14 dentro da programação do Festival de Cinema de Gramado.
SERVIÇO
PRIMEIRO FILME
O quê: Bate-papo sobre acessibilidade em produções culturais seguido de exibição de O Tempo e o Vento
Participantes da mesa: Marcia Gonçalves (Desenvolver Inclusão), Mariana Baierle (FM Cultura) e Sidnei Schames (Estúdio O Som da Luz)
Quando: 9 de agosto (domingo)
Horário: 15h
Onde: Sala Diamante, no Hotel Serra Azul – Rua Garibaldi, 152 – Centro – Gramado/ RS
SEGUNDO FILME
O quê: bate-papo sobre acessibilidade cultural e exibição de Tropa de Elite 1
Participantes da mesa: Felipe Mianes (Ulbra), Mariana Baierle (FM Cultura) e Sidnei Schames (Estúdio O Som da Luz)
Quando: 15 de agosto (sábado)
Horário: 15h
Onde: Sala Diamante – HOTEL SERRA AZUL – Rua Garibaldi, 152 – Centro – Gramado
PAINEL SOBRE ACESSIBILIDADE
O quê: Painel "Acessibilidade no Cinema – Recursos e Tecnologias
Participantes: Felipe Mianes (Ulbra), Marcia Caspary (Tagarellas Produções), Marilaine Costa (Acorde Filmes), Mimi Aragón (OVNI Acessibilidade Universal), Rafael
Martins dos Santos (Acergs), Sidnei Schames (Estúdio O Som da Luz)
Quando: 14 de agosto (sexta-feira)
SOBRE O TRANSPORTE
Nas duas datas de exibição dos filmes (9 e 15 de agosto) o Festival de Cinema de Gramado oferecerá transporte aos interessados residentes em Porto Alegre e na região.
Qualquer pessoa (com ou sem deficiência) que desejar utilizar o transporte deve fazer reserva prévia, de forma totalmente gratuita, através dos fones (51) 3286-1900
ou (51) 3286-8100, com Andréa ou Débora. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h). Haverá transporte para Ida e volta, saindo do Aeroporto
de Porto Alegre a partir das 9h e retorno a Porto Alegre (até o Aeroporto) das 17h30min às 19h – saindo da frente do Serra Azul. Para ambos os trechos é preciso
efetuar reserva prévia diretamente com o IECINE.
O 43º Festival de Cinema de Gramado é uma realização do Ministério da Cultura e da Gramadotur e uma promoção da Prefeitura Municipal de Gramado. Tem patrocínio
da Oi, BNDES, Stella Artois e Petrobras, e copatrocínio do Banrisul. Apoio especial: DUOCASA. Apoio: Oi Futuro, Nikon, Caracol Chocolates, Snowland, Cristais de
Gramado, PRAT-K, Stemac, CiaRio, O2 PÓS, Canal Brasil, TVCOM, RBSTV, Revista de Cinema, TVE, Hotel Serra Azul e Unimed. Apoio institucional: Assembleia Legislativa
do Rio Grande do Sul, ACCIRS, APTC, Fundacine, IECINE, SIAV E Corsan. Transportadora oficial: Avianca. Agência oficial: Vento Sul. Agente Cultural: AM Produções.
Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento do Pró-Cultura RS, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Ministério da Cultura, Governo
Federal, Brasil Pátria Educadora.
Fonte: Site do Festival
Fonte da matéria: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2015/08/festival-de-gramado-2015-3-block-busters-com-audiodescricao.html
FESTIVAL DE GRAMADO 2015: 3 BLOCK BUSTERS COM AUDIODESCRIÇÃO
O longa-metragem Ausência, de Chico Teixeira, será exibido com audiodescrição ao vivo no 43º Festival de Cinema de Gramado, na mostra competitiva de longas-metragens
brasileiros – a sessão ocorre na noite da terça-feira, 11 de agosto, no Palácio dos Festivais. Além de Ausência, O Tempo e o Vento e Tropa de Elite 1 também serão
exibidos com audiodescrição, legendas e Libras durante a programação do festival.
Ausência - cartaz do filme
Ausência é um drama familiar centrado na figura de Serginho, que precisa lidar com o recém-adquirido papel de homem da casa cuidando de sua mãe e seu irmão mais
novo e trabalhando na feira, ao mesmo tempo em que mantém uma amizade com Mudinho e Silvinha e uma relação afetivamente confusa com o Professor Ney.
A audiodescrição amplia o entendimento de pessoas cegas ou com baixa visão e torna mais acessíveis filmes ou peças de teatro, por exemplo, ao proporcionar informações
sobre personagens, cenários, figurinos e ações relevantes para a compreensão da obra.
Em Ausência, o roteiro e a narração da audiodescrição são obra de Letícia Schwartz, que contou com a consultoria de Marilena Assis e André Campelo. A produção é
da OVNI Acessibilidade Universal, com apoio da A2 Sistemas Audiovisuais e da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência
e Pessoas com Altas Habilidades do Rio Grande do Sul (Faders).
