Total de visualizações de página

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pelo Brasil: Poupatempo usa a tecnologia para atender surdos

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém o logotipo do poupatempo, com o fundo branco e ao meio escrito poupatempo na cor preta e um risco na cor vermelha em cima e embaixo da palavra. Fim da descrição. Foto: Divulgação Legenda: App do poupatempo que traduz textos para Libras Atualizado em 05/09/2016 Os postos do Poupatempo Sé, Santo Amaro e São José dos Campos estão testando um aplicativo que traduz de português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) as informações sobre serviços prestados no Poupatempo. Desenvolvido pela startup Hand Talk, o app permite que a pessoa com deficiência auditiva tenha acesso a um vídeo em Libras, a partir de um código de resposta rápida (QR Code). Ao acessar o vídeo, ele fica sabendo, na Língua de Sinais, o que precisa para obter seu documento. Os testes começaram no ínicio deste mês e vão até o final do ano. No período de avaliação, o QR Code foi inserido no material informativo sobre o RG e a Carteira de Trabalho, que estão entre os serviços mais procurados no Poupatempo. A emissão de RG, por exemplo, totalizou 2,7 milhões – de um total de 28,7 milhões de atendimentos no período de janeiro a julho deste ano. O Estado de São Paulo tem 1,9 milhão de pessoas com deficiência auditiva, de acordo com o último Censo do IBGE (2010), e a expectativa do Governo é que a comunidade surda teste o serviço e dê sua opinião sobre a sua efetividade. Os postos Poupatempo disponibilizam tablets, com aplicativo para ler o código, para aqueles que não têm um smartphone. Este dispositivo é necessário para ler o QR Code e “conectar” o cidadão com o Hugo (avatar criado pela Hand Talk para a comunicação via sinais). A escolha do aplicativo da Hand Talk para os testes é resultado da iniciativa do programa Pitch Gov SP, criada pelo Governo do Estado de São Paulo para inovar na prestação e melhoria de serviços públicos e, ao mesmo tempo, estimular novos empreendedores, fortalecendo as startups dedicadas ao cidadão. A Hand Talk foi uma das 11 empresas selecionadas para testar sua solução em uma área do governo paulista. Em sua primeira edição, o Pitch Gov teve 304 inscrições de soluções sugeridas por startups para atender aos desafios propostos pelo governo nas áreas de Educação, Saúde e Facilidades ao Cidadão. O Pitch Gov é coordenado pela Subsecretaria de Parcerias e Inovação, vinculada à Secretaria de Governo.  Fonte: Revista incluir http://www.revistaincluir.com.br/noticia-1710_poupatempo-usa-a-tecnologia-para-atender-surdos

domingo, 4 de setembro de 2016

Instituto São Rafael chega aos 90 anos renovado com políticas pedagógicas inclusivas destinadas a deficientes visuais