Para a sessão com audiodescrição de Ausência, serão disponibilizados 50 aparelhos de tradução simultânea e um número limitado de ingressos gratuitos destinados
exclusivamente a cegos ou pessoas com baixa visão.
Também haverá traslado gratuito para esse público entre Porto Alegre e Gramado no dia da exibição. A partida está marcada para as 16h, em frente à sede da Faders
(Rua Duque de Caxias, 418, Centro Histórico), com retorno previsto para as 23h.
As reservas de ingressos e vagas no transporte podem ser solicitadas até a sexta-feira, 07, pelo e-mailovniacessibilidade@gmail.com ou pelos fones (51) 3414 4690,
(51) 8451 2115 ou (51) 9208 1176. Ingressos adicionais para a sessão podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido ou na bilheteria do teatro, a partir da quarta-feira,
05.
Além de Ausência, o Estúdio Som da Luz e o Instituto Estadual de Cinema exibem durante a programação do 43º Festival de Cinema de Gramado outros dois longas-metragens
com acessibilidade para pessoas com deficiência. Os clássicos O Tempo e o Vento, de Jayme Monjardim, e Tropa de Elite, de José Padilha, terão sessão com audiodescrição,
legendas e língua de sinais. A intenção é que pessoas cegas, com baixa visão, surdas, com deficiência auditiva ou sem nenhuma deficiência compartilhem da experiência
fílmica na mesma sala de projeções durante a programação do Festival de Gramado.
Os títulos foram exibidos recentemente na programação do Festival de Cinema Acessível, que ocorreu na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre. Quem ainda
não viu ou quer repetir a dose poderá assistir, na serra gaúcha, O Tempo e o Vento no dia 9 de agosto (domingo) e Tropa de Elite no dia 15 (sábado). O Festival
de Cinema de Gramado oferece nas duas datas transporte gratuito de ida e volta de Porto Alegre para Gramado aos interessados.
"Temos orgulho de levar essas obras para Gramado, pois esse evento é uma referência nacional. Está na hora de todos os envolvidos na cadeia produtiva do cinema
perceberem que acessibilidade é fundamental", afirma Sidnei Schames, idealizador do projeto sócio do Estúdio O Som da Luz. Antes da exibição de cada filme haverá
um bate-papo sobre acessibilidade em produções culturais com os integrantes da equipe que trabalha no projeto.
Além das exibições dos dois longas, o Estúdio Som da Luz e o IECINE foram convidados e estão dando apoio ao Painel "Acessibilidade no Cinema – Recursos e Tecnologias",
que acontece dia 14 dentro da programação do Festival de Cinema de Gramado.
SERVIÇO
PRIMEIRO FILME
O quê: Bate-papo sobre acessibilidade em produções culturais seguido de exibição de O Tempo e o Vento
Participantes da mesa: Marcia Gonçalves (Desenvolver Inclusão), Mariana Baierle (FM Cultura) e Sidnei Schames (Estúdio O Som da Luz)
Quando: 9 de agosto (domingo)
Horário: 15h
Onde: Sala Diamante, no Hotel Serra Azul – Rua Garibaldi, 152 – Centro – Gramado/ RS
SEGUNDO FILME
O quê: bate-papo sobre acessibilidade cultural e exibição de Tropa de Elite 1
Participantes da mesa: Felipe Mianes (Ulbra), Mariana Baierle (FM Cultura) e Sidnei Schames (Estúdio O Som da Luz)
Quando: 15 de agosto (sábado)
Horário: 15h
Onde: Sala Diamante – HOTEL SERRA AZUL – Rua Garibaldi, 152 – Centro – Gramado
PAINEL SOBRE ACESSIBILIDADE
O quê: Painel "Acessibilidade no Cinema – Recursos e Tecnologias
Participantes: Felipe Mianes (Ulbra), Marcia Caspary (Tagarellas Produções), Marilaine Costa (Acorde Filmes), Mimi Aragón (OVNI Acessibilidade Universal), Rafael
Martins dos Santos (Acergs), Sidnei Schames (Estúdio O Som da Luz)
Quando: 14 de agosto (sexta-feira)
SOBRE O TRANSPORTE
Nas duas datas de exibição dos filmes (9 e 15 de agosto) o Festival de Cinema de Gramado oferecerá transporte aos interessados residentes em Porto Alegre e na região.
Qualquer pessoa (com ou sem deficiência) que desejar utilizar o transporte deve fazer reserva prévia, de forma totalmente gratuita, através dos fones (51) 3286-1900
ou (51) 3286-8100, com Andréa ou Débora. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h). Haverá transporte para Ida e volta, saindo do Aeroporto
de Porto Alegre a partir das 9h e retorno a Porto Alegre (até o Aeroporto) das 17h30min às 19h – saindo da frente do Serra Azul. Para ambos os trechos é preciso
efetuar reserva prévia diretamente com o IECINE.