Comemoração nesta sexta (02/09) contou com a presença da secretária Macaé Evaristo 02 de Setembro de 2016 , 16:07 Atualizado em 02 de Setembro de 2016 , 16:25 Com muita festa, com direito a bolo, apresentações musicais de orquestra de violões, corais e teatro, o Instituto São Rafael, no Barro Preto, em Belo Horizonte, comemorou nesta sexta-feira (02/09), 90 anos de dedicação aos deficientes visuais.  As comemorações, que lotaram o auditório Professor Célio Martins de Andrade, do Instituto, reuniram alunos e ex-alunos, ex-funcionários e servidores, professores, familiares, colaboradores e apoiadores da instituição. Entre os presentes, a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo; a diretora da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana , Idalina Franco de Oliveira; a diretora de Educação Especial da SEE, Ana Regina de Carvalho e a diretora do Instituto, Juliany Sena. O auditório ficou lotado nas comemorações dos 90 anos do Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE O auditório ficou lotado nas comemorações dos 90 anos do Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Em sua fala, a secretária Macaé Evaristo ressaltou a importância da instituição. “90 anos para uma instituição como o São Rafael é ser ainda muito jovem, quando nos referimos ao direito universal à educação, algo recente em nosso país. Acreditamos num futuro no qual essa instituição tenha contribuído com toda a sua trajetória para construção e ampliação a esse direito. A vida pede coragem e a Secretaria de Educação se orgulha do Instituto São Rafael”. Secretária Macaé falou do orgulho da SEE pelo Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Secretária Macaé falou do orgulho da SEE pelo Instituto São Rafael. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Emocionada por receber homenagem da escola, a massoterapeuta Marilane Alves Silva teve todo seu histórico escolar traçado no Instituto São Rafael. Formada em Magistério pelo Instituto, ainda hoje mantém vínculo com a instituição, onde estuda música, e atua no grupo “Forró no Escuro”, formado por ex-alunos da instituição. “Estou muito emocionada, cheguei aqui, vinda de Nova Lima, aos 10 anos, ainda no internato. Fui muito bem recebida e acolhida e atribuo toda a minha formação profissional e de caráter aos servidores e professores desta escola”. Ela também trabalha com massoterapia há oito anos. As apresentações artísticas emocionaram o público. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE As apresentações artísticas emocionaram o público. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE Presidindo a Associação de Amigos do Instituto São Rafael, entidade criada em 1972, e que apoia projetos fora da abrangência do Estado, o ex-aluno Juarez Gomes Martins formou-se em Magistério e Relações Públicas. Pós-graduado em Educação Especial e Licenciatura, atribui toda sua formação aos estudos iniciais no Instituto. “Entrei menino e contabilizo 50 anos de convivência com a instituição que me proporcionou formação moral e profissional”. Primeira escola exclusiva para cegos em Minas Gerais, criada em 2 de setembro de 1926, o Instituto São Rafael é referência no estado “pela sua capacidade de estar sempre se readequando no atendimento às evoluções promovidas na área da Educação Especial”, segundo a diretora Juliany Sena, que trabalha na instituição há 15 anos. “Nunca perdemos a forma carinhosa de receber nossos alunos e os estimulamos a seguir os estudos em escolas inclusivas, com acompanhamento por profissionais da Escola”. A escola antede a 63 alunos com deficiência visual. Elian Oliveira/ACS-SEE A escola antede a 63 alunos com deficiência visual. Elian Oliveira/ACS-SEE O Instituto atende a 63 alunos com deficiência visual fundamental, além de dispor de sala de recurso para atendimento a seus alunos e que serve como suporte pedagógico a estudante de outras instituições, públicas ou privadas. Além de escolarização, oferece habilitação e reabilitação terapêutica e social, na preparação para o trabalho e no encaminhamento e acompanhamento educacional. Ao todo, são 251 alunos assistidos por projetos de convivência e reabilitação, com trabalhos nas áreas da música, tapeçaria, teatro e atividades na sala de recursos. A instituição promove também palestras e orientações nas áreas de prevenção às causas da cegueira e tratamento de doenças a ela inerentes, produzindo e divulgando informações e material especializado para ações acadêmicas e para atividades da vida diária. Profissionalização Em 2016, a unidade começou a oferecer o primeiro curso técnico profissionalizante em Massoterapia. A duração é de dois anos e os alunos receberão e certificação, o que permite atuar profissionalmente no mercado de trabalho. Inicialmente foram recebidas 90 inscrições para técnico em Massoterapia e os processos de formação das turmas e de contratação dos profissionais já se encontram em andamento. O curso é aberto a todas as pessoas, com deficiência ou não. Giane Rose Coelho se matriculou no Instituto em 1983 e agora retornou ao se inscrever no curso de Massoterapia. “Estou adorando, não conhecia massagem, nem para recebê-la, e agora estou me profissionalizando. Estou indo muito bem. O hábito de usar o tato nos ajuda a perceber melhor o cliente”. Márcia de Carvalho, terapeuta educacional e analista da educação básica, chegou à escola em 1984. “Era ainda uma escola segregadora, com um serviço mais voltado para a reabilitação. Com o tempo passou a ter um olhar mais pedagógico. Diante das necessidades educacionais do aluno, capacitamos professores para atender alunos com deficiência visual e baixa visão, em todo o estado”. Apoio Abrigado pelo Instituto, o Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) tem como finalidade capacitar professores, orientar escolas, estudantes e familiares, garantindo às pessoas cegas, surdo-cegas e com baixa visão o acesso ao conteúdo programático desenvolvido nas escolas, assim como acesso à literatura, pesquisa e cultura por meio da utilização de equipamentos da moderna tecnologia, da impressão do livro em Braille, formato Mecdaisy, áudio, ampliado áudio, e outros. Atualmente atende a 17 Superintendências Regionais de Ensino (SRE) na área de capacitação e 11 na produção de material. Fonte: Secretaria estadual de educação de MG: https://www.educacao.mg.gov.br/component/gmg/story/8255-instituto-sao-rafael-chega-aos-90-anos-renovado-com-politicas-pedagogicas-inclusivas-destinadas-a-deficientes-visuais

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Curso aborda uso de tecnologia móvel na educação inclusiva e na reabilitação infantil

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém uma menina de costas sentada mexendo em um notebook, ao lado direito um banner na cor branca, com um desenho de um pássaro na cor azul ao lado, escrito Inclusão eficiente. Ao meio, os dizeres: Uso da tecnologia móvel na educação inclusiva e reabilitação, e data e o local do evento. Abaixo a foto de Regis Neopomuneceno. Fim da descrição. Foto: Divulgação Atualizado em 02/09/2016 Recursos de áudio, ampliação de imagens com um toque, comandos de voz, programas que facilitam a vida de pessoas com deficiência e déficits em geral: se há alguns anos softwares específicos custavam alguns milhares de reais, com o avanço da tecnologia móvel e seus recursos nativos de acessibilidade, diversas famílias, terapeutas e escolas já possuem tecnologias que podem facilitar muito a vida de crianças e adolescentes com deficiências. Em 2016, O Brasil chegou a marca de 168 milhões de smartphones em uso, um crescimento de 9% em relação a 2015, quando a base instalada era de 152 milhões de celulares inteligentes. Os dados são da 27ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Apesar da popularização da tecnologia móvel, entretanto, nem sempre as escolas e profissionais de reabilitação têm usado os recursos disponíveis para auxiliar a aprendizagem e o desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiências e/ou déficits de aprendizagem. Por isso a Inclusão Eficiente – consultoria especializada em inclusão escolar e reabilitação infantil com sede em Chapecó – SC e filiais em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco – realiza nos dias 10/09 e 11/09 o curso: o uso da tecnologia móvel na educação inclusiva e na reabilitação infantil. O curso será na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), e os organizadores pedem que os participantes levem celulares, tablets e fones de ouvido para o curso. “A ideia é mostrar como recursos simples e nativos de acessibilidade são importantes no processo de aprendizagem e como usar esses recursos no dia a dia para favorecer o desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiências ou déficits diversos”, explica o terapeuta ocupacional Régis Nepomuceno, criador do aplicativo Minha Rotina Especial e ministrante do curso. A proposta do curso é trabalhar com planos de aula, planejamento de atividades diárias, propostas de intervenção para terapeutas, cuidadores e professores, com a utilização de áudios, fotos e textos, reforçando  a importância de diversos canais e formatos na fixação da aprendizagem, até mesmo a aprendizagem motora. Para o terapeuta, a tecnologia não pode substituir a experiência e é preciso equilíbrio. “Se até exercício físico em excesso faz mal, com a tecnologia não é diferente. Para tudo é preciso dosar, somar experiências e práticas, mas não dá para permitir que um aluno que não copie não tenha acesso ao conteúdo em formatos simples como a foto da lousa, o áudio da aula, o audiolivro ou a apostila em e-Book”, reforça. O acesso à tecnologia móvel – ainda polêmica no Estado de São Paulo, onde celulares são proibidos em sala de aula – foi reconhecido como direito na Lei Brasileira de Inclusão. “As famílias têm e as crianças já usam aparelhos repletos de recursos, nós vamos ignorar essa realidade ou torná-la nossa aliada?”, questiona. Para inscrições acesse o site: www.inclusaoeficiente.com.br/cursos ou e-mail saopaulo@inclusaoeficiente.com.br Fonte: Revista Incluir. http://www.revistaincluir.com.br/noticia-1708_curso-aborda-uso-de-tecnologia-movel-na-educacao-inclusiva-e-na-reabilitacao-infantil