O 43º Festival de Cinema de Gramado é uma realização do Ministério da Cultura e da Gramadotur e uma promoção da Prefeitura Municipal de Gramado. Tem patrocínio
da Oi, BNDES, Stella Artois e Petrobras, e copatrocínio do Banrisul. Apoio especial: DUOCASA. Apoio: Oi Futuro, Nikon, Caracol Chocolates, Snowland, Cristais de
Gramado, PRAT-K, Stemac, CiaRio, O2 PÓS, Canal Brasil, TVCOM, RBSTV, Revista de Cinema, TVE, Hotel Serra Azul e Unimed. Apoio institucional: Assembleia Legislativa
do Rio Grande do Sul, ACCIRS, APTC, Fundacine, IECINE, SIAV E Corsan. Transportadora oficial: Avianca. Agência oficial: Vento Sul. Agente Cultural: AM Produções.
Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento do Pró-Cultura RS, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Ministério da Cultura, Governo
Federal, Brasil Pátria Educadora.
Fonte: Site do Festival
Fonte da matéria: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2015/08/festival-de-gramado-2015-3-block-busters-com-audiodescricao.html
Câmara De Varginha, exibe videoconferência sobre direitos das pessoas com deficiência
Pessoal, segue pra vocês uma pequena nota que deu no Blog do madeira,
sobre a vídeo conferência que aconteceu na última terça-feira Na câmara
Municipal de Varginha.
Descrição da foto para deficientes visuais: foto de propaganda publicada
no blog do madeira...
Câmara exibe videoconferência sobre direitos das pessoas com deficiência
A Câmara de Vereadores de Varginha recebeu, na manhã dessa terça-feira (4), membros do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Varginha
– Codeva – e representantes de várias escolas de Varginha para participar de uma
video Conferência
A videoconferência, ministrada por representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência – Conade – serviu para explanar o tema da
IV Conferência Nacional, passar orientações para a realização das etapas estaduais e municipais e falar sobre o fortalecimento da rede de conselhos dos direitos
da pessoa com deficiência de todo o Brasil.
O vereador Rogério Bueno acompanhou a apresentação e conduziu a discussão com os presentes, destacando a importância do encontro para a elaboração de políticas
públicas que buscam incluir as pessoas com deficiência.
"Esse encontro é importante para discutir a questão da transversalidade das políticas para as pessoas com deficiência para que, juntos, nós possamos buscar soluções
de inclusão que atendam todo cidadão dentro do município de Varginha, oferecendo acessibilidade e outras formas de inclusão para todos aqueles que têm algum tipo
de deficiência", destacou Rogério. (Com informações da Ascom CMV)
Fonte: http://www.blogdomadeira.com.br/2015/08/camara-exibe-videoconferencia-sobre-direitos-das-pessoas-com-deficiencia/
sobre a vídeo conferência que aconteceu na última terça-feira Na câmara
Municipal de Varginha.
Descrição da foto para deficientes visuais: foto de propaganda publicada
no blog do madeira...
Câmara exibe videoconferência sobre direitos das pessoas com deficiência
A Câmara de Vereadores de Varginha recebeu, na manhã dessa terça-feira (4), membros do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Varginha
– Codeva – e representantes de várias escolas de Varginha para participar de uma
video Conferência
A videoconferência, ministrada por representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência – Conade – serviu para explanar o tema da
IV Conferência Nacional, passar orientações para a realização das etapas estaduais e municipais e falar sobre o fortalecimento da rede de conselhos dos direitos
da pessoa com deficiência de todo o Brasil.
O vereador Rogério Bueno acompanhou a apresentação e conduziu a discussão com os presentes, destacando a importância do encontro para a elaboração de políticas
públicas que buscam incluir as pessoas com deficiência.
"Esse encontro é importante para discutir a questão da transversalidade das políticas para as pessoas com deficiência para que, juntos, nós possamos buscar soluções
de inclusão que atendam todo cidadão dentro do município de Varginha, oferecendo acessibilidade e outras formas de inclusão para todos aqueles que têm algum tipo
de deficiência", destacou Rogério. (Com informações da Ascom CMV)
Fonte: http://www.blogdomadeira.com.br/2015/08/camara-exibe-videoconferencia-sobre-direitos-das-pessoas-com-deficiencia/
oi. sejam bem-vindos!
Olá, este é o espaço onde vamos falar muito sobre a inclusão,
especificamente na cidade de três pontas.
eu sou o bruno, Deficiente visual, e quase intelectual.
mas em fim, logo estarei trazendo pra vocês as ações que estão sendo
tomadas tanto a nível municipal, estadual, e federal.
descrição da foto para deficientes visuais: Bruno está de Jaqueta
preta, abraçado a o cantor de Rock Wilson Cideral.
especificamente na cidade de três pontas.
eu sou o bruno, Deficiente visual, e quase intelectual.
mas em fim, logo estarei trazendo pra vocês as ações que estão sendo
tomadas tanto a nível municipal, estadual, e federal.
descrição da foto para deficientes visuais: Bruno está de Jaqueta
preta, abraçado a o cantor de Rock Wilson Cideral.
